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200 milhas a sudoeste da Guiné Bissau. Os barcos de pesca chineses 
Lian Run 24 e Lian Run 29 passam ilegalmente caixas de peixe congelado 
para o Binar 4 do Panamá. A Greenpeace e a Fundação para a Justiça 
Ambiental estão a trabalhar em conjunto para expor o escândalo que é a 
pesca pirata. Esta iniciativa está integrada na campanha da Greenpeace 
para defender os oceanos.

A pesca pirata pode ser banida. Os governos podem recusar a entrada aos navios piratas.

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Os nossos oceanos estão a ser saqueados por piratas. Pesca ilegal, não-declarada e não-regulamentada – também conhecida como pesca pirata – tornou-se uma praga em todo o mundo. Desde as águas internacionais até as zonas económicas exclusivas das ilhas do sul do Pacífico, a pesca está em crise.

Os piratas estão a saquear milhares de milhões de dólares em peixe que pertence por direito às comunidades costeiras ou que estão fora das águas territoriais. A pesca pirata afecta comunidades que têm no peixe o seu meio de subsistência - e muitas vezes, a sua principal fonte de proteína - deixa o ambiente marinho danificado e maltratado, diminui a segurança alimentar e atenta contra a gestão sustentável dos oceanos.

É a hora da verdade para os piratas

As listas oficiais de navios piratas estão imcompletas e não incluem os nomes das grandes empresas por detrás desses navios. Está na hora de revelar a verdade para que os compradores de peixe, os retalhistas e o público em geral possam saber quem está envolvido na pesca pirata, e para que os donos dos navios comecem a assumir sua responsabilidade. As empresas têm frequentemente navios ilegais e navios legais a pescar lado a lado, e devem pagar o preço da pirataria e serem responsabilizadas sempre que forem apanhadas a pescar ilegalmente. Para confrontar o problema e ajudar a efetivamente solucioná-lo, lançamos uma base de dados com os navios envolvidos na pesca ilegal, não-declarada e não-regulamentada (IUU*) e com as empresas que os possuem. A essa base de dados demos o nome de lista negra. Vejam aqui.

A lista negra da Greenpeace Internacional sobre a pesca ilegal é o primeiro registo independente de navios e de empresas envolvidos na pesca pirata; inclui observações independentes da indústria de pesca legal, de autoridades governamentais, da Greenpeace e de outras ONGs. Estas organizações registaram as actividades de navios e empresas no mar e nos portos ao redor do mundo e, assim, a nova base de dados da Greenpeace completa a base de dados oficial, lançada em 2007, que tão somente inclui os navios piratas oficialmente listados por organizações regionais de gestão da pesca e por governos.

A Greenpeace está a exortar todos os comerciantes para que não comprem peixe capturado por navios piratas e que tampouco negociem com as empresas listadas como operadoras dos navios que praticam a pesca ilegal. 

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