Sonae

Página - 6. Maio, 2010

Sonae (Modelo e Continente)

Uma receita instantânea

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Supermarket 1
Supermarket 2
Supermarket 3
Supermarket 4
Supermarket 5
Supermarket 6

A Sonae não aprecia os lugares traseiros. Depois de ter estado em último lugar no 1º Ranking da Greenpeace, o grupo carregou no acelerador e desenvolveu uma política de sustentabilidade para o pescado, traçando objectivos ambiciosos que serão implementados a curto prazo.

No primeiro estudo lançado pela Greenpeace, a Sonae foi o grupo com piores resultados. Desde então, o retalhista tem dado passos largos para recuperar o atraso e definir práticas de comercialização de pescado responsáveis e sustentáveis, desenvolvendo uma política de compra de peixe que tornará pública ainda este ano e definindo medidas concretas a implementar ainda em 2010. A grande aposta da empresa será em melhorar os produtos da sua marca própria, trabalhando activamente com os fornecedores para identificar as opções mais sustentáveis. Contudo, com cerca de 80 grupos de espécies de peixe à venda nos seus supermercados, 13 dos quais estão na Lista Vermelha da Greenpeace, a Sonae ainda tem bastante caminho por desbravar até poder garantir a sustentabilidade de todo o seu assortimento.

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Política de compra e venda de peixe 25%

A Sonae vai publicar ainda este ano a nova política de compra e venda de peixe e os objectivos traçados para 2010.

A Sonae MC começou a esboçar a sua política de pescado logo após o 1º Ranking dos Retalhistas. Esta política exprime o compromisso da empresa em reduzir o pescado proveniente de populações ameaçadas ou ecossistemas sensíveis; aumentar as alternativas sustentáveis; rastrear o pescado; eliminar OGM e rações associadas à potencial destruição de ecossistemas florestais. A obrigação de seguir a política de pescado da Sonae já foi introduzida no contrato com os fornecedores. O grupo vai ainda apostar na formação (Escola de Perecíveis da Sonae) dos seus funcionários e na distribuição de informação aos consumidores.

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Retirar o pescado insustentável 25%

Os objectivos delineados refletem boas intenções que precisam de ser traduzidas em acções concretas. É crucial estabelecer metas e criar indicadores de forma a avaliar a realidade actual e concretizar as mudanças necessárias.

A política de pescado da Sonae carece ainda de critérios claros para a sua implementação. Por exemplo, ainda não ficou claro quais os passos que a empresa pretende dar para excluir o pescado proveniente de stocks ameaçados ou dos métodos de pesca mais destrutivos. A Greenpeace alerta que é importante criar um modelo de auditoria que incorpore os critérios de sustentabilidade na avaliação dos fornecedores de forma a evitar os produtos mais insustentáveis.

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Introduzir pescado sustentável 50%

A Sonae apresenta objectivos ambiciosos para aumentar a oferta de pescado de origem sustentável. No entanto, ainda não ficou claro quais os passos a dar para concretizar este objectivo.

A empresa está a trabalhar com os fornecedores da sua marca própria para encontrar alternativas e evitar o pescado menos sustentável, entre elas o aumento da oferta de peixe de viveiro. No entanto, ainda não ficou claro como serão avaliadas as operações de aquacultura, que actualmente são na sua maioria longe de sustentáveis. O peixe de viveiro vendido nos supermercados da Sonae provém de mais de 12 países, muitos dos quais foram classificados a vermelho segundo os critérios para aquacultura sustentável definidos pela Greenpeace.

A Greenpeace recomenda que os retalhistas definam critérios claros, baseados nas recomendações para a pesca e aquacultura sustentáveis, que permitam escolher o pescado mais sustentável. A organização também aconselha que os retalhistas estabeleçam metas anuais que permitam avaliar a sua contribuição à melhoria continuada das práticas do sector.

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Rastreabilidade do pescado 38%

O ponto forte da política da Sonae é o compromisso claro de eliminar o pescado ilegal e terminar as relações comerciais com todos os fornecedores suspeitos ou documentados de praticar a pesca ilegal.

A nova política da Sonae exige garantias para evitar peixe ilegal, através da exclusão de todos os fornecedores que com ligações a operadores ou navios constantes nas listas negras oficiais e na lista negra da Greenpeace. A política contempla ainda a verificação anual do cumprimento deste critério.

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Etiquetagem do pescado 53%

A Sonae implementou uma novidade na etiquetagem dos seus produtos frescos: para além do nome comum, as etiquetas do peixe nacional vão apresentar também a zona de captura e o método de captura genérico.

No entanto, a informação que acompanha o restante pescado vendido no Modelo e Continente ainda não elucida suficientemente o consumidor. Tal como na maioria dos supermercados em Portugal, os produtos de marca própria e produtos vendidos a granel apresentam, frequentemente, apenas um nome muito genérico.

Em pelo menos 50% dos produtos de peixe à venda, o consumidor não tem acesso a informação sobre a espécie de peixe, método de produção ou zona de captura, uma vez que estas indicações ainda não são obrigatórias para conservas, produtos processados e produtos para animais.

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Venda de espécies da Lista Vermelha 25% 

Os supermercados Modelo e Continente apresentam uma enorme gama de pescado, a qual inclui 13 grupos de espécies na Lista Vermelha da Greenpeace.

Adicionalmente, muitas das restantes espécies de peixe vendidas provêm ou têm uma elevada probabilidade de vir de pescarias também classificadas a vermelho pela Greenpeace (ex. Carapau, Enguia, Polvo, Tilapia, Robalo).

A empresa comercializa um número também um número considerável de espécies de profundidade, que são especialmente vulneráveis devido à sua reprodução tardia, como o Imperador e várias espécies de Solha. Apesar ter descontinuado a venda do tubarão Cação, a Sonae continua a incluir outros tubarões na sua gama, entre eles a Tintureira.

Nos objectivos da empresa para este ano consta também a descontinuação do Alabote da Gronelândia e a diminuição em 50% das vendas de Tamboril. A Sonae pretende ainda aumentar a oferta de Bacalhau do Atlântico pescado à linha.

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Transparência e informação 62%

Primeiro retalhista a responder ao questionário para o 3º ranking da Greenpeace.

A Sonae MC colaborou extensivamente com a Greenpeace para incorporar critérios de sustentabilidade na comercialização do seu pescado. Este grupo foi o primeiro retalhista a responder ao questionário para o 3º ranking, disponibilizando toda a documentação necessária à correcta avaliação da sua política.

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Informação diversa

O grupo económico português Sonae tem já uma presença internacional considerável, mas as suas operações de retalho estão continuam restritas a Portugal, sob a gestão da Sonae MC.

O grupo tem claras aspirações a liderança nos sectores onde é activo e recentemente começou a aliar a sua combatividade comercial a uma maior consciência da sua responsabilidade enquanto actor influente do tecido económico e social. Em 2001, a Sonae foi um dos fundadores do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BSCD) em Portugal. Em 2007 publicou o seu primeiro relatório de sustentabilidade. Este ano o grupo junta às suas políticas de sustentabilidade e ambiental uma política dirigida especificamente à sustentabilidade do pescado que comercializa.

  • Insígnias: Modelo + Continente
  • Vendas em 2008: 2.889 milhões €
  • Nº lojas em finais de 2008: 163
  • Nº colaboradores: 19.448
  • Lugar no Ranking da Distribuição Moderna em 2008: 1 (24,2% do mercado FMCG*

(Fontes: APED Ranking 2008, Rel&Contas 2008 Sonae Distribuição, HiperSuper 2009: ranking do painel de lares TNS Worldpanel)

* Fast Moving Consumer Goods

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Copia os endereços e-mail e um dos exemplos acima e contacta o supermercado.

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Que significam as percentagens?
100%
70%
Possui uma política aceitável que deve ser respeitada e melhorada no futuro, acompanhando a evolução dos stocks de peixe e do impacto das práticas de pesca e aquacultura actuais.
70%
40%
Foram tomadas algumas medidas importantes relativas a uma política de compra e venda de peixe sustentável, mas ainda são necessárias acções mais concretas para estabelecer um padrão aceitável.
40%
0%
Pouco ou nada está a ser feito para preservar as reservas de peixe e os oceanos. É urgente definir uma política de compra e venda de peixe sustentável e implementar práticas que evitam o pior e apoiam o melhor.

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