Activistas da Greenpeace fazem passar a mensagem directamente na Brussels Seafood Expo.
80 activistas de 15 países cobriram os stands com redes de pesca, acorrentaram-se e colocaram banners em 13 línguas com a mensagem "Porque o tempo e o atum esgotam". Um banner gigante com a mesma mensagem foi pendurado na frente do edifício.
Ouça as mensagens que difundimos na Expo. (mp3)
A acção não só interrompeu o comércio no stand de Ricardo Fuentes, onde 30 activistas se encontravam acorrentados como afectou o decorrer de toda a feira, uma vez que as pessoas, movidas pela curiosidade, dirigiram-se em massa para os stands encerrados.
A maior feira de produtos da pesca em Bruxelas
A "Brussels Seafood Expo é o maior evento de comercialização de produtos da pesca. Se quiser ver os últimos stocks de peixe literalmente servidos num prato, este é o sítio a visitar. 1600 empresas de 80 países estão a comercializar os produtos, também conhecidos como vida marinha global.
A Greenpeace transmitiu hoje a sua mensagem directamente aos fornecedores. Se a indústria da pesca não se tornar sustentável então nem as pessoas que comercializam o peixe nem os stocks nos oceanos têm futuro.
Os oceanos do mundo estão em crise. Não existe peixe suficiente nos oceanos para sustentar o apetite voraz do mundo. Cerca de dois terços dos stocks de peixe estão totalmente explorados ou são pescados em excesso. Muitos dos stocks, como o atum rabilho do Mediterrâneo e o bacalhau do Mar do Norte estão à beira do colapso.
Métodos de pesca como o arrasto, as redes de cerco, o palangre e outros métodos industriais que podem pescar a mesma quantidade de peixe em dois dias que os pescadores de pequenos países em Ilhas do Pacífico capturam num ano, estão a ameaçar a sustentabilidade e os habitats dos oceanos.
Muitos dos produtos da pesca em exposição na Expo estão ameaçados ou foram pescados usando técnicas destrutivas.
Acabar com a pesca excessiva e destrutiva não é apenas crucial para salvar o ambiente marinho, é vital para a própria sobrevivência da indústria da pesca.
Tal como dissemos aos comerciantes hoje - os produtos sustentáveis são os únicos que asseguram o futuro do negócio. A questão é muito simples; se retirarmos mais peixe dos oceanos do que o que consegue ser restabelecido - os stocks irão entrar em colapso.
Por isso a Greenpeace travou a comercialização de algumas das espécies mais ameaçadas.
Travámos o comércio na Mitsubisi - a maior empresa de comercialização de atum - e no Ricardo Fuentes, que além de dominar a comercialização do atum rabilho do Mediterrâneo é a maior empresa envolvida na aquacultura do atum rabilho.

A Dongwon é activa no Oceano Pacifico - onde um dos nossos navios, o Esperanza está a confrontar a pesca excessiva e a pesca pirata, e a apelar à criação de reservas marinhas para proteger a área designada como Pacific Commons.
Os consumidores querem peixe sustentável
Mais de 80% dos consumidores Europeus consideram os impactos ambientais dos produtos da pesca quando tomam as suas decisões de compra.
A Greenpeace actua para que os fornecedores e retalhistas assegurem que apenas vendem produtos da pesca provenientes de fontes sustentáveis e que não são pescados de forma destrutiva.
O nosso trabalho nesta área tem levado a que muitos supermercados em toda a Europa adoptem políticas mais sustentáveis.
Os consumidores não devem ter de perguntar se o que estão a comprar é roubado ou proveniente de pesca excessiva - os retalhistas têm que assegurar que todo o peixe que vendem é sustentável.
A Greenpeace defende a criação de uma rede de reservas marinhas, que proteja 40% dos oceanos a nível mundial, como solução a longo prazo para a pesca excessiva e para a recuperação dos nossos oceanos.
Criar reservas marinhas fará toda a diferença para tornar concretizáveis os objectivos de sustentabilidade - e acabará por proteger o futuro da indústria da pesca.
Entra em Acção!
Assina a petição para que 40% dos oceanos sejam considerados reservas marinhas.
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