Alerta vermelho - Os peixes que é melhor deixar no mar

Estás a comer espécies ameaçadas?

Artigo - 25. junho, 2008
Quantas vezes já ficamos a olhar para a montra do nosso supermercado a perguntar se o peixe que ali está é sustentável- até recentemente era quase impossível saber. A Greenpeace publicou hoje a lista vermelha de peixes para Portugal, que consumidores e supermercados devem evitar.

Activistas da Greenpeace informam consumidores sobre a Lista Vermelha de Peixes, no supermercado Pão de Açúcar (Centro Comercial das Amoreiras).

A Greenpeace lançou a lista vermelha dos peixes ameaçados que estão a ser comercializados em Portugal. Entre os peixes da lista está o bacalhau do Atlântico, o atum e o camarão tropical, para citar apenas alguns, e a Greenpeace saiu à rua para informar a população portuguesa sobre os riscos do consumo insustentável desses peixes, alertando para o fato de que, para continuarmos a poder comer peixe no futuro, é preciso agir hoje!

A Greenpeace, juntamente com alguns cientistas, desenvolveu uma metodologia para avaliar o estado da exploração da maioria dos viveiros, além dos métodos empregados na pesca ou na produção de peixes, considerando também os métodos destrutivos de pesca.

A metodologia para determinar estas espécies de peixes que se encontram em  alerta vermelho têm em conta, entre outros factores, que: 

  1. as espécies têm uma taxa de crescimento e de capacidade reprodutiva que as torna vulneráveis à sobreexploração;
  2. as espécies provêm de stocks sobreexplorados ou já esgotados; ou que as espécies estão sendo capturadas num ritmo tão intenso que em breve serão classificadas como sobreexploradas;
  3. os métodos de pesca utilizados são muito destrutivos, tanto para outras espécies, como para os habitats marinhos.

Esta metodologia para determinar as espécies em alerta vermelho que são produzidas em indústrias de engorda  ou de aquacultura inclui:  

  • dependência de repôr com ovos ou com juvenis selvagens as espécies em nossa lista;
  • relação da fuga de uma grande quantidade de espécies não autóctones da área;
  • alimentação que requer mais de 3 quilos de peixe selvagem, capturado especificamente para produzir farinha e azeite de peixe, para conseguir um quilo de peixe de viveiros;
  • relação com o aumento das doenças nas populações selvagens nas proximidades dos viveiros.

 

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