Greenpeace protesta em frente à sede do grupo Jerónimo Martins

Novidades sobre a da acção da Greenpeace em Lisboa

Artigo - 3. Julho, 2009
Dez activistas da Greenpeace, dos quais quatro portugueses, foram detidos depois de quase doze horas de protesto em frente à sede do grupo Jerónimo Martins. Ontem de madrugada, a Greenpeace bloqueou, parcialmente, a entrada do edifício com um tripé de mais de nove metros de altura e pendurou um banner gigante na fachada da sede do grupo com a mensagem “Jerónimo Martins destrói os oceanos”.

Activista da Greenpeace detida pela polícia junto da sede do grupo Jerónimo Martins em Lisboa.

Durante o dia, enquanto a acção de comunicação directa decorria na rua em frente à sede do grupo, tentámos contactar a administração do Jerónimo Martins várias vezes. Infelizmente, a única resposta que recebemos foi que não têm ninguém disposto a falar com a Greenpeace.

Os dez activistas detidos, dos quais quatro são portugueses, foram libertados ontem à noite. A campanha para peixe sustentável da Greenpeace em Portugal conta com cada vez mais apoio de consumidores preocupados e vai continuar a criar pressão para que o grupo ecónomico se comprometa a adoptar uma política de compra e venda de peixe sustentável.

 

Jerónimo Martins - Líder de Mercado, Não de Soluções  


Esta acção decorre poucas semanas depois do lançamento do segundo ranking de supermercados em Portugal que coloca o grupo Jerónimo Martins - com os supermercados Pingo Doce e Feira Nova - em último lugar. 

Para a Greenpeace, é incrível que o grupo Jerónimo Martins mostre uma postura tão pouco responsável e tão pouco transparente em relação ao peixe que vende. Quando confrontado com a acção de ontem, a Jerónimo Martins limitou-se a divulgar a posição oficial do grupo, sem clarificar concretamente quais são os princípios sustentáveis que segue em relação ao peixe que comercializa. 

Os oceanos estão em crise e é urgente proteger os recursos marinhos do nosso Planeta.

Oceanos - O Preço da Destruição

Nas últimas décadas, temos assistido à devastação rápida da vida marinha do nosso Planeta. A exploração desenfreada e insustentável dos mares e oceanos poderá conduzir, dentro de pouco anos, a uma subida inigualável do preço do peixe e transformar este recurso, tão mais valioso quanto mais escasso, numa relíquia rara a que poucos vão poder aceder.

Nos supermercados Pingo Doce e Feira Nova continuamos, por exemplo, a encontrar espécies como o tubarão - uma espécie em alto risco devido à sobrepesca e pesca acidental. Os tubarões têm uma taxa de crescimento das populações bastante lenta - para além de atingirem a maturidade reprodutiva tardiamente, também produzem poucos juvenis - e por isso são uma espécie que pode ser rapidamente dizimada.

O preço da destruição dos oceanos é alto. Milhões de pessoas em todo o mundo correm o risco de ver desaparecer os recursos de que dependem - e os portugueses não são excepção. A Greenpeace alerta que é urgente acordar para esta crise sem precedentes e passar imediatamente de palavras à acção, de forma a garantir a sobrevivência da vida marinha do nosso planeta.

 

Pedidos da Greenpeace ao grupo Jerónimo Martins


O grupo de distribuição alimentar Jerónimo Martins deve reconhecer de imediato e por escrito a sua responsabilidade na preservação dos oceanos. O presidente do grupo Jerónimo Martins, Luís Palha da Silva, deve ainda concordar em reunir com a Greenpeace e passar das palavras à acção, através:

  • do compromisso em subscrever a 5 princípios de uma política sustentável de compra e venda de peixe. Entre eles, o suspender a venda de espécies de peixe ameçadas, apoiar a comercialização das espécies mais sustentáveis, melhorar a rastreabilidade e etiquetagem dos produtos, promover e implementar prácticas sustentáveis.
  • do retirar imediato das prateleiras de 3 espécies da Lista Vermelha de Peixes da Greenpeace;
  • do compromisso em rever todas as espécies de peixe que comercializa, de acordo com os princípios adoptados para uma política sustentável de compra e venda de peixe sustentável, até meados de 2010.

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