{"id":10999,"date":"2019-09-02T14:18:41","date_gmt":"2019-09-02T17:18:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=10999"},"modified":"2021-12-01T09:31:55","modified_gmt":"2021-12-01T12:31:55","slug":"onde-tem-fumaca-tem-fogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/onde-tem-fumaca-tem-fogo\/","title":{"rendered":"Onde tem fuma\u00e7a, tem fogo"},"content":{"rendered":"<h4>Fomos a campo seguindo o rastro de fuma\u00e7a que escureceu o Brasil e est\u00e1 deixando para tr\u00e1s a Amaz\u00f4nia em cinzas<\/h4>\n<div id=\"attachment_11000\" style=\"width: 6010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11000\" class=\"wp-image-11000 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res.jpg\" alt=\"\" width=\"6000\" height=\"4000\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res.jpg 6000w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/3007174a-gp0sttsfj_high_res-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 6000px) 100vw, 6000px\" \/><p id=\"caption-attachment-11000\" class=\"wp-caption-text\">Rosana Villar sobrevoou as \u00e1reas queimadas e focos de inc\u00eandio na cidade de Nova Bandeirantes, Mato Grosso<\/p><\/div>\n<p>Na semana passada estive com a equipe do Greenpeace em uma expedi\u00e7\u00e3o para checar pontos de queimadas na Amaz\u00f4nia. N\u00e3o era minha primeira expedi\u00e7\u00e3o deste tipo, j\u00e1 havia ido a campo em 2016 e 2018 para documentar o mesmo problema. Mas em nenhuma delas sofremos tanto com o que se tornou a marca registrada das queimadas deste ano: a fuma\u00e7a.<\/p>\n<p>A pluma de fuma\u00e7a que chegou \u00e0 regi\u00e3o sul do Brasil, acendendo a luz de alerta em todo o mundo, \u00e9 apenas uma pequena parte do que dominou o c\u00e9u na regi\u00e3o norte. No domingo (25), Porto Velho (RO) amanheceu alaranjada, enquanto o sol vermelho como fogo subia no horizonte. \u201cHoje est\u00e1 terr\u00edvel, mas j\u00e1 faz um m\u00eas que eu n\u00e3o vejo a cor do c\u00e9u\u201d, disse-me uma jornalista local.<\/p>\n<p>O sobrevoo tamb\u00e9m n\u00e3o foi dos mais f\u00e1ceis, a fuma\u00e7a dificulta a identifica\u00e7\u00e3o visual dos pontos no ch\u00e3o e a temperatura dentro do avi\u00e3o era insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros n\u00e3o mentem. Segundo dados da Nasa, as queimadas deste ano s\u00e3o as mais intensas desde 2010. Uma trag\u00e9dia esperada, pois o fogo est\u00e1 intimamente ligado ao processo de desmatamento da floresta e j\u00e1 v\u00ednhamos percebendo aumento no n\u00famero de alertas de desmatamento.<\/p>\n<p>O que acontece hoje \u00e9 resultado do ataque do governo Bolsonaro \u00e0 Amaz\u00f4nia. Ao negar a veracidade dos dados fornecidos pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que desde o in\u00edcio do ano vinham confirmando a tend\u00eancia de alta do desmatamento, o governo deliberadamente permitiu que as queimadas criminosas varressem o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os dados de alertas de desmatamento gerados pelo Deter servem justamente para que os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o possam agir em tempo real, para evitar que o desmatamento aconte\u00e7a. Mas h\u00e1 pouco a se fazer depois que a desgra\u00e7a acontece. Multas n\u00e3o s\u00e3o pagas, desmatadores anistiados de tempos em tempos, a terra perde sua fun\u00e7\u00e3o original e a\u00ed j\u00e1 era.<\/p>\n<p>Como recuperar uma floresta que levou mais de 400 anos para crescer? N\u00e3o recupera. Por isso, por mais vezes que eu j\u00e1 tenha visto o problema de perto, nunca \u00e9 f\u00e1cil ver com os pr\u00f3prios olhos a imensid\u00e3o de galhos cinzas pelo ch\u00e3o e saber que aquilo ali era nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O fogo na Amaz\u00f4nia n\u00e3o pode ser combatido apenas com \u00e1gua. \u00c9 preciso que, antes, o governo brasileiro pare de desmantelar a estrutura de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental e passe a dar a devida prioridade \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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