{"id":1016,"date":"2015-06-01T00:00:00","date_gmt":"2015-06-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/auditorias-reforcam-sucesso-do-compromisso-publico-da-pecuaria\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:24","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:24","slug":"auditorias-reforcam-sucesso-do-compromisso-publico-da-pecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/auditorias-reforcam-sucesso-do-compromisso-publico-da-pecuaria\/","title":{"rendered":"Auditorias refor\u00e7am sucesso do Compromisso P\u00fablico da Pecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Resultados mostram que os fornecedores diretos dos gigantes do setor n\u00e3o contaminam mais a carne com desmatamento da Amaz\u00f4nia<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box middle-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div id=\"attachment_3343\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3343\" class=\"wp-image-3343 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/11\/GP02AGO_Medium_res.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/11\/GP02AGO_Medium_res.jpg 1200w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/11\/GP02AGO_Medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/11\/GP02AGO_Medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/11\/GP02AGO_Medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/11\/GP02AGO_Medium_res-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-3343\" class=\"wp-caption-text\">Terras da Floresta Nacional de Jamanxim, pr\u00f3ximas \u00e0 BR-163 s\u00e3o queimadas ilegalmente para abrir espa\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 dez anos o Greenpeace come\u00e7ou a investigar a cadeia produtiva da pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, setor que ainda hoje representa uma das principais amea\u00e7as \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da floresta. Em 2009 lan\u00e7amos o relat\u00f3rio \u201cA Farra do Boi da Amaz\u00f4nia\u201d, que mostrava a terr\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre empresas frigor\u00edficas e clientes como Nike, Adidas, Unilever, Casino, Carrefour e Walmart com o desmatamento da floresta e o uso de trabalho escravo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O esfor\u00e7o valeu a pena. Apenas um m\u00eas depois da publica\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, os maiores frigor\u00edficos do Brasil &#8211; JBS, Marfrig e Minerva \u2013 que representam hoje algo em torno de 60% de tudo o que \u00e9 abatido no bioma, assumiram um compromisso p\u00fablico de s\u00f3 negociarem carne e couro com fazendas que n\u00e3o recorressem ao desmatamento, ao uso de trabalho escravo ou invas\u00e3o de \u00e1reas protegidas. As empresas firmaram tamb\u00e9m, junto ao Greenpeace, um Termo de Refer\u00eancia, onde se comprometeram, com base nos mesmos crit\u00e9rios, a auditar e publicar anualmente seus resultados nesta empreitada contra o desmatamento.<\/p>\n<p>Hoje, os frigor\u00edficos divulgaram os resultados da segunda auditoria anual independente realizada para testar o sistema de controle socioambiental de compras e as conclus\u00f5es s\u00e3o animadoras: de acordo com as empresas de auditoria, BDO e DNV, os tr\u00eas frigor\u00edficos tem, de fato, conseguido cortar rela\u00e7\u00f5es comerciais com fazendas que continuam a desmatar. Segundo o relat\u00f3rio, 99% das compras, analisadas por amostragem, vieram de fornecedores diretos que deixaram o desmatamento no passado.<\/p>\n<p>Todas as empresas aumentaram o percentual de propriedades e compras de gado de fazendas fornecedoras monitoradas com mapas georreferenciados, que s\u00e3o mapas muito mais precisos e completos. Este ano a Marfrig atingiu 100% de fornecedores com este tipo de identifica\u00e7\u00e3o. Em 2014 a empresa possu\u00eda 98% de seus fornecedores mapeados. A JBS passou de 50%, em 2014, para 71% das compras de gado de fazendas monitoradas. J\u00e1 a Minerva tinha 43% de fazendas com mapas no ano passado e esse percentual pulou para 85%.<\/p>\n<h4>Veja aqui os resultados das auditorias<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/relatorio_publico_jbs_greenpeace_2015_portugues.pdf\">&#8211; JBS<\/a><\/li>\n<li dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Verificacao_Independente_Greenpeace_2015.pdf\">&#8211; Marfrig<\/a><\/li>\n<li dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/2153-15_-_relatorio_publico_minerva_greenpeace_2015_final_v2.pdf\">&#8211; Minerva<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cOs tr\u00eas frigor\u00edficos avan\u00e7aram muito ao banir produtores diretos que continuam destruindo a floresta ou invadindo ilegalmente terras ind\u00edgenas. Os frigor\u00edficos est\u00e3o monitorando de forma mais precisa as fazendas que fornecem diretamente para eles. Tem equipes de sustentabilidade dedicadas a monitorar diariamente as fazendas das quais querem comprar e mostraram que d\u00e1 para monitorar a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria. Coisa que, em um passado recente, era impens\u00e1vel.\u201d, disse Adriana Charoux, da campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace.<\/p>\n<p>Infelizmente, a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria ainda \u00e9 uma das principais causas do desmatamento na Amaz\u00f4nia. O gado ocupa atualmente mais de 60% da \u00e1rea j\u00e1 desmatada de floresta. Mas esse cen\u00e1rio vergonhoso para o setor e para o Brasil \u2013 que se vangloria de ser o maior produtor de carne do mundo, mas que oculta os impactos e passivos socioambientais presentes na cadeia de produ\u00e7\u00e3o \u2013 pode acabar.<\/p>\n<p>\u201cA publica\u00e7\u00e3o desses resultados \u00e9 crucial para assegurar a transpar\u00eancia e favorecer o controle social da produ\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia brasileira\u201d, conta Charoux. \u201cVemos que, cada vez mais, as empresas vem dando prefer\u00eancia a fornecedores que est\u00e3o em acordo com a lei e praticando as condi\u00e7\u00f5es do Compromisso que exige mais do que a lei \u2013 o Desmatamento Zero. \u00a0Isso \u00e9 um grande incentivo para todo o mercado e, sobretudo, uma trilha aberta para a preserva\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, observa.<\/p>\n<p>Um <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Compromisso-Publico-da-Pecuaria-o-que-da-certo-precisa-ser-ampliado\/\">estudo publicado recentemente<\/a> na revista cient\u00edfica Conservation Letters, assinado pela professora Holly Gibbs, da Universidade de Wisconsin, mostra que o Compromisso vem ajudando a reduzir o desmatamento e que isso ocorreu gra\u00e7as a press\u00e3o exercida pelo mercado, que adotou crit\u00e9rios mais r\u00edgidos de compra. A an\u00e1lise de Gibbs mostra que o compromisso assinado em 2009 vem ajudando a reduzir o desmatamento, tornando a destrui\u00e7\u00e3o da floresta um mau neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de estudo de caso baseado na JBS, em 2009, 36% das propriedades que forneciam carne ou couro para a empresa tinham registros de desmatamentos recentes. Em 2013 este n\u00famero caiu para 4%. Fazendeiros fornecedores registraram suas propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) quase dois anos antes de propriedades vizinhas n\u00e3o fornecedoras, e 85% dos fazendeiros entrevistados indicaram que os acordos eram a causa principal para essa atitude. Consequentemente, frigor\u00edficos diminu\u00edram as compras de fazendas com desmatamento recente, que foi cerca de 50% menor que o registrado em fazendas que forneciam antes da assinatura do compromisso.<\/p>\n<p>Mas segundo a pesquisadora, para que o acordo seja ainda mais efetivo, \u00e9 preciso acabar com as falhas e com o vazamento de gado que acontece quando outro frigor\u00edfico compra de fazendas rejeitadas pelas empresas comprometidas com desmatamento zero \u201ccontaminando assim a cadeia com desmatamento\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPara que o setor deixe de vez o ingl\u00f3rio posto de `maior desmatador da Amaz\u00f4nia\u2019 implementar o controle sistem\u00e1tico de fornecedores indiretos deve ser uma prioridade daqui em diante. Est\u00e1 tamb\u00e9m mais do que na hora de outros frigor\u00edficos e supermercados assumirem o compromisso com o Desmatamento Zero como crit\u00e9rio b\u00e1sico de compra. As associa\u00e7\u00f5es brasileiras de carne (ABIEC e ABRAFRIGO) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (ABRAS) devem orientar firmemente seus associados a abandonarem de vez o desmatamento\u201d, avalia Charoux. \u201cFazer qualquer coisa menos do que isso \u00e9 inaceit\u00e1vel\u201d, conclui.<\/p>\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia \u00e9 fundamental para muito al\u00e9m de suas fronteiras. \u00c9 a floresta que regula o clima e a gera\u00e7\u00e3o de chuvas em todo o Brasil e no continente sul-americano, o que impacta na pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. Sem floresta, n\u00e3o tem \u00e1gua, comida nem clima para que nosso planeta continue sendo a casa das futuras gera\u00e7\u00f5es. \u00a0\u00c9 por isso que o Greenpeace exige que as empresas se comprometam com o desmatamento zero &#8211; uma cadeia de abastecimento, sem destrui\u00e7\u00e3o da floresta.\u00a0 <span style=\"font-size: 15px; font-family: Calibri; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultados mostram que os fornecedores diretos dos gigantes do setor n\u00e3o contaminam mais a carne com desmatamento da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":3343,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1016","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1016"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3390,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1016\/revisions\/3390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1016"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}