Este critério é conhecido como ‘perspectiva a
partir do ecossistema’. Não faz sentido tentar manter o
nível dos stocks de uma única espécie
de peixe saudável se, ao mesmo tempo, forem permitidas
práticas de pesca que podem danificar o seu habitat (ou de
outras espécies) ou pôr em causa a fonte de
alimentação desta ou de outras
espécies que dela dependam. Em resumo, um ecossistema
saudável é essencial para a
manutenção eficaz dos recursos de peixe.
O fato de sabermos muito pouco sobre ecossistemas marinhos torna muito
difícil gerir as quotas de peixe sem prejudicar o delicado
balanço do ecossistema. É fundamental investigar
e conhecer as complexas relações entre as
espécies de um ecossistema, o modo como diferentes
espécies respondem a mudanças no seu ambiente
natural e os impactos negativos que as atividades humanas podem ter
nestes meios sensíveis, incluse o aquecimento global.
A solução é seguir o
princípio da precaução, ou seja,
quanto menos sabemos, mais cuidado devemos ter em
relação à quantidade peixe de uma
espécie alvo que capturamos e aos métodos que
usamos para capturá-la.
Ainda mais importante é a criação de
reservas marinhas. As reservas marinhas são como parques
nacionais no mar onde os stocks de peixes podem recuperar naturalmente.
Dentro das fronteiras destas áreas não
são permitidos: pesca, atividades mineiras ou descarte de
lixo. As reservas marinhas são essenciais para a
recuperação e proteção da
vida marinha e devem ser uma medida central em qualquer planeamento
administrativo. É importante lembrar que, caso sejam
cometidos erros na administração de
áreas onde a pesca é permitida, há
melhores hipóteses de reverter os danos causados caso
existam reservas marinhas saudáveis próximas da
zona.
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