Foto: Tiago Queiroz


Não só de Canudos vive a obra de Euclides da Cunha. Reconhecido por seus relatos do clássico Os Sertões, o escritor também deixou o escritório para se aventurar pela Amazônia, em 1905. Voltou com um calhamaço de notas sobre o perfil histórico, social e econômico da então desconhecida região. Um século depois, o jornalista Daniel Piza, do Estado de S. Paulo, e o fotógrafo Tiago Queiroz resolveram seguir os passos de Euclides. Voltaram com um livro, que será lançado este mês na região.

Amazônia de Euclides: viagem sem volta a um paraíso perdido (Ed. LeYa) é resultado de 11 dias subindo o rio Alto Purus. Após devorar os textos do escritor, Piza concluiu que seus anseios para a região não vingaram. Os generosos seringais, que na visão de Euclides impulsionariam o progresso, se foram. Educação e Saúde permaneceram paradas no tempo. E muitas árvores caíram sem trazer benefícios para a população local. “Se Euclides renascesse um século mais tarde, ficaria espantado ao ver como a região não se desenvolveu”, lamenta o jornalista.