Afetados pela Samarco protestam em Londres contra BHP

Notícia - 21 - out - 2016
Após um ano do maior acidente ambiental do Brasil, brasileiros vão à capital inglesa protestar contra uma das controladoras da Samarco, a anglo-australiana BHP Billiton

Ativistas protestam do lado de fora da reunião anual da BHP Billiton, em Londres (© London Mining Network)

Um padre e uma fazendeira, ambos afetados pelo rompimento da barragem de rejeitos minerais da Samarco, que matou 19 pessoas e matou mais de 600km de Rio Doce em Novembro de 2015, juntaram-se a outras comunidades impactadas da Colômbia e da Indonésia para protestar contra a BHP Billiton em sua reunião anual em Londres, realizada ontem (20).

Ao lado de fora do centro de conferência onde acontecia a reunião, um teatro de rua foi organizado para contar a história da destruição do Rio Doce em Minas Gerais, seguido de depoimentos dos afetados de países onde a BHP opera.

A fazendeira Maria do Carmo Dangelo e o padre franciscano Rodrigo de Castro Amédée Péret representaram o Brasil no protesto e pediram uma compensação pelos danos à empresa, que ainda não se coloca publicamente como responsável pelo desastre e planeja construir uma nova barragem sobre o vilarejo dizimado de Bento Rodrigues.

Para Péret, o rompimento da barragem levou ao fim diversas formas de vida da região. “A lama cobre tudo e a destruição é imensurável. Vimos comunidades inteiras serem destruídas pela operação conjunta da BHP Billiton e da Vale. Essas pessoas perderam tudo e nem ao menos receberam compensação”.

O protesto foi organizado pela London Mining Network em parceria com a organização Movimento dos Atingidos por Barragens, War on Want, Movimiento Jaguar Despierto, Coal Action Network, Colombia Solidarity Campaign e Gaia Foundation.

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