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A 28 de Outubro mergulhadores da Greenpeace acorrentaram as hélices 
dos motores de quatro navios com histórico de pesca ilegal ao cais do 
porto de Aveiro. Todas as embarcações pertencem ao grupo Silva Vieira. 
*Ler mais... [1]*

[1] http://www.greenpeace.org/portugal/noticias/navios-piratas-aveiro

A 28 de Outubro mergulhadores da Greenpeace acorrentaram as hélices dos motores de quatro navios com histórico de pesca ilegal ao cais do porto de Aveiro. Todas as embarcações pertencem ao grupo Silva Vieira. Ler mais...

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Lisboa, Portugal — Consumidores portugueses ainda não podem consumir peixe com a garantia de que este não é proveniente de pesca pirata. As maiores cadeias de distribuição alimentar de Portugal não forneceram à Greenpeace informações conclusivas sobre as embarcações que capturaram o peixe que vendem.

Nas últimas semanas, a Greenpeace entrou em contacto com as cinco maiores redes de supermercados de Portugal (Lidl, Auchan, Sonae Distribuição, Jerónimo Martis e Os Mosqueteiros) para obter informações concretas sobre a origem exacta de algumas das espécies de peixe que se encontram nas suas prateleiras. O inquérito tomou como foco peixes de profundidade que se encontram na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da Greenpeace - por exemplo o bacalhau, o peixe vermelho, o alabote e a solha - e que são capturados pelo Grupo Silva Vieira, proprietário de quatro embarcações que constam na Lista Negra de barcos piratas da Greenpeace Internacional.

"A Greenpeace solicitou aos supermercados a lista completa das embarcações que forneceram estas espécies nos últimos três anos e, ainda, a suspensão imediata de qualquer tipo de relação comercial com empresas que financiam a pesca pirata, como o caso do Grupo Silva Vieira”, informou Beatriz Carvalho, representante da campanha de oceanos da Greenpeace em Portugal. “O que concluímos é que os supermercados não podem ou não querem, hoje, fornecer informações conclusivas sobre a origem do peixe que comercializam, embora seja reconhecido o esforço por parte de algumas destas cadeias em nos fornecer os dados requeridos”, continuou.

Cadeias de supermercados não querem ou não são capazes de informar sobre a origem do peixe que vendem.


Das cinco redes que a Greenpeace consultou, apenas a Auchan, a Lidl e a Sonae Distribuição responderam ao pedido de informação. As três cadeias garantiram que não possuem qualquer tipo de relação comercial com o Grupo Silva Vieira, ou com outras empresas presentes na Lista Negra de navios piratas da Greenpeace Internacional, mas até à data presente não revelaram os nomes das embarcações responsáveis pelo fornecimento, nos últimos três anos, das espécies de profundidade referidas em cima.

“A Greenpeace reconhece e agradece o esforço destas três cadeias de supermercados para fornecerem as informações requeridas e vê nesta atitude um sinal de que estes supermercados pretendem dar um passo na direcção correcta. No entanto, de toda a informação que recebemos, temos que concluir que, neste momento, nenhuma das cadeias é capaz de garantir aos seus consumidores que não vendem peixe proveniente de navios piratas”, afirmou Beatriz. Possuir estes dados é fundamental para assegurar a comercialização de peixe sustentável, o que implica que os supermercados saibam exactamente o caminho que o peixe percorreu, desde a sua captura até chegar nos seus balcões.

A Greenpeace está a pedir aos supermercados que adoptem uma política de transparência total em relação ao peixe que vendem e que vendam apenas peixe que possa ser rasteado até o navio que o capturou de forma legal e sustentável.