Nem tudo o que vem à rede é peixe!

Greenpeace precorre Portugal com campanha de sensibilização Oceanos em Perigo

Artigo - 17. Outubro, 2009
A campanha da Greenpeace já está em marcha para mobilizar os consumidores portugueses e dar voz aos oceanos em perigo. Acompanhados por uma trupe de criaturas marinhas, os activistas da organização estão precorrer o país de norte a sul lançando o alerta para a destruição causada pela pesca de profundidade em alto mar.

Um dos membros da tripulação do Waipori, um arrastão da Nova Zelândia, deita ao mar um pedaço enorme de coral capturado a grande profundidade nas redes do navio.

A Roadtour da Greenpeace já está em marcha para mobilizar os consumidores portugueses e dar voz aos oceanos em perigo. Acompanhados por uma trupe de criaturas marinhas, os activistas da organização estão precorrer o país de norte a sul lançando o alerta para a destruição causada pela pesca de profundidade em alto mar.

A campanha começou ontem em Lisboa, numa conferência de imprensa simbólicamente realizada num antigo arrastão a vapor, que se encontra agora reformado. Na conferência, estiveram presentes especialistas em biologia marinha e representantes de diversas organizações não-governamentais de ambiente para reforçar a urgência da mensagem.

“Loja de peixe” da Greenpeace alerta consumidores


Com uma “Loja de peixes” ambulante, a Greenpeace mostra aos consumidores alguns das espécies de profundidade que se encontram à venda no mercado português e alerta para o valor incalculável deste peixes de crescimento lento e reprodução tardia. O supermercado Pingo Doce do Cais do Sodré foi o primeiro a ser visitado pelos activistas. Hoje, foi a vez de Almada receber uma visita da campanha.

Nas profundezas dos oceanos o ritmo de vida abranda significativamente - uma espécie que vive mais de 50 anos e só se reproduz a partir dos 13 anos de idade, como o caso dos peixes vermelhos, não pode ser vítima da pesca industrial voraz, explicam os activistas.

No entanto, é possível encontrar muitas destas espécies à venda em vários supermercados do país. Por exemplo, o Intermarché visitado em Sobreda vendia pelo menos 6 das 13 espécies identificadas pela Greenpeace, entre elas o tubarão lixa, a pota Argentina, a pescada branca e peixes vermelhos.  

“Cartão vermelho” para a pesca de arrasto


A pesca de arrasto de profundidade é considerada uma das prácticas de pesca mais destrutivas que existe e representa hoje a maior ameaça à biodiversidade dos ecossistemas marinhos. Durante a campanha, a Greenpeace está a pedir aos consumidores que passem um “cartão vermelho” à destruição em alto mar e enviem um apelo aos supermercados para que deixem de vender estas espécies.

A Greenpeace defende que se queremos garantir uma exploração saudável e duradoura dos recursos marinhos do planeta, é fundamental parar de comercializar estas espécies de peixe e adoptar medidas concretas e globais para proteger as águas internacionais de práticas de pesca destrutivas.

Porque os políticos não podem continuar superficiais


Para reforçar a mensagem de que é urgente e fundamental proteger os ecossitemas marinhos, a Greenpeace e dez organizações não governamentais de ambiente (ONGAS) com presença em Portugal, enviaram ontem um apelo conjunto ao Governo português para que apoie o fim da pesca destrutiva em águas internacionais, no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas, que se vai reunir na primeira quinzena de Novembro.

Ajuda-nos a proteger um dos últimos refúgios de vida marinha do planeta!

Assina a petição aos supermercados para pôr fim à comercialização de espécies de peixe de profundidade.

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