Negócios encerrados na Brussels Seafood Expo!

A Greenpeace encerra o comércio do atum

Artigo - 23. Abril, 2008
"Senhoras e senhores a vossa atenção por favor, os stands Dongwon, Mitsubishi, Moon Marine, Azzopardi e Ricardo Fuentes estão encerrados." Esta foi a mensagem difundida na Brussels Seafood Expo hoje, enquanto a Greenpeace encerrou os stands de cinco fornecedores de atum - incluindo o maior fornecedor do mundo, a Mitsibushi.

Activistas da Greenpeace fazem passar a mensagem directamente na Brussels Seafood Expo.

80 activistas de 15 países cobriram os stands com redes de pesca, acorrentaram-se e colocaram banners em 13 línguas com a mensagem "Porque o tempo e o atum esgotam". Um banner gigante com a mesma mensagem foi pendurado na frente do edifício. 

Ouça as mensagens que difundimos na Expo. (mp3) 

A acção não só interrompeu o comércio no stand de Ricardo Fuentes, onde 30 activistas se encontravam acorrentados como afectou o decorrer de toda a feira, uma vez que as pessoas, movidas pela curiosidade, dirigiram-se em massa para os stands encerrados.

A maior feira de produtos da pesca em Bruxelas


A "Brussels Seafood Expo é o maior evento de comercialização de produtos da pesca. Se quiser ver os últimos stocks de peixe literalmente servidos num prato, este é o sítio a visitar. 1600 empresas de 80 países estão a comercializar os produtos, também conhecidos como vida marinha global.

A Greenpeace transmitiu hoje a sua mensagem directamente aos fornecedores. Se a indústria da pesca não se tornar sustentável então nem as pessoas que comercializam o peixe nem os stocks nos oceanos têm futuro.

Os oceanos do mundo estão em crise. Não existe peixe suficiente nos oceanos para sustentar o apetite voraz do mundo. Cerca de dois terços dos stocks de peixe estão totalmente explorados ou são  pescados em excesso. Muitos dos stocks, como o atum rabilho do Mediterrâneo e o bacalhau do Mar do Norte estão à beira do colapso.

Métodos de pesca como o arrasto, as redes de cerco, o palangre e outros métodos industriais que  podem pescar a mesma quantidade de peixe em dois dias que os pescadores de pequenos países em Ilhas do Pacífico capturam num ano, estão a ameaçar a sustentabilidade e os habitats dos oceanos.

Muitos dos produtos da pesca em exposição na Expo estão ameaçados ou foram pescados usando técnicas destrutivas.

Acabar com a pesca excessiva e destrutiva não é apenas crucial para salvar o ambiente marinho, é vital para a própria sobrevivência da indústria da pesca.

Tal como dissemos aos comerciantes hoje - os produtos sustentáveis são os únicos que asseguram o futuro do negócio. A questão é muito simples; se retirarmos mais peixe dos oceanos do que o que consegue ser restabelecido - os stocks irão entrar em colapso.

Por isso a Greenpeace travou a comercialização de algumas das espécies mais ameaçadas.

Travámos  o comércio na Mitsubisi - a maior empresa de comercialização de atum - e no Ricardo Fuentes, que além de dominar a comercialização do atum rabilho do Mediterrâneo é a maior empresa envolvida na aquacultura do atum rabilho.

Tuna Overkill

A Dongwon é activa no Oceano Pacifico - onde um dos nossos navios, o Esperanza está a confrontar a pesca excessiva e a pesca pirata, e a apelar à criação de reservas marinhas para proteger a área designada como Pacific Commons.

Os consumidores querem peixe sustentável


Mais de 80% dos consumidores Europeus consideram os impactos ambientais dos produtos da pesca quando tomam as suas decisões de compra.

A Greenpeace actua para que os fornecedores e retalhistas assegurem que apenas vendem produtos da pesca provenientes de fontes sustentáveis e que não são pescados de forma destrutiva.

O nosso trabalho nesta área tem levado a que muitos supermercados em toda a Europa adoptem políticas mais sustentáveis.

Os consumidores não devem ter de perguntar se o que estão a comprar é roubado ou proveniente de pesca excessiva - os retalhistas têm que assegurar que todo o peixe que vendem é sustentável.

A Greenpeace defende a criação de uma rede de reservas marinhas, que proteja 40% dos oceanos a nível mundial, como solução a longo prazo para a pesca excessiva e para a recuperação dos nossos oceanos.

Criar reservas marinhas fará toda a diferença para tornar concretizáveis os objectivos de sustentabilidade - e acabará por proteger o futuro da indústria da pesca.

Entra em Acção!

Assina a petição para que 40% dos oceanos sejam considerados reservas marinhas.

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