A instituição no Amapá reconhece que a exploração petrolífera na região dos Corais da Amazônia oferece alto risco de danos irreversíveis para o meio ambiente; Total, para que tá feio  

Nossos ativistas simulam um vazamento de óleo em frente ao escritório da Total, no Rio de Janeiro, em protesto contra a ameaça aos Corais da Amazônia. Foto: Fernanda Ligabue/Greenpeace

 

Para o bem dos Corais da Amazônia, a situação está cada vez mais difícil para a petrolífera Total. Após a descoberta da nossa expedição científica de que o recife se estende até, pelo menos, um dos blocos de exploração da empresa francesa, o Ministério Público Federal no Amapá expediu uma recomendação ao Ibama para negar a licença ambiental de exploração na Bacia da Foz do rio Amazonas.

Esta é uma excelente notícia. No seu ofício, o MPF alerta que “liberar o empreendimento pode resultar na destruição em larga escala do meio ambiente, configurando ecocídio – crime contra a humanidade sujeito à jurisdição do Tribunal Penal Internacional”.

Este é um reconhecimento daquilo que nós, 1,9 milhão de pessoas e cientistas renomados do mundo todo estamos afirmando: os Corais da Amazônia são um ecossistema único, frágil, quase desconhecido, que merece ser protegido; e que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da empresa é insuficiente e contém muitas falhas. Aliás, ele se torna inválido agora com essa nova descoberta. Afinal, como garantir que um derramamento de óleo não atinja o recife se ele está presente na própria área de exploração?

O MPF deu prazo de dez dias para o Ibama informar se vai acatar ou não essa recomendação. “Caso não atenda, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis”, informa a instituição. 

Após a Total ter seu pedido de licença rejeitado três vezes, só cabe mesmo ao Ibama negar definitivamente a autorização desse plano absurdo, ou a petrolífera admitir que está muito feio para ela e desistir antes.

Quer nos ajudar a aumentar ainda mais essa pressão? Assine e compartilhe a petição pela defesa dos Corais da Amazônia. Estamos perto de chegar a 2 milhões de pessoas que se posicionam pela proteção desse tesouro natural!

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