Ação da Greenpeace na final da Champions League

Os ativistas permaneceram no interior de um tubo no Estádio da Luz em Lisboa durante três dias

Comunicado de imprensa - 24. maio, 2014
Um grupo de dez ativistas da Greenpeace Reino Unido foi detido na final da Champions League antes de que pudessem colocar uma faixa no telhado do Estádio da Luz em Lisboa contra a petrolífera russa Gazprom, patrocinadora da competição, pelo seu programa de extraçao de petróleo no Ártico.

Os ativistas permaneceram no interior de um tubo de cimento no Estádio da Luz em Lisboa durante três dias, mas foram detidos no telhado. Tinham previsto colocar antes da cerimónia de abertura uma faixa de 50 metros quadrados com o lema "STOP GAZPROM - SAVE THE ARTIC" ("Stop Gazprom - Salvad el Ártico").

O gigante petrolífero estatal de Vladimir Putin é o patrocinador oficial da competição, com um acordo de três anos pelo valor de mais de 160 milhões de euros (1). Mas, esta empresa lidera a febre do petróleo no Ártico, uma região imaculada e de um alto valor ambiental mas profundamente ameaçada pelas alterações climáticas.

"Estávamos a tentar colocar uma faixa porque sabíamos que os diretores da Gazprom estariam no estádio. A Gazprom pagou milhões de euros para conseguir que o seu logótipo esteja no maior e melhor evento desportivo mundial. Querem convencer-nos de que são uma empresa normal, mas não são. O seu perigoso programa de perfurações no Ártico ameaça uma valiosa região e o clima a nível global. Disto era sobre o que tratava o nosso protesto. A UEFA deveria romper o acordo com a Gazprom", afirmou o diretor executivo da Greenpeace Reino Unido, John Sauven.