Baleeiros japoneses em disparada na Antártica. Bom para as baleias

Notícia - 12 - jan - 2008
Conseguimos afastá-los da zona de caça e, enquanto estiverem em alta velocidade, não podem disparar seus arpões no Santuário.

O Nisshin Maru em alta velocidade no Oceano Antártico, sendo perseguido pelo navio Esperanza, do Greenpeace.

Depois de uma perseguição em alta velocidade por centenas de quilômetros em meio à névoa e mar revolto, o navio Esperanza do Greenpeace conseguiu levar a frota baleeira japonesa para fora da área de caça no Oceano Antártico.

Após encontrar a frota às margens do continente antártico, o Esperanza perseguiu o navio-fábrica Nisshin Maru na marca da latitude 60o - o limite da região de caça - sendo seguido pelo baleeiro Yushin Maru.

"Viemos aqui interromper a caça dos baleeiros japoneses e estamos conseguindo isso. Agora que eles estão fora da área de caça, que se mantenham longe", afirmou Sakyo Noda, do Greenpeace Japão que está a bordo do Esperanza.

Suspeita-se que a frota baleeira pretende reabastecer em breve e desembarcar a carne de baleia que já foi processada no navio-tanque Oriental Bluebird, de bandeira panamenha - um navio que não tem licença para fazer parte da frota baleeira.

O Nisshin Maru tem no momento cerca de 4 mil toneladas de carne de baleias estocadas de expedições anteriores.

"Eles estão traficando carne de baleia que não é desejada no Japão", afirmou Karli Thomas, líder da expedição do Esperanza na Antártica.

"O Oriental Bluebird já fez isso aqui na Antártica no passado. Não é um navio registrado como parte da frota baleeira e portanto não deveria estar aqui", denunciou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, que também está a bordo do Esperanza.

Confira o blog de Oceanos, em que Leandra conta detalhes de bastidores da expedição do Esperanza na Antártica.

Veja também os vídeos da expedição.

Clique aqui para ver imagens em tempo real diretamente do Esperanza.

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