{"id":1089,"date":"2014-10-15T00:00:00","date_gmt":"2014-10-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rastreamento-de-caminhoes-revela-destruicao-silenciosa-da-floresta\/"},"modified":"2025-07-02T04:37:49","modified_gmt":"2025-07-02T07:37:49","slug":"rastreamento-de-caminhoes-revela-destruicao-silenciosa-da-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rastreamento-de-caminhoes-revela-destruicao-silenciosa-da-floresta\/","title":{"rendered":"Rastreamento de caminh\u00f5es revela destrui\u00e7\u00e3o silenciosa da floresta"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Em investiga\u00e7\u00e3o o Greenpeace monitorou o trajeto de caminh\u00f5es no Par\u00e1 e conseguiu estabelecer os v\u00ednculos de uma cadeia predat\u00f3ria de explora\u00e7\u00e3o de madeira ilegal que opera livremente na regi\u00e3o e comercializa com os mercados nacional e internacional<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STONDM.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STONDM.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um caminh\u00e3o de carga aguarda para ser carregado com madeira ilegal em uma \u00e1rea pr\u00f3xima a Santar\u00e9m, no Estado do Par\u00e1, o centro da ind\u00fastria madeireira na Amaz\u00f4nia. (\u00a9 Ot\u00e1vio Almeida\/Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>Entre agosto e setembro de 2014, o Greenpeace esteve em campo, no Par\u00e1, para monitorar as rotas de caminh\u00f5es madeireiros que fazem o trajeto entre as \u00e1reas p\u00fablicas de florestas no oeste do Estado, e as serrarias da regi\u00e3o. De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, nenhuma das \u00e1reas exploradas possu\u00eda qualquer tipo de autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Durante o dia, os caminh\u00f5es se dirigem at\u00e9 \u00e1reas remotas de florestas, onde s\u00e3o carregados com toras de madeira. \u00c0 noite, quando a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 menor, dezenas deles tomam as estradas da regi\u00e3o, nas proximidades de Uruar\u00e1 e Placas, e seguem at\u00e9 as serrarias de Santar\u00e9m e arredores.<\/p>\n<div class=\"events-box small-box right\">\n<div class=\"frame\">\n<div id=\"attachment_3387\" style=\"width: 347px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3387\" class=\"wp-image-3387 \" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/06\/GP0STONJ3_Medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Caminh\u00e3o leva madeira ilegal durante a noite.\" width=\"337\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/06\/GP0STONJ3_Medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/06\/GP0STONJ3_Medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/06\/GP0STONJ3_Medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/06\/GP0STONJ3_Medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><p id=\"caption-attachment-3387\" class=\"wp-caption-text\">Caminh\u00e3o de toras trafega a noite, quando a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 menos frequente.<\/p><\/div>\n<p>Os caminh\u00f5es carregados com madeira ilegal costumam viajar \u00e0 noite, quando o n\u00famero de inspe\u00e7\u00f5es \u00e9 menor. Uma investiga\u00e7\u00e3o do Greenpeace utilizou um localizador GPS para monitorar caminh\u00f5es madeireiros. (\u00a9 Ot\u00e1vio Almeida\/Greenpeace)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Estima-se que aproximadamente 80 caminh\u00f5es cruzam a cada noite a balsa pelo rio Curu\u00e1-Una, na PA-370, que vai at\u00e9 Santar\u00e9m. O tr\u00e1fego na balsa \u00e9 mais intenso entre as 11 da noite e 1h30 da madrugada.<\/p>\n<p>Santar\u00e9m concentra o principal polo da ind\u00fastria madeireira no Par\u00e1, estado que mais produz e exporta madeira da Amaz\u00f4nia. Segundo dados do Imazon, entre agosto de 2011 e julho de 2012, cerca de 78% das \u00e1reas com atividades madeireiras no Par\u00e1 n\u00e3o tinham autoriza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Madeireiras lavanderia<\/strong><\/h4>\n<p>As tr\u00eas serrarias que receberam essa madeira foram: Rainbow Trading Importa\u00e7\u00e3o e Exporta\u00e7\u00e3o LTDA, Comercial de Madeiras Odani LTDA e Sabugy Madeiras LTDA. Cada uma delas tem um hist\u00f3rico de ilegalidades e somam, juntas, o recebimento de multas de cerca de R$ 1,5 milh\u00e3o pelo Ibama nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>De acordo com os documentos oficiais, a Rainbow Trading recebe madeira de \u00e1reas de planos de manejo florestais autorizados. Por\u00e9m, an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite mostra que n\u00e3o houve nenhuma atividade madeireira na maioria dessas \u00e1reas de manejo, o que indica que esses planos est\u00e3o servindo para fornecer cr\u00e9ditos e documenta\u00e7\u00e3o oficial para &#8216;lavar&#8217; a madeira ilegal. Enquanto isso, as terras p\u00fablicas de onde a madeira est\u00e1 sendo roubada apresentam sinais claros de explora\u00e7\u00e3o, com madeira estocada em grandes clareiras abertas na mata e diversas estradas ligando esses caminhos.<\/p>\n<div class=\"events-box small-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div id=\"attachment_3434\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3434\" class=\"wp-image-3434 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2014\/10\/GP0STONDI_Medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira em Santar\u00e9m, PA.\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2014\/10\/GP0STONDI_Medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2014\/10\/GP0STONDI_Medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2014\/10\/GP0STONDI_Medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2014\/10\/GP0STONDI_Medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2014\/10\/GP0STONDI_Medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3434\" class=\"wp-caption-text\">A serraria e exportadora de madeira Rainbow Trading, localizada em Santar\u00e9m, no Par\u00e1, est\u00e1 ligada \u00e0 extra\u00e7\u00e3o e processamento de madeira ilegal.<\/p><\/div>\n<p>Abastecidas com madeira ilegal, estas serrarias exportam regularmente para a Europa, China, Jap\u00e3o e Estados Unidos \u2013 a despeito das leis que pro\u00edbem a comercializa\u00e7\u00e3o de madeira ilegal em alguns desses mercados. Somente entre janeiro e agosto de 2014, por exemplo, uma destas serrarias teve rela\u00e7\u00e3o comercial com Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Holanda e Su\u00e9cia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h4><strong>Chega de Madeira Ilegal!<\/strong><\/h4>\n<p>Em maio de 2014, quando lan\u00e7ou a campanha <a href=\"http:\/\/www.chegademadeirailegal.org.br\/\">Chega de Madeira Ilegal<\/a>, o Greenpeace revelou como o sistema de controle de madeira est\u00e1 sendo burlado para acobertar madeira de origem ilegal. Uma s\u00e9rie de falhas no sistema tem permitido que madeira extra\u00edda de forma ilegal e predat\u00f3ria seja vendida nos mercados nacional e internacional com ares de legalidade, tornando o mercado um parceiro oculto da destrui\u00e7\u00e3o silenciosa da floresta.<\/p>\n<p>&#8220;A madeira ilegal \u00e9 a porta de entrada para o desmatamento. A abertura de estradas por madeireiros torna a floresta mais suscet\u00edvel \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o. E, por passar despercebida pelos olhos dos sat\u00e9lites, esse tipo de destrui\u00e7\u00e3o florestal nem entra na conta das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa\u201d, afirma Marina Lac\u00f4rte, da Campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace. \u201cDadas \u00e0s falhas estruturais do sistema de controle de madeira no Brasil e a hist\u00f3rica falta de governan\u00e7a na Amaz\u00f4nia, documentos oficiais n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir a legalidade da madeira. Nossa investiga\u00e7\u00e3o levanta muitas quest\u00f5es para as autoridades respons\u00e1veis em assegurar a origem respons\u00e1vel do produto \u2013 desde a floresta at\u00e9 o mercado\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/chegademadeirailegal.org.br\/mapa.html\" width=\"605\" height=\"305\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>O Greenpeace exige que o governo brasileiro reveja todos os planos de manejo aprovados na Amaz\u00f4nia desde 2006 como primeiro passo para uma revis\u00e3o robusta do sistema de controle de madeira, com processos p\u00fablicos, transparentes e integrados. O governo federal deve promover o aumento da capacidade de a\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os ambientais estaduais e federais, com mais recursos para a\u00e7\u00f5es de monitoramento e fiscaliza\u00e7\u00e3o, a fim de permitir que o crime seja combatido antes que milhares de \u00e1rvores tenham sido abatidas.<\/p>\n<p>&#8220;Ao manter as portas abertas para receber madeira ilegal, o mercado se torna c\u00famplice da destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Empresas que comercializam madeira da Amaz\u00f4nia devem parar de comprar a menos que tenham garantias, por meio de mecanismos pr\u00f3prios, de que aquela madeira n\u00e3o tenha contribu\u00eddo para o desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o florestal, perda de biodiversidade e impactos sociais negativos, como a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o local&#8221;, finaliza Marina.<\/p>\n<h4><em><strong>Veja a galeria de fotos da investiga\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/em><\/h4>\n<p><em><strong><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/greenpeacebrasil\/15518721946\/in\/set-72157648783046635\/player\" width=\"605\" height=\"400\" frameborder=\"0\"><\/iframe>\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em investiga\u00e7\u00e3o o Greenpeace monitorou o trajeto de caminh\u00f5es no Par\u00e1 e conseguiu estabelecer os v\u00ednculos de uma cadeia predat\u00f3ria de explora\u00e7\u00e3o de madeira ilegal que opera livremente na regi\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1089"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58807,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1089\/revisions\/58807"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1089"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}