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Uma nova espécie de esponja (Aaptos kanuux) descoberta durante a 
expedição no Mar de Bering no verão de 2007.

Uma nova espécie de esponja (Aaptos kanuux) descoberta durante a expedição no Mar de Bering no verão de 2007.

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Mar de Bering, Estados Unidos — A expedição da Greenpeace ao Mar de Bering levou à descoberta de uma espécie de esponja que a ciência desconhecia. A esponja foi recolhida utilizando pequenos submarinos tripulados e equipados para explorar as mais profundas ravinas subaquáticas no fundo do Mar de Bering.

A nova espécie de esponja foi encontrada na Ravina de Pribilof e foi baptizada como Aaptos kanuux. “O nome "kannux" foi escolhido por significar "coração" na língua aleúte”, explicou George Pletnikoff, responsável da campanha de Oceanos da Greenpeace Alasca (EUA) e nativo das comunidades aleutes das ilhas Pribilof. "Estas ravinas são o coração do mar de Bering, expelindo os nutrientes que são o sangue da vida do ecossistema. Enquanto estas ravinas estiverem em risco, também o estarão as comunidades que dependem destas águas desde há milhares de anos ."

 

As ravinas subaquáticas, onde a esponja foi descoberta, são habitats únicos sobre os quais se sabe ainda muito pouco. Apesar disso, esta área está a ser ameaçada por métodos de pesca industriais e destrutivos, como por exemplo a pesca de arrasto..

O anúncio desta descoberta surge no dia da reunião da ONU em Nova Iorque onde irá ser debatida a protecção dos oceanos. "Sabemos muito pouco acerca do mar junto à costa e sabemos ainda menos sobre o mar alto. Esta descoberta surpreendente reforça a necessidade da ONU estabelecer uma rede global de reservas marinhas e de pôr um fim à falta de gestão actual dos oceanos. Existem habitats e espécies que estão a ser destruídos mesmo antes que os cientistas tenham a oportunidade de lhes atribuir nomes", disse Richard Page, delegado da Greenpeace Internacional na reunião da ONU.

O Esperanza, navio da Greenpeace, passou seis semanas no mar de Bering durante o verão de 2007. Durante as primeiras pesquisas nas ravinas de Zhemchug e de Pribilof, os cientistas utilizaram mini-submarinos para verificar como a pesca de arrasto está a destruir áreas únicas de corais e esponjas.

"Esta descoberta demonstra que estas ravinas são únicas e que pouco sabemos sobre as profundezas do mar", disse John Hocevar, especialista de oceanos da Greenpeace USA. "Metade das 14 espécies de coral e dois terços das 20 espécies de esponjas que documentámos nunca tinham sido vistas no Mar de Bering. Proclamar estas áreas como reservas marinhas traria importantes benefícios ás comunidades piscatórias locais e ao meio ambiente."

O Mar de Bering é apenas uma das áreas dos oceanos terrestres das quais sabemos muito pouco. Contudo, a pesca excessiva ameaça quase todos os oceanos. A Greenpeace faz campanha pela criação de uma rede de reservas marinhas que proteja 40% dos oceanos em todo o mundo, como solução de longo prazo para a pesca excessiva. Essa é a única forma de proteger tudo: desde as esponjas desconhecidas, às grandes baleias.