Activistas da Greenpeace travam comércio de atum na “European Seafood Exposition”

Comunicado de imprensa - 23. abril, 2008
80 activistas da Greenpeace de 15 países encerraram os stands de 5 dos maiores fornecedores de atum (1) na "European Seafood Exposition" (2). A Greenpeace apela às empresas que parem com a comercialização de atum rabilho (Thunnus thynnus), atum amarelo (Thunnus albacares), atum patudo (Thunnus obesus) e outras espécies de atum capturadas de forma insustentável até que os stocks recuperem.

Os activistas envolveram os stands com redes de pesca, acorrentaram-se e colocaram banners em 13 línguas com a mensagem "O tempo e o atum estão a acabar". Um banner gigante com a mesma mensagem foi pendurado na frente do edifício. No sistema de som foi ainda difundida uma mensagem apelando aos visitantes que comprem apenas produtos da pesca capturados de forma sustentável.

"Estas empresas são as mais importantes na indústria do atum e em conjunto, através da pesca excessiva e utilização de técnicas destrutivas, estão a esvaziar os stocks de atum nos oceanos", afirmou Paloma Colmenarejo, responsável pela Campanha pelo Consumo de Peixe Sustentável da Greenpeace Portugal. “Se não forem tomadas medidas urgentes a pesca excessiva conduzirá à extinção de muitos dos stocks de atum num futuro próximo.”

"Os stocks de atum atingiram um nível crítico com demasiados navios a pescar o pouco peixe que existe. A captura acidental de outras espécies é também problema sério", acrescentou Paloma. "Se a indústria não mudar para práticas mais sustentáveis deixará de existir peixe para comercializar e as empresas do ramo terão que encerrar".

No ano passado, a Greenpeace esteve presente nesta exposição e apelou às empresas que comercializassem apenas produtos de pesca sustentáveis. Desde então a organização tem contactado líderes de mercado e compradores industriais de produtos de pesca apelando para que se certifiquem de que o que estão a vender é legal, sustentável e justo. Nina Thuellen, responsável pela Campanha Internacional pelo Consumo de Peixe Sustentável afirmou: "A Greenpeace está desiludida por constatar que embora alguns retalhistas estejam a implementar políticas sustentáveis, existe ainda um elevado número de produtos de pesca insustentáveis para oferta nesta feira”.

Entretanto, o navio da Greenpeace Esperanza está no Oceano Pacífico a actuar contra a pesca excessiva e a defender a criação de reservas marinhas. Os navios pesqueiros envolvidos na pesca insustentável, injusta e por vezes ilegal de atum estão a esgotar os stocks da região e a ameaçar o futuro dos países das ilhas do Pacífico que dependem da pesca para a sua subsistência e alimentação.

A Greenpeace defende a criação de uma rede de reservas marinhas que proteja 40% dos oceanos em todo o mundo, como solução a longo prazo para a pesca excessiva e para a recuperação dos oceanos.

Para mais informação contacte:


Evandro Oliveira, Assessor de Imprensa da Greenpeace Portugal Tel: +31 653504718
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Notas ao editor:


(1) Os stands encerrados pela Greenpeace são: a Mitsubishi Corporation (Japão), líder mundial no comércio de atum; Ricardo Fuentes (Espanha), que se estima que controla 60% da produção de atum rabilho no Mediterrâneo; Dongwon Fisheries (Coreia), que controla mais de 75% da quota de mercado do atum na Coreia; Azzopardi Fisheries (Malta), que opera a maior aquacultura de atum do Mediterrâneo; e Moon Marine (Tailândia), um agente global envolvido na pesca com palangre na Indonésia.
(2) A "European Seafood Exposition" no Parque das exposições em Bruxelas é uma das maiores feiras mundiais de produtos de pesca. Participam nesta feira mais de 1600 empresas oriundas de mais de 80 países. É visitada por mais de 20.000 pessoas de mais de 140 países, incluindo elementos chave de empresas que dominam a indústria na Europa em em todo o mundo, incluindo retalhistas, empresas de catering, importadores, exportadores, grossistas e embaladores.
(3) Os activistas da Greenpeace no navio Esperanza penduraram um banner com a mensagem “Reservas Marinhas Já” junto à proa do navio de pesca de cerco coreano, Olympus. Este navio pertence à Dongwon Industries Co. Ltd, uma das empresas que viu o seu stand encerrado hoje na “European Seafood Exposition”.

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