Nosso muito obrigado a todos que nos ajudam nessa árdua e gratificante defesa do nosso planeta

No dia 26 de abril de 1992, um grupo de ativistas a bordo do mítico Rainbow Warrior. fincou 800 cruzes no pátio da Usina Nuclear de Angra, no Rio de Janeiro, simbolizando os mortos no acidente radioativo de Chernobyl. O protesto marcava o início oficial das atividades do Greenpeace no Brasil.

 

Nesses 26 anos muita coisa aconteceu. Abrimos nosso escritório em Manaus para dar suporte a nossa campanha de Amazônia. Crescemos na quantidade de apoiadores, que ajudam a manter nossa independência e ações. Hoje estamos caminhando para os 90 mil doadores e temos mais de 3 mil voluntários atuantes em todo o país, incluindo 13 Grupos Locais.

Historicamente, tivemos importantes vitórias, como a proibição de importação de lixo tóxico, a Moratória da Soja, a proteção do rio Tapajós, entre muitas outras. Nosso último ano de atuação, em especial, foi muito intenso. A mobilização de tanta gente em causas tão importantes nos enchem de orgulho:

Em maio de 2017 - O mundo saiu em defesa dos Corais da Amazônia

Ansiosos para defender os Corais da Amazônia, centenas de voluntários ao redor do mundo se mobilizaram num final de semana para mostrar que esse bioma único no mundo deve ser defendido da ganância das petrolíferas. Do Rio de Janeiro a Luxemburgo, o mundo ouviu falar dos Corais da Amazônia.

© Bruno Leão / Greenpeace

 

Em setembro de 2017, mostramos à Total que óleo na casa dos outros não é refresco

Mesmo com o Ibama rejeitando pela terceira vez seu Estudo de Impacto Ambiental, a petrolífera Total ainda não desistiu dos seus planos de explorar petróleo na região dos Corais da Amazônia. Para colocar ainda mais pressão na empresa, nossos ativistas simularam um derramamento de petróleo na frente de seu escritório no Brasil. Junto com a mancha, um drone levou para o 19º andar (onde está o escritório da Total) uma mensagem bem clara para os funcionários: "Fique longe dos Corais da Amazônia."

Fernanda Ligabue/Greenpeace

 

Neste mesmo mês, também conseguimos evitar a extinção da Renca

Num grande esforço coletivo de mobilização pública da sociedade e várias organizações, que ficou conhecido como Todos Pela Amazônia, conseguimos fazer o Governo Temer voltar atrás e não ceder às mineradoras a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca),um pedaço da floresta amazônica do tamanho da Dinamarca!

Foto: Fabio Nascimento/ Greenpeace

 

Em outubro de 2017, mostramos como nossa comida está cheia de veneno

Nosso time de pesquisa e campanha se debruçou em um importante trabalho: verificar a quantidade de agrotóxico presente em muitas das frutas e legumes que ingerimos, e a quantidade de veneno observada é assustadora. Muitas substâncias estão acima dos níveis permitidos e algumas são inclusive proibidas.

Em novembro de 2017, denunciamos a madeira manchada de sangue

Em ação para homenagear 251 pessoas mortas no campo por defender as florestas do Brasil até 2016, ativistas fincaram o mesmo número de cruzes na frente do Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, o relatório "Madeira Manchada de Sangue" foi lançado para denunciar um sistema falho de licenciamento e controle da cadeia produtiva de madeira que permite uma série de fraudes.

© Lucas Sobral / Greenpeace

 

Em janeiro deste ano, conseguimos garantir metas de redução de poluentes nos ônibus de São Paulo

A poluição pela queima de diesel dos coletivos da maior cidade do País está associada à morte de mais de 4000 pessoas todos os anos. Graças a uma intensa mobilização e negociação, conseguimos garantir que a próxima licitação do transporte público estabelecesse metas de reduções de poluentes para os ônibus e multas para as empresas que não cumprirem.

Mas o importante é olhar para a frente, pois há muitas outras que precisam ser conquistadas. Hoje mesmo, estivemos em Brasília na Marcha dos Povos, defendendo o direito de os povos indígenas terem suas terras demarcadas e protegidas.

A todos que nos acompanham, nos apoiam e participam conosco dessas causas tão importantes para a natureza e as pessoas, o nosso mundo obrigado.