{"id":1058,"date":"2016-10-05T13:07:00","date_gmt":"2016-10-05T13:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/caca-cientifica-de-baleias-e-balela\/"},"modified":"2023-08-23T00:08:30","modified_gmt":"2023-08-23T03:08:30","slug":"caca-cientifica-de-baleias-e-balela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/caca-cientifica-de-baleias-e-balela\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7a cient\u00edfica de baleias \u00e9 balela"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<h4><em>Nenhum estudo justifica a morte desses animais. Conhe\u00e7a algumas das pesquisas n\u00e3o-letais feitas com baleias em nossa costa<\/em><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP02NMF_Medium_res_with_credit_line.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP02NMF_Medium_res_with_credit_line.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"528\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Uma jubarte com seu filhote (Foto: \u00a9Ralf Kiefner\/Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>Apesar de a ca\u00e7a comercial das baleias ser proibida desde 1986, alguns pa\u00edses que ainda s\u00e3o flagrados capturando esses animais justificam se tratar de \u201cca\u00e7a cient\u00edfica\u201d, ou seja, para fins de pesquisa. Mas, afinal, nos dias de hoje, ainda h\u00e1 algum tipo de estudo que exija sua captura e morte? Pesquisadores que se dedicam a conhecer seriamente as baleias afirmam, categoricamente, que N\u00c3O.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 anos, diversas universidades e institutos brasileiros v\u00eam desenvolvendo pesquisas n\u00e3o-letais (que n\u00e3o levam os animais \u00e0 morte) com as diferentes esp\u00e9cies que frequentam a nossa costa, como a jubarte, a franca, a de bryde, a azul, entre outras. Com o uso da tecnologia, os pesquisadores conseguem coletar amostras e registrar dados dessas gigantes marinhas em seu ambiente natural sem agredi-las. Conhe\u00e7a algumas dessas t\u00e9cnicas e seus objetivos.<\/p>\n<h4><strong>Censo a\u00e9reo<\/strong><\/h4>\n<p>Monitorar a esp\u00e9cie para determinar quantas s\u00e3o e onde elas est\u00e3o \u00e9 um dos primeiros passos para se conhecer as baleias. Isso costuma ser feito, periodicamente, por censo a\u00e9reo, ou seja, sobrevoando vastas regi\u00f5es da costa e, l\u00e1 de cima, contar os animais que s\u00e3o avistados. Para \u00e1reas menores, mais localizadas, o uso de drones passou a ser usado tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>A partir do censo, foi poss\u00edvel constatar que a popula\u00e7\u00e3o das jubartes, uma das nossas visitantes mais frequentes, est\u00e1 aos poucos se recuperando. Ela migra das regi\u00f5es polares para as \u00e1guas quentinhas da Bahia quando \u00e9 hora de namorar e se distribui pela plataforma continental em uma faixa de mais de 100 km da costa e at\u00e9 500 metros de profundidade. \u201cEm 2015, foram registrados 17 mil animais na costa brasileira \u2013 quase 90% est\u00e3o no banco de Abrolhos, no sul da Bahia, local de reprodu\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, conta a coordenadora nacional do Projeto Baleia Jubarte, M\u00e1rcia Engel.<\/p>\n<div class=\"events-box middle-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/DSC_0958.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/DSC_0958.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"507\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As marcas na cauda de uma jubarte s\u00e3o \u00fanicas em cada indiv\u00edduo (Foto: Bemfica Expedi\u00e7\u00f5es)<\/p><\/div>\n<h4>Fotoidentifica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>As marcas nas nadadeiras das baleias de bride e as calosidades na pele das baleias franca s\u00e3o caracter\u00edsticas \u00fanicas, como nossas impress\u00f5es digitais. Assim, os pesquisadores possuem \u00e1lbuns de fotos que funcionam como um banco de RGs para as esp\u00e9cies. As baleias j\u00e1 \u201cfichadas\u201d podem ser facilmente identificadas, o que \u00e9 \u00fatil para determinar suas rotas de navega\u00e7\u00e3o e migra\u00e7\u00e3o. No caso das jubartes, que est\u00e3o presentes em todos os oceanos, foi poss\u00edvel reconhecer um indiv\u00edduo em Madagascar que j\u00e1 havia passado pela costa da Bahia \u2013 isso que \u00e9 gostar de viajar.<\/p>\n<div class=\"events-box middle-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Baleia-de-Bryde-Bi\u00f3psia-MAQUA-UERJ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl06_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Baleia-de-Bryde-Bi\u00f3psia-MAQUA-UERJ.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Coleta de material para bi\u00f3psia em uma baleia-de-bryde (Foto: MAQUA-UERJ)<\/p><\/div>\n<h4>Um \u201cbelisc\u00e3o\u201d<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Mesmo a biopsia, a t\u00e9cnica mais invasiva, pode ser feita de forma remota. Bem diferente de um arp\u00e3o, \u00e9 usado apenas uma flecha, com um flutuador e um coletor de 2 cm na ponta. \u201cAo ser disparada, ela d\u00e1 um belisc\u00e3o na baleia, coletando um pedacinho da pele e da gordura, que s\u00e3o usadas para an\u00e1lises gen\u00e9ticas, hormonais e toxicol\u00f3gicas, sem precisar captur\u00e1-la\u201d, conta Jos\u00e9 Lailson, um dos coordenadores do Laborat\u00f3rio de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos e Bioindicadores (MAQUA), do Departamento de Oceanografia da UERJ. Segundo ele, a an\u00e1lise da carca\u00e7a dos animais pode revelar muitas informa\u00e7\u00f5es, mas isso \u00e9 feito apenas com os animais que encalham ou chegam mortos \u00e0 costa, sem a necessidade de ca\u00e7\u00e1-los.<\/p>\n<p>Como as baleias se alimentam em \u00e1reas muito baixas, quase polares, elas funcionam como bioindicadores da qualidade ambiental daquela regi\u00e3o. Ou seja, d\u00e1 para saber qual o n\u00edvel de poluentes que est\u00e3o alcan\u00e7ando os locais mais remotos sem ter ido para l\u00e1, apenas medindo a concentra\u00e7\u00e3o de contaminantes no tecido da baleia.<\/p>\n<h4><strong>Entendendo o balei\u00eas<\/strong><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"events-content no-title\">\n<div id=\"attachment_1068\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1068\" class=\"wp-image-1068 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/fundeio-sm2m-Trindade-1.png\" alt=\"Mergulhadores no fundo do mar de Trindade.\" width=\"780\" height=\"584\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/fundeio-sm2m-Trindade-1.png 780w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/fundeio-sm2m-Trindade-1-300x225.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/fundeio-sm2m-Trindade-1-768x575.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/fundeio-sm2m-Trindade-1-454x340.png 454w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><p id=\"caption-attachment-1068\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores instalam gravadores aqu\u00e1ticos na Ilha de Trindade.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>As baleias emitem sons de baixa frequ\u00eancia que percorrem centenas de quil\u00f4metros no oceano para localizar grupos ou encontrar a parceira ideal. Mas apesar dessa amplitude, ningu\u00e9m nunca ficou surdo ao mergulhar perto de uma baleia. \u201cPelo registro ac\u00fastico conseguimos descobrir quais esp\u00e9cies est\u00e3o presentes em uma regi\u00e3o, pois cada uma tem o seu som espec\u00edfico\u201d, diz o pesquisador Alexandre de Freitas Azevedo, do Maqua.\u00a0Em parceria com o EcoMega\/FURG e apoio da Marinha do Brasil e do CNPq, os pesquisadores instalaram gravadores aqu\u00e1ticos aut\u00f4nomos para registrar os sons das baleias na Ilha de Trindade.<\/p>\n<h4><strong>Cruzeiros de pesquisa<\/strong><\/h4>\n<p>Quando \u00e9 preciso observar comportamentos e fazer estudos mais aprofundados sobre a sa\u00fade das baleias, os pesquisadores embarcam em expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para acompanh\u00e1-las de pertinho. Em setembro, um grupo de pesquisadores realizou a I Expedi\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Bioac\u00fastica \u00e0 Vela, ao navegar 750 milhas n\u00e1uticas em um veleiro de 30 p\u00e9s para realizar o mapeamento ac\u00fastico de 23 grupos de baleias jubarte no Parque Marinho de Abrolhos. Foram registrados o canto dos machos em 43 pontos de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/IMG_1938.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl10_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/IMG_1938.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores no veleiro Lucky Lady observam as jubartes no Parque Nacional de Abrolhos (Foto: Bemfica Expedi\u00e7\u00f5es)<\/p><\/div>\n<h4><strong>Um ref\u00fagio marinho<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Para garantir que apenas a pesquisa n\u00e3o-letal continue sendo feita em nosso oceano, os pesquisadores, como diplomatas, ambientalistas e governos, est\u00e3o pressionando os pa\u00edses-membros da Comiss\u00e3o Internacional da Baleia a votar pela cria\u00e7\u00e3o de um santu\u00e1rio no Atl\u00e2ntico Sul, neste final de outubro, que poder\u00e1 proteger 51 esp\u00e9cies de baleias e golfinhos que habitam essas \u00e1guas.<\/p>\n<p>\u201cO santu\u00e1rio ser\u00e1 uma oportunidade de coopera\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses para uma s\u00e9rie de pesquisas, assim como o desenvolvimento de atividades econ\u00f4micas sustent\u00e1veis, como o turismo de observa\u00e7\u00e3o de baleias, que pode ser uma importante fonte de renda para comunidades em desenvolvimento\u201d, avalia a M\u00e1rcia Engel, do Projeto Baleia Jubarte.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode participar deste movimento.\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<span id=\"hs-cta-wrapper-dcf3e268-81a6-42af-aaa1-64341f28c532\" class=\"hs-cta-wrapper\"><span id=\"hs-cta-dcf3e268-81a6-42af-aaa1-64341f28c532\" class=\"hs-cta-node hs-cta-dcf3e268-81a6-42af-aaa1-64341f28c532\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/cta-redirect.hubspot.com\/cta\/redirect\/537105\/dcf3e268-81a6-42af-aaa1-64341f28c532\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" id=\"hs-cta-img-dcf3e268-81a6-42af-aaa1-64341f28c532\" class=\"hs-cta-img\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/dcf3e268-81a6-42af-aaa1-64341f28c532.png\" alt=\"Assine a peti\u00e7\u00e3o\" \/><\/a><br \/>\n<\/span><br \/>\n<script charset=\"utf-8\" src=\"https:\/\/js.hscta.net\/cta\/current.js\"><\/script><\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhum estudo justifica a morte desses animais. 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