A bordo do navio Esperanza, cientistas estão estudando até mesmo os micro-organismos que habitam a região dos Corais da Amazônia

 

Cultivo de colônias de bactérias feito a partir da água coletada na região dos Corais da Amazônia. Cientistas estudam as espécies e seu potencial aproveitamento para a biotecnologia. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

 

Esta foto aí em acima pode ser a de uma nova espécie de bactéria. E, quem sabe, a chave para algum remédio que a humanidade ainda busca.  As bactérias habitam este mundo há mais de 4 bilhões de anos – surgiram depois que o nosso planeta esfriou. Elas estão por toda a parte – dentro do seu estômago até em cada folha de árvore da floresta amazônia. E de toda essa diversidade de micro-organismos, conhecemos menos de 1%. 

Esta colônia de bactérias foi coletada nas águas que banham o recife dos Corais da Amazônia, durante nossa expedição a bordo do navio Esperanza. A bordo temos marinheiros, ativistas e cientistas. Entre os cientistas, três trabalham com microbiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro: o professor e doutor Fabiano Thompson, a mestre Maria Nóbrega e a estudante de graduação Thamyres Freitas.  A missão deles é analisar as bactérias presentes nas águas da região dos Corais da Amazônia, nas mais diversas profundidades e áreas.

Identificar e analisar o potencial biotecnológico de cada espécie ou tipo de bactéria é um trabalho minucioso e os resultados podem demorar até dois anos. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

 

Em uma rápida conversa com Maria, ela me contou porque está aqui: “Vim estudar a comunidade de micróbios que vivem tanto da água quanto associada nos seres marinhos aqui da região. Maria e a estudante Thamyres prepararam as placas de petri no início da expedição e os resultados são essas fotos das bactérias.

Essas bonitezas serão levadas para o laboratório da UFRJ. Lá elas serão separadas, porque pode haver mais de um tipo de bactéria na placa, e serão identificadas. 

Maria Nóbrega, microbiologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, prepara amostras de água para cultura de bactérias. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

 

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o professor Fabiano falou sobre a riqueza que existe nesse fundo do mar. “Os Corais da Amazônia podem ser uma grande farmácia debaixo d’água” afirma. 

É por isso que o Greenpeace apoia a pesquisa científica. Esta expedição mostra a importância da ciência para o Brasil e o quanto ela pode trazer benefícios para todos. Precisamos defender os Corais da Amazônia da ganância das petrolíferas!

Seja uma defensora ou defensor dos Corais da Amazônia!