Greenpeace alerta consumidores para o papel dos supermercados na preservação da vida dos oceanos

Artigo - 16. Maio, 2010
Desde o fim de semana passado que voluntários da Greenpeace se reúnem em frente aos supermercados dos três retalhistas com pior classificação no Terceiro Ranking da Greenpeace - Intermarché, Minipreço, Pingo Doce e Feira Nova – para alertar os consumidores que estas cadeias de distribuição alimentar continuam a contribuir para o desaparecimento rápido da vida dos oceanos. É urgente que estes grandes retalhistas sigam os passos das cadeias mais progressistas e adoptem políticas de compra de peixe que garantam a sustentabilidade dos produtos de pescado que vendem.

Voluntários da Greenpeace em frente ao Pingo Doce.

No dia 6 de Maio, a Greenpeace publicou um novo relatório - Uma Receita para a Biodiversidade - que analisa as políticas de compra de pescado dos principais retalhistas em Portugal. O estudo revela que, em 2010 Ano Internacional da Biodiversidade, vários supermercados portugueses estão já a trabalhar para oferecer uma gama de pescado mais amiga dos oceanos.

2010 Ano Internacional para a Biodiversidade


“Uma grande parte dos recursos que assumimos como inesgotáveis estão hoje gravemente ameaçados, implicando impactos profundos nos ecossistemas, economias e subsistência humana,” alerta Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas no Ano Internacional para a Biodiversidade.  

Os oceanos abrigam os ecossistemas mais ricos e diversos do nosso planeta. Estima-se que a maioria das espécies por descobrir são organismos marinhos. No entanto, continuamos sem cuidar destes tesouros misteriosos.

Na ânsia de capturar mais peixe em cada vez menos tempo, a pesca industrial está a provocar o esgotamento sucessivo das reservas de peixe mundiais e a destruição irreversível dos habitats marinhos. Grande parte vida dos oceanos está assim a desaparecer ainda antes de a conhecermos.

Face à indiferença da indústria e à resposta lenta das nações de pesca, um número crescente de consumidores e cidadãos está a exigir aos supermercados que assumam a liderança na preservação dos recursos marinhos.  Hoje, vários retalhistas a nível internacional já aceitaram esse desafio, retirando as espécies de peixe mais ameaçadas, recusando peixe ilegal e peixe proveniente dos métodos de pesca mais destrutivos e oferecendo alternativas mais amigas dos oceanos.

Quem já adoptou uma política de pescado sustentável em Portugal


Após dois anos de campanha para um mercado de peixe sustentável, alguns dos maiores retalhistas a operar em Portugal já têm uma política de compra e venda de peixe. Lidl, Sonae e Auchan são os líderes na adopção de medidas para proteger a vida dos oceanos e garantir que todos podemos consumir peixe no futuro.  

Pingo Doce mais uma vez em último lugar no Terceiro Ranking dos Supermercados


O grupo Jerónimo Martins continua em último lugar do ranking de retalhistas. A atitude do grupo relativamente à sustentabilidade do peixe que vende continua a ser pautada pela falta de transparência. Este é o único retalhista em Portugal que continua a recusar responder à Greenpeace, ignorando o apelo de milhares de consumidores que ao longo da campanha têm pedido ao grupo para que torne públicas as suas políticas e adopte medidas que protejam efectivamente os recursos marinhos do Planeta.

 A empresa detentora dos supermercados Pingo Doce e Feira Nova parece estar alheia às ameaças que os oceanos enfrentam e mantém-se fiel ao modelo de “business-as-usual”. Com os consumidores cada vez mais exigentes e a maioria dos retalhistas a transformar as suas estratégias de negócio de forma a incorporar medidas que zelam pela sustentabilidade dos seus produtos, o grupo Jerónimo Martins enfrenta um atraso cada vez maior.

Está na hora dos supermercados mudarem a cor das suas peixarias!


A biodiversidade é crucial para a existência de ecosistemas saudáveis e ricos dos quais todos dependemos para sobreviver. Com menos de 1% dos nossos oceanos protegidos e os cientistas a apontar para o colapso iminente das reservas de peixe, é urgente travar a perda da vida dos oceanos.

A Greenpeace defende que as grandes cadeias de distribuição alimentar têm o poder económico para assumir a responsabilidade pelos produtos que vendem e contribuir para o crescente movimento pela sustentabilidade que se faz sentir no sector da pesca. Está na hora dos supermercados mudarem a cor das suas peixarias!

 

Entra em acção!

Incentiva os supermercados a vermelho no ranking da Greenpeace a melhorar as suas políticas de compra e venda de peixe. Junta-te a nós e diz aos supermercados que vermelho já não está na moda!

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