Activistas da Greenpeace apelam à criação de reservas marinhas para proteger o Pacífico.
Cerca de 60% dos stocks mundiais de atum provêm do Oceano Pacífico e os cientistas acreditam que duas espécies chave - o atum patudo (Thunnus obesus) e o atum amarelo (Thunnus albacares) - estão ameaçadas devido à pesca excessiva.
Para ajudar a pôr um fim a esta tendência a Greenpeace está presente no oeste do Oceano Pacífico com um dos seus navios, o Esperanza, para reunir provas de que existem práticas excessivas e ilegais na pesca do atum.
No Domingo passado, a Greenpeace fez uma acção contra o navio de pesca dos Estados Unidos, Cape Finisterre, em águas internacionais entre países do Pacífico conhecidos como os Pacific Commons. Os activistas pintaram o navio com as palavras “Tuna overkill” (extermínio do atum) e ergueram um banner onde se podia ler "Marine reserves NOW" (reservas marinhas já). A Greenpeace pediu ao navio de pesca que abandonasse a área imediatamente.
Alguns dias atrás a Greenpeace confiscou um dispositivo de agregação de peixes que encontrou no Oceano Pacífico. Os navios de pesca usam estes equipamentos para atrair o atum para um ponto específico e depois capturam-no rapidamente utilizando redes enormes. Contudo juvenis das espécies atum patudo e atum amarelo, tal como outros peixes são mortos acidentalmente quando capturados nas redes.
A Greenpeace também colocou um banner que dizia "Reservas Marinhas já" perto da proa do navio coreano de pesca de cerco "Olympus", enquanto pedia que o navio deixasse a área. Este navio é propriedade da maior empresa de atum da Coreia, a Dongwon Industries Co. Ltd, que é suspeito de estar envolvido nas pescas ilegais em 2006.
Vê o video da acção no site Australiano da Greenpeace
Actualização, 21 de Abril 2008 - Activistas da Greenpeace abordaram um navio de Taiwan, o Nian Sheng 3, para inspeccionar os conteúdos do porão. Além de atum, os activistas descobriram uma dúzia de sacos com centenas de barbatanas e caudas de tubarão. Esta prática seria banida numa reserva marinha. O desperdício é chocante pois só a barbatana é aproveitada para o mercado da sopa de barbatana asiático. O resto do corpo do tubarão é atirado ao mar, umas vezes vivo, outras morto. Escoltamos o navio para fora das águas internacionais, mas esta prática não irá parar no ''Pacific Commons'' até que estas águas sejam convertidas em reservas marinhas. Tu podes ajudar ao assinar a nossa petição.
Barbatanas de tubarão encontradas a bordo do Nian Sheng 3
O responsável de campanha da Greenpeace a bordo do Esperanza, Lagi Toribau, disse que os avanços na tecnologia permitem que grandes navios (que funcionam como fábricas flutuantes e vêm de países tão longe como os Estados Unidos ou países europeus) consigam pescar em dois dias a mesma quantidade de peixe que alguns países do Pacífico pescam num ano.
"Devido à pesca excessiva e à redução de capturas de atum noutros oceanos, estas fábricas flutuantes deslocam-se agora para o Pacífico, competindo injustamente com as frotas locais na pesca do atum, uma fonte de alimento vital para a região", afirma Toribau.
As soluções da Greenpeace
A Greenpeace está a apelar ao governo australiano para que apoie as nações do Pacífico a tornar a pesca mais sustentável na região. Transformar algumas regiões de águas internacionais em reservas marinhas permitirá que o atum e outras espécies de vida marinha possam recuperar da sobre exploração.
A Greenpeace reivindica ainda um corte de 50% nas pescas do Pacífico, para assegurar que resta algum atum para pescar no futuro.
A Greenpeace defende a criação de uma rede de reservas marinhas, protegendo 40% dos oceanos a nível mundial, como a solução de longo prazo para a pesca excessiva e para a recuperação dos nossos oceanos sobre explorados.

O que podes fazer
Podes ajudar a assegurar a sobrevivência dos stocks do Oceano Pacífico exigindo que os retalhistas e os restaurantes parem de comercializar produtos insustentáveis tais como o atum rabilho, o atum patudo e o atum amarelo, que estão agora ameaçados em todos os oceanos. Podes ainda assinar a nossa petição e exigir que 40% por cento dos oceanos do mundo sejam considerados reservas marinhas.
Entra em Acção!
Assina a petição para que 40% dos oceanos sejam considerados reservas marinhas.
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