Ubatuba discute Angra 3 e a retomada do programa nuclear brasileiro

Notícia - 26 - mar - 2008
Foi a última audiência pública da semana para debater o licenciamento ambiental da usina nuclear. Ativistas do Greenpeace estiveram presentes na maioria das reuniões e promoveram atos para lembrar as vítimas de acidentes radioativos.

Ativista mostra réplica de feto deformado por radiação à participante de audiência pública realizada em Ubatuba (SP) para discutir o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3.

Depois das audiências públicas realizadas em Angra dos Reis e Paraty, foi a vez de Ubatuba (SP) discutir Angra 3 e a retomada do programa nuclear brasileiro. Como aconteceu nas reuniões anteriores, o Greenpeace também esteve presente na cidade do litoral paulista para contribuir com dados sobre a inviabilidade ambiental e econômica de Angra 3 e protestar contra a construção da usina, que oferece risco à população da região e ao meio ambiente.

As audiências foram fundamentais paraampliar o debate sobre a construção de Angra 3, que já custou cerca deR$ 20 bilhões aos cofres públicos e custará pelo menos outros R$ 7,2bilhões. E também para discutir questões cruciais como a falta dedepósitos definitivos para o armazenamento de rejeitos radioativos demédia e alta atividade e os riscos de acidentes, que ainda não foramrespondidas a contento pelo governo brasileiro.

Saiba detalhes do que aconteceu nas audiências públicas lendo o Blog de Nuclear.

O relatório Elefante Branco: os verdadeiros custos da energia nuclear, recém-lançado pelo Greenpeace, foi apresentando durante as audiências para mostrar a ginástica financeira utilizada pelo governo federal para justificar o investimento de mais de R$ 7 bilhões em Angra 3. O relatório foi divulgado na segunda-feira (dia 24 de março), no Rio de Janeiro, em protesto realizado em frente à sede da Eletrobrás.

Confira abaixo as imagens da audiência pública realizada em Ubatuba:

Na audiência realizada em Angra dos Reis, na terça-feira, o Greenpeace promoveu um ato para lembrar vítimas deacidentes nucleares, com a presença de Odesson Alves Ferreira,presidente da Associação de Vítimas do Acidente com o Césio -137, deGoiânia.

Veja abaixo um vídeo sobre a audiência pública:

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