Campanha Internacional dos Oceanos | Greenpeace Portugal

Uma gota nos oceanos

Respira fundo e imagina os oceanos. Os oceanos dão vida ao nosso planeta e à nossa espécie, no entanto continuamos a destruí-los. Ao destruir o seu futuro estamos a destruir também o nosso.

Pormenores sobre o vídeo



Campanha Internacional dos Oceanos

Vista do espaço a Terra está coberta com um manto azul. No nosso planeta os continentes estão rodeados por oceanos e pela imensidão da vida marinha que neles habitam.

Um barco insuflável da Greenpeace tenta impedir que o Nisshin Maru, o navio-fábrica da frota baleeira japonesa, se reabasteça no Oceano Antárctico.

A vida marinha esteve por demasiado tempo totalmente exposta à exploração por parte de quem possuísse meios para o fazer. Os rápidos avanços tecnológicos implicaram que, actualmente, a capacidade, o alcance e a potência das embarcações e do equipamento usados para explorar a vida marinha exceda de longe a capacidade da Natureza de a preservar. Se isso não for controlado, terá amplas consequências no ambiente marinho e nas pessoas que dele dependem. A vida nos oceanos possui um incrível conjunto de formas e dimensões – desde o plâncton microscópico até à maior das grandes baleias.

Apesar disso, muitas espécies foram levadas à extinção, ou aproximam-se dela, devido a devastadores impactos humanos.

A campanha Em defesa dos Oceanos denuncia essas ameaças, enfrenta os culpados e promove soluções como uma rede global de parques oceânicos designados reservas marinhas.

As principais ameaças que os nossos oceanos enfrentam incluem:

A pesca industrial

Navios gigantes, utilizando equipamentos de ponta, podem localizar com precisão cardumes de peixe rapidamente. As frotas de pesca industrial ultrapassaram os limites ecológicos do oceano. À medida que o peixe maior é exterminado, os objectivos passam a ser as espécies seguintes de peixes mais pequenos, e assim sucessivamente. (O especialista em pescas canadiano Dr. Daniel Pauly previne que, se isso continuar, os nossos filhos vão alimentar-se de medusas.)

Em resumo, cada vez mais pessoas competem por cada vez menos peixe, agravando a crise dos oceanos existente. Ler mais

Pesca acidental

O Artic Sunrise na Baía do Porto Chacabuco, no Chile.

As modernas práticas de pesca são um incrível desperdício. Todos os anos, as redes de pesca matam até 300.000 baleias, golfinhos e atuns em todo o mundo. O emaranhamento é a maior ameaça para a sobrevivência de muitas espécies. Além disso, algumas práticas de pesca destroem os habitats e os habitantes. A pesca de arrasto, por exemplo, destrói inteiramente florestas ancestrais de corais de alto-mar e outros ecossistemas delicados. Em algumas áreas, é o equivalente a lavrar um campo várias vezes ao ano. Ler mais

Pesca ilegal

À medida que os bancos de pesca tradicionais a norte se foram esgotando, a capacidade de pesca tem-se virado progressivamente para África e para o Pacífico. Os piratas, que ignoram os regulamentos e que efectivamente roubam peixe, estão a negar a algumas das regiões mais pobres do mundo a segurança alimentar e os rendimentos de que tanto necessitam, e as frotas que pescam legalmente apenas transferem uma pequena percentagem dos lucros para os estados africanos e do Pacífico. Ler mais

Aquacultura

A aquacultura (viveiros de peixe e marisco) é frequentemente apresentada como o futuro da indústria de alimentos marinhos. Mas a aquacultura de camarão é talvez a indústria de pesca mais destrutiva, insustentável e injusta no mundo. O desmatamento de mangais, a destruição do pescado, o assassínio e desmatamento de terrenos comunitários têm sido amplamente divulgados.

A indústria da cultura do salmão também prova que os viveiros não são solução – são precisos cerca de 4 Kg de peixe selvagem pescado para produzir 1 Kg de salmão em viveiro. Ler mais

Aquecimento global

O oceano e os seus habitantes vão ser afectados de maneira irreversível pelos impactos do aquecimento global e das alterações climáticas. Os cientistas dizem que o aquecimento global, através aumento das temperaturas da água do mar, irá elevar os níveis da água e alterar as correntes oceânicas. Os efeitos já começam a ser sentidos. Espécies inteiras de animais marítimos e de peixes estão em risco devido à subida das temperaturas – simplesmente não podem sobreviver nas novas condições. Por exemplo, pensa-se que a temperatura elevada da água é responsável pelo facto de vastas áreas de corais perderem a cor e morrerem (descoloração). Ler mais

Poluição

O navio "Esperanza" da Greenpeace enfrenta o navio japonês "Kyo Maru No.1", numa acção directa e não violenta contra a frota baleeira japonesa no mar das Ilhas Austrais.

Outro impacto significativo da actividade humana no ambiente marítimo é a poluição. A poluição mais visível e familiar é a do petróleo, provocada pelos acidentes com navios petroleiros. Apesar disso e apesar da escala e visibilidade de tais impactos, as quantidades totais de poluentes que se escoam para o mar a partir de derrames de petróleo são diminutas, comparadas com as originadas por poluentes de outras proveniências. Estas incluem os esgotos domésticos, as descargas industriais, o escoamento de superfície urbano e industrial, os acidentes, os derrames, as explosões, as operações de descarga no mar, a exploração mineira, os nutrientes e pesticidas da agricultura, as fontes de calor desperdiçadas e as descargas radioactivas. Ler mais

Em defesa dos Oceanos

É necessário efectuar mudanças fundamentais no modo como os nossos oceanos são geridos. Isto significa que devemos agir para garantirmos que as actividades humanas sejam sustentáveis, ou, por outras palavras, que satisfaçam as necessidades das gerações actuais e futuras de seres humanos, sem causar danos ao ambiente. Por isso, os governos devem reservar 40 por cento dos nossos oceanos como reservas marinhas. As reservas marinhas podem ser definidas como regiões do oceano em que é impedida a exploração de quaisquer recursos vivos, bem com a exploração de recursos não vivos como a areia, a brita e outros minerais.

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