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Desde Maio de 2008, que a organização está a tentar, sem sucesso,
entrar em diálogo com o grupo que detém os supermercados Pingo Doce e
Feira para discutir as políticas de compra e venda de peixe e propor
alternativas sustentáveis que protejam o ecosistema marinho(1).
“É incrível que o grupo Jerónimo Martins mostre uma postura tão pouco
responsável e tão pouco transparente em relação ao peixe que vende”
afima Paloma Colmenarejo, da campanha de oceanos da Greenpeace. “Só
hoje já tentámos contactar o grupo três vezes e a única resposta que
recebemos foi que não têm ninguém disposto a falar com a Greenpeace”,
continuou.
Quando confrontado com a acção da organização ambientalista, Jerónimo
Martins limitou-se a divulgar a posição oficial do grupo, sem
clarificar concretamente quais são os princípios sustentáveis que o
grupo segue em relação ao peixe que comercializa(2).
Esta acção decorreu poucas semanas depois da Greenpeace ter lançado um
segundo estudo de supermercados em Portugal que coloca o grupo Jerónimo
Martins, com os supermercados Pindo Doce e Feira Nova, em último lugar
em relação às políticas de compra e venda de peixe(3).
“Lamentamos que o grupo Jerónimo Martins não tenha aproveitado esta
oportunidade para mostrar aos consumidores que assume uma postura
responsável em relação ao peixe” acrescentou Paloma Colmenarejo. “A
Greenpeace vai continuar a desenvolver a campanha para proteger os
recursos marinhos do nosso Planeta”, termina.
A Greenpeace é uma organização independente que faz campanha para
defender o meio ambiente e procura encontrar soluções para um futuro
mais sustentável. Para isso, a organização conta com uma equipa de
investigadores e utiliza como referência os dados científicos da FAO,
da Comissão Europeia e das organizações regionais de pesca.
(1) Histórico da campanha para Mercados de Peixe Sustentável da
Greenpeace em Portugal, disponível em:
http://www.greenpeace.pt/calendario
(2) Pedidos da Greenpeace ao grupo Jerónimo Martins
O grupo de distribuição alimentar Jerónimo Martins deve reconhecer de
imediato e por escrito a sua responsabilidade na preservação dos
oceanos. O presidente do grupo Jerónimo Martins, Luís Palha da Silva,
deve ainda concordar em reunir com a Greenpeace e passar das palavras à
acção, através:
• do compromisso em subscrever a 5 princípios de uma política
sustentável de compra e venda de peixe(3). Entre eles, o suspender a
venda de espécies de peixe ameçadas, apoiar a comercialização das
espécies mais sustentáveis, melhorar a rastreabilidade e etiquetagem
dos produtos, promover e implementar prácticas sustentáveis.
• do retirar imediato das prateleiras de 3 espécies da Lista Vermelha de Peixes da Greenpeace (4);
• do compromisso em rever todas as espécies de peixe que comercializa,
de acordo com os princípios adoptados para uma política sustentável de
compra e venda de peixe sustentável, até meados de 2010.
Exemplo de Modelo de Política Sustentável: http://www.greenpeace.org/portugal/ranking2/modelo-politica-retalhistas
(3) Segundo Ranking de Supermercados da Greenpeace em Portugal (Maio 2009): http://www.greenpeace.org/portugal/ranking2
Contrariando o princípio de transparência do grupo, o Jerónimo Martins
não disponibiliza publicamente nem responde aos pedidos para
disponibilizar a sua política de compra e venda de peixe. Face à
ausência de informações públicas, a Greenpeace investigou os
supermercados do grupo e concluiu que:
• os supermercados Pingo Doce e Feira Nova vendem espécies de peixe
presentes na Lista Vermelha da Greenpeace, que estão ameaçadas de
extinção e/ou são capturadas através de métodos destrutivos. Entre
elas, Bacalhau do Atlântico, Linguado, Tamboril, Salmão, Pescadas,
Camarões, Peixe Espada Branco, Solha, Atum, Peixe Vermelho, Raia e
Tubarão.
• as etiquetas dos produtos de peixe (congelados, enlatados e fresco)
têm pouca ou nenhuma informação que possibilite o consumidor de fazer
uma escolha responsável. Algumas informações indispensáveis para uma
compra consciente são: os nomes da espécie (comum e científico), zona
FAO e stock de proveniência (data, navio e método de captura).
Também contrariando o mesmo princípio de transparência e informação ao
consumidor, nenhum balcão de peixe dos supermercados do grupo soube
fornecer informações sobre as espécies de peixe à venda, a sua origem e
método de captura, quando inquirido por voluntários e consumidores
interessados.
Lara Teunissen, porta voz da Greenpeace em Portugal, +351 917216829 ou +31 646162042
Paloma Colmenarejo, campanha dos oceanos da Greenpeace, +34 61 8548 193
Nina Thuellen, responsável pela campanha para peixe sustentável da Greenpeace Internacional, +43 664 5484 553
Greenpeace International Picture Desk: John Novis, + 44 (0) 7801 615 889 ou pdeskint@greenpeace.org