Reabastecimento ilegal

Activistas da Greenpeace tentam impedir reabastecimento do Nisshin Maru

Artigo - 23. janeiro, 2008
Depois de 11 dias de escolta à frota Japonesa de caça à Baleia, os activistas do Esperanza, o navio da Greenpeace, bloquearam temporariamente o navio-fábrica Nisshin Maru de ser reabastecido ilegalmente nas águas do Antárctico.

Um barco insuflável da Greenpeace tenta impedir que o Nisshin Maru se reabasteça no santuário de baleias do Oceano Antárctico. O Nisshin Maru é um navio-fábrica da frota baleeira japonesa.

Como parte da manifestação pacífica, dois dos activistas levaram o barco insuflável até ao meio do navio-fabrica e do navio de reabastecimento, enquanto ambos procuravam ficar o mais perto possível para fazer a operação. Ao mesmo tempo, a tripulação do Esperanza alertava os navios Japoneses e o navio de reabastecimento de que o barco da Greenpeace estava ao lado do navio Oriental Bluebird para se oporem ao reabastecimento ilegal na zona do tratado do antárctico. Contudo os barco não fizeram caso e apertaram o insuflável da Greenpeace.

Antes dos barcos insufláveis da Greenpeace sairem, a tripulação do Esperanza comunicou por radio com o navio de bandeira do Panamá, Oriental Bluebird, em Japonês, Espanhol e Inglês com a mensagem: "O Oriental Bluebird deve deixar as águas do Antárctico imediatamente. A vossa presença aqui não é desejada e é um atentado ao meio ambiente desta área, que foi declarada como uma área particularmente sensitiva pela Organização Marítima Internacional, e como “uma reserva natural, dedicada à paz e à ciência” no protocolo ambiental do tratado do Antárctico. O Japão fez  parte desse tratado e deve cumprir com a palavra e o espírito do mesmo."

Os activistas da Greenpeace continuaram a documentar o reabastecimento e o transbordo de carne de baleia. Quando os barcos de caça se aperceberam do que se estava a passar, passaram mais de uma hora a fazer manobras perigosas, conduzindo em direcção aos insufláveis da Greenpeace para os afastar dos dois navios que faziam as operações.

Nesse momento, o navio de patrulha da costa da Austrália, Oceanic Viking, apareceu no horizonte. A sua chegada teve um impacto imediato nas operações. Os barcos de caça diminuiram a velocidade e aumentaram a distância dos outros navios e quando o Oceanic Viking chegou mais perto, chegaram mesmo a desligar os motores.

O Oceanic Viking lançou dois insufláveis para documentar a situação e os activistas regressaram ao Esperanza e através de contacto por radio, solicitaram ao governo australiano a investigação deste reabastecimento ilegal nas águas do Antárctico. Por outro lado, e como o navio do Panamá está envolvido nas operações, a Greenpeace pediu ao governo daquele pais que retirasse a bandeira ao Oriental Bluebird, uma vez que o Panamá assumiu o compromisso  de proteger as baleias perante a comissão internacional.

Apesar da presença do Esperanza estar a dar resultado, não é suficiente que esta seja a única forma de evitar a caça à baleia.O Japão deve proclamar o fim da época da caça à baleia e fazer desta a última. O governo daquele pais tem estado sobre uma pressão crescente, que aumentou assim que Junichi Sato, o coordenador da Campanha das Baleias da Greenpeace no Japão, escreveu uma carta aberta aos lideres dos negócios nipónicos a avisar dos impactos que a caça à baleia está a ter na reputação internacional do país.

Diz ao Japão para não contruir um novo navio-fábrica

Se a construção do novo navio se concretizar, a caça à baleia no Oceano Antárctico poderá continuar por mais algumas décadas.

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