Retalhistas lideram movimento global para mercados de peixe sustentável
Em 2001, foi publicado um estudo científico que alertou o mundo para o declínio crescente das reservas de peixe a nível mundial, verificado a partir dos anos 80. Desde então, as notícias sobre o estado dos oceanos foram piorando progressivamente. No entanto, a gestão das pescarias continuava condicionada aos interesses económicos das grandes indústrias de pesca, com poucas ou nenhumas medidas a serem tomadas para prevenir o colapso irreversível das reservas de peixe.
Com milhões de pessoas em todo o mundo a depender dos recursos marinhos para a sua sobrevivência, quem deteria o poder económico para influenciar estes quadros de decisão lentos a adoptar medidas que protegessem efectivamente os nossos oceanos? A resposta veio do Reino Unido.
Em Outubro de 2005, os retalhistas do Reino Unido detinham já 90% do mercado de peixe, no valor de 2,2 milhões de Euros por ano. Mas que medidas estavam a ser tomadas por estes grandes retalhistas para garantir a continuação da venda de produtos de pesca a longo prazo? Para responder a esta questão, após um período de investigação e reuniões com diversos retalhistas, a Greenpeace publicou o primeiro relatório sobre o mercado de peixe do Reino Unido. Face às críticas fortes expressas neste relatório sobre as práticas irresponsáveis das grandes cadeias de supermercados e com a sociedade civil a reclamar medidas urgentes, vários retalhistas aceitaram rever as suas políticas de compra e venda de peixe e oferecer aos seus clientes a garantia de que não estão a ser cúmplices da destruição e extinção da vida dos oceanos.
Depois do sucesso desta iniciativa no Reino Unido, a Greenpeace começou a fazer campanha para mercados de peixe sustentável um pouco por todo o mundo. Cinco anos depois, um número significativo de grandes retalhistas a nível mundial está a liderar a urgente revolução do mercado de peixe global para garantir que todos temos peixe no futuro.
Este movimento progressivo rumo à sustentabilidade no sector de retalho, está a provocar mudanças nas prácticas de negócio dos fornecedores, distribuidores e produtores de peixe, que começam gradualmente a aderir ao movimento. Também o mundo político começa a reconhecer a importância de desenvolver quadros legais que beneficiem estas iniciativas e garantam uma gestão responsável das pescarias a nível mundial.

Mapa de países em a Greenpeace está a desenvolver uma campanha de mercados