Em sintonia com demandas da sociedade civíl, Ministério Público Estadual cobra definição de Haddad sobre transição da frota de ônibus para veículos movidos a combustíveis renováveis

Foto Greenpeace/Iara Crepaldi

Lembra do Busão dos Sonhos que você ajudou a imaginar para a licitação de transportes de São Paulo em agosto? Na época, entre outras atividades de mobilização para engajar a população no planejamento da cidade, o Greenpeace Brasil, a Rede Nossa São Paulo e a Ciclocidade fizeram uma nota técnica sobre o conteúdo da licitação e apresentaram o documento junto com uma carta de demandas à prefeitura.

Uma das exigências foi a de um cronograma e de metas claras para que tivéssemos uma frota de ônibus movida a combustíveis 100% renováveis até 2018, conforme determina a lei municipal de mudanças climáticas (14.933/2009). A demanda foi motivada pela inexistência de um planejamento para realização da transição na licitação.

Nesta quinta-feira – um dias após o prefeito Fernando Haddad divulgar nota sobre teste de ônibus elétrico para a frota da cidade e falar sobre a importância da transição para combustíveis renováveis ou tração elétrica até 2018 –, o Ministério Público do Estado de São Paulo abriu um inquerito que retoma a solicitação das três ONGS à prefeitura.

No inquérito, o MP solicita posicionamento definitivo sobre cumprimento da lei até 2018, e a prefeitura tem vinte dias úteis para explicar como essa transição ocorrerá ou justificar por que não irá executá-la.

O prefeito Fernando Haddad já havia sinalizado que a prefeitura pretende cumprir a lei, mas, assim como o MPE, nós também continuamos querendo saber como. Haddad, explica pra gente o que você vai fazer na nossa cidade?