Campanha International do pescado sustentável
Em 2001, foi publicado um estudo científico que alertou o mundo para o declínio crescente das reservas de peixe a nível mundial, verificado a partir dos anos 80. Desde então, as notícias sobre o estado dos oceanos foram piorando progressivamente. No entanto, a gestão das pescarias continuava condicionada aos interesses económicos das grandes indústrias de pesca, com poucas ou nenhumas medidas a serem tomadas para prevenir o colapso irreversível das reservas de peixe.
Com milhões de pessoas em todo o mundo a depender dos recursos marinhos para a sua sobrevivência, quem deteria o poder económico para influenciar estes quadros de decisão lentos a adoptar medidas que protegessem efectivamente os nossos oceanos? A resposta veio do Reino Unido.
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Campanha dos oceanos em Portugal
A campanha por mercados de peixe sustentável da Greenpeace chegou a Portugal em 2007, englobada na campanha internacional, que foi encaminhada pelos sucessos obtidos no Reino Unido, onde os maiores retalhistas já tinham adoptado práticas de comercialização de pescado sustentáveis. Em contraste, o mercado português ainda ignorava largamente as consequências das suas práticas de negócio baseadas no “lucro a qualquer custo” para as reservas de peixe mundiais. Ao longo dos últimos três anos, contando com ferramentas como a Lista Vermelha de Peixes e o Ranking anual dos supermercados, assim como o apoio valioso de milhares de consumidores portugueses, o país tem visto a lógica da comercialização de peixe começar a mudar e a palavra sustentabilidade faz hoje em dia parte do léxico dos supermercados.
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O mercado de peixe em Portugal mudou substancialmente e não há, claramente, como voltar atrás. Com a maioria dos retalhistas empenhados em melhorar as suas práticas, os consumidores cada vez mais sensibilizados para os impactos da pesca indiscriminada e várias organizações não-governamentais e associações de pesca nacionais a gerir projectos relacionados com a pesca sustentável, o caminho para consolidar uma defesa integrada dos oceanos e das reservas de peixe mundiais está preparado. É fundamental aproveitar o balanço das mudanças já conseguidas e abraçar os desafios que ainda enfrentamos. Vê aqui quais os próximos passos a dar para garantir um futuro com oceanos saudáveis!