{"id":11369,"date":"2019-09-18T19:40:36","date_gmt":"2019-09-18T22:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=11369"},"modified":"2023-01-12T15:33:32","modified_gmt":"2023-01-12T18:33:32","slug":"queimadas-ameacam-especie-de-macaco-endemica-do-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/queimadas-ameacam-especie-de-macaco-endemica-do-mt\/","title":{"rendered":"Queimadas amea\u00e7am esp\u00e9cie de macaco end\u00eamica do MT"},"content":{"rendered":"<h4>As esp\u00e9cies de Titi j\u00e1 s\u00e3o consideradas como criticamente amea\u00e7adas e seus habitats est\u00e3o entre as \u00e1reas que mais queimaram este ano<\/h4>\n<div id=\"attachment_11372\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11372\" class=\"size-full wp-image-11372\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/ff02a9e5-059_macaco-novo_278-0-1140px-abre.jpg\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"894\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/ff02a9e5-059_macaco-novo_278-0-1140px-abre.jpg 1140w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/ff02a9e5-059_macaco-novo_278-0-1140px-abre-300x235.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/ff02a9e5-059_macaco-novo_278-0-1140px-abre-768x602.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/ff02a9e5-059_macaco-novo_278-0-1140px-abre-1024x803.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/ff02a9e5-059_macaco-novo_278-0-1140px-abre-434x340.jpg 434w\" sizes=\"auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" \/><p id=\"caption-attachment-11372\" class=\"wp-caption-text\">Exemplar de Plecturocebus grovesi<\/p><\/div>\n<p>As queimadas t\u00eam dois efeitos para os animais e plantas da Amaz\u00f4nia: o imediato \u00e9 a morte direta pela a\u00e7\u00e3o do fogo. J\u00e1 a longo prazo, a altera\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica sobre os ecossistemas muda a rela\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies com o ambiente e pode causar at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que pode acontecer com algumas das esp\u00e9cies de macaco mais amea\u00e7adas do Brasil.<\/p>\n<p>O <em>Plecturocebus grovesi<\/em>, descrito por pesquisadores apenas em 2018, e o <em>Plecturocebus miltoni, <\/em>descrito pela ci\u00eancia em 2014<em>, <\/em>mal foram revelados ao mundo e j\u00e1 s\u00e3o considerados criticamente amea\u00e7ados pela International Union for Conservation of Nature\u2019s (IUCN), o \u00faltimo passo antes de ser declarado como extinto na natureza, e as duas esp\u00e9cies habitam uma das regi\u00f5es que mais queimaram em 2019.<\/p>\n<p>Os dois tipos de primatas fazem parte do grupo conhecido popularmente como zogue-zogue ou titi (sub fam\u00edlia Callicebinae), que s\u00f3 existem na Am\u00e9rica do Sul. Mas, de acordo com Jos\u00e9 de Sousa e Silva J\u00fanior (Cazuza), pesquisador do Setor de Mastozoologia do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, estudos comprovaram que s\u00e3o esp\u00e9cies totalmente novas e diferentes das demais, tanto no n\u00edvel gen\u00e9tico como morfol\u00f3gico, e seus habitats s\u00e3o bastante concentrados, o que os torna ainda mais sens\u00edveis a interfer\u00eancias na paisagem.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, primatas neotropicais s\u00e3o animais quase exclusivamente arbor\u00edcolas e isso restringe ainda mais as \u00e1reas que podem ser ocupadas dentro da \u00e1rea geral. Os animais n\u00e3o podem sobreviver em \u00e1reas desprovidas de cobertura florestal\u201d, explica.<\/p>\n<p>Este ano, o n\u00famero de queimadas na Amaz\u00f4nia foi o maior desde 2010, e no Mato Grosso, uma das regi\u00f5es mais afetadas foi justamente a parte norte, onde cidades como Colniza e Aripuan\u00e3 figuram entre os quinze munic\u00edpios com maior n\u00famero de focos de calor at\u00e9 agosto. \u201cOcorre que ambos os interfl\u00favios (locais de encontros de rios onde vivem as esp\u00e9cies) v\u00eam sendo progressivamente submetidos a desmatamentos e, olhando-se o mapa das queimadas recentes na Amaz\u00f4nia, ambos est\u00e3o na linha de fogo\u201d, afirma o Jos\u00e9 Silva Jr. (ver mapa abaixo).<\/p>\n<div id=\"attachment_11373\" style=\"width: 757px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11373\" class=\"wp-image-11373 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/098760f4-mapa-fogo.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"568\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/098760f4-mapa-fogo.jpg 747w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/098760f4-mapa-fogo-300x228.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/098760f4-mapa-fogo-447x340.jpg 447w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><p id=\"caption-attachment-11373\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1reas em vermelho indicam concentra\u00e7\u00e3o de focos de calor (Inpe).<\/p><\/div>\n<p>O Mato Grosso est\u00e1 bem no meio do Arco do desmatamento &#8211; um grande cintur\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o que corta o Brasil ao meio, do Maranh\u00e3o ao Acre. \u00c9 ali que a fronteira agr\u00edcola avan\u00e7a sobre a floresta, levando a perda permanente de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o de madeira, a monocultura de gr\u00e3os e a pecu\u00e1ria s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pela r\u00e1pida destrui\u00e7\u00e3o e as mudan\u00e7as na paisagem. Mas a implanta\u00e7\u00e3o de obras de infraestrutura, como as hidrel\u00e9tricas em opera\u00e7\u00e3o no rio Teles Pires e as planejadas nos rios Aripuan\u00e3 e Roosevelt, aumenta ainda mais a press\u00e3o sobre a diversidade gen\u00e9tica das esp\u00e9cies, principalmente sobre aquelas end\u00eamicas, como os <em>Plecturocebus.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201c<\/em>O artigo de descri\u00e7\u00e3o de P. grovesi incluiu uma proje\u00e7\u00e3o de perda de habitat at\u00e9 o ano de 2042 caso as condi\u00e7\u00f5es de desmatamento se mantivessem nas taxas observadas at\u00e9 o ano passado. O resultado foi uma perda dr\u00e1stica de habitat que s\u00f3 poderia ser revertida se houvesse um programa efetivo de reflorestamento. Sem isso a esp\u00e9cie seria fatalmente extinta\u201d, afirma o pesquisador. \u201cAcontece que esta proje\u00e7\u00e3o deixou de ter validade, uma vez que o cen\u00e1rio mudou em 2019, acelerando o processo de perda de habitat. Ent\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies est\u00e1 pior do que quando foram descobertas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ainda pouco se sabe sobre as novas esp\u00e9cies de titis, mas sua exist\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 amea\u00e7ada. O mapa abaixo mostra os alertas recentes de desmatamento pr\u00f3ximo a regi\u00e3o do <em>Plecturocebus miltoni.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_11374\" style=\"width: 1671px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11374\" class=\"size-full wp-image-11374\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/49093ab2-alertas-de-desmatamento-macaco.jpg\" alt=\"\" width=\"1661\" height=\"1174\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/49093ab2-alertas-de-desmatamento-macaco.jpg 1661w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/49093ab2-alertas-de-desmatamento-macaco-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/49093ab2-alertas-de-desmatamento-macaco-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/49093ab2-alertas-de-desmatamento-macaco-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/49093ab2-alertas-de-desmatamento-macaco-481x340.jpg 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 1661px) 100vw, 1661px\" \/><p id=\"caption-attachment-11374\" class=\"wp-caption-text\">Mapa mostra alertas recentes de desmatamento no entorno do habitat da esp\u00e9cie Plecturocebus miltoni.<\/p><\/div>\n<p>Pesquisadores estimaram que, em 24 anos, 86% do habitat natural do <em>Plecturocebus grovesi <\/em>ter\u00e1 sido destru\u00eddo, caso a amplia\u00e7\u00e3o da fronteira agr\u00edcola continue no mesmo ritmo. As queimadas na Amaz\u00f4nia, que s\u00e3o usadas para o desmatamento, podem ter consequ\u00eancias tr\u00e1gicas para estes animais.<\/p>\n<p>\u201cPara agravar a situa\u00e7\u00e3o, todas as tr\u00eas \u00e1reas citadas s\u00e3o especialmente ricas em esp\u00e9cies, n\u00e3o s\u00f3 de mam\u00edferos, mas tamb\u00e9m de todos os outros grupos zool\u00f3gicos, com muitas esp\u00e9cies end\u00eamicas. Al\u00e9m disso s\u00e3o extremamente mal amostradas, ou seja, ainda n\u00e3o temos uma ideia exata da verdadeira dimens\u00e3o da diversidade regional\u201d, refor\u00e7a Jos\u00e9 Silva Jr.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"padding: 2rem 2.5rem 1rem; background: #B9EBC1; margin-bottom: 1rem;\">\n<p><strong>Oi, eu sou o Titi<\/strong><\/p>\n<p>Os titis est\u00e3o agrupadas em tr\u00eas g\u00eaneros, com base em suas diferentes distribui\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas. O g\u00eanero Callicebus s\u00e3o encontrados no leste do Brasil. Os Cheracebus ocorrem nas bacias do rio Orinoco, rio Negro e na bacia Amaz\u00f4nica superior.\u00a0 J\u00e1 os macacos do g\u00eanero Plecturocebus, habitam o sul da Amaz\u00f4nia e a regi\u00e3o do Chaco paraguaio.<\/p>\n<p>As duas novas esp\u00e9cies da fam\u00edlia descobertas recentemente s\u00e3o o <em>Plecturocebus grovesi<\/em>, descrito por pesquisadores em 2018 e encontrado no interfl\u00favio rio Juruena com o rio Teles Pires (MT), pr\u00f3ximo de Alta Floresta. O outro \u00e9 o <em>Plecturocebus miltoni<\/em>, descoberto em 2014, que habita o interfl\u00favio do rio Roosevelt e rio Aripuan\u00e3 (MT e AM).<\/p>\n<p>Em 2019, s\u00f3 na \u00e1rea do <em>Plecturocebus miltoni<\/em>, foram detectados 59 focos de calor, que destru\u00edram o lar desses macacos em um raio de 20 km do local do seu primeiro avistamento, sendo o mais pr\u00f3ximo a menos de 2 km (mapa abaixo).<\/p>\n<div id=\"attachment_11375\" style=\"width: 1671px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11375\" class=\"size-full wp-image-11375\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/75de9259-fogo-macaco.jpg\" alt=\"\" width=\"1661\" height=\"1174\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/75de9259-fogo-macaco.jpg 1661w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/75de9259-fogo-macaco-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/75de9259-fogo-macaco-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/75de9259-fogo-macaco-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/75de9259-fogo-macaco-481x340.jpg 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 1661px) 100vw, 1661px\" \/><p id=\"caption-attachment-11375\" class=\"wp-caption-text\">Mapa mostra os focos de calor no entorno do habitat do Plecturocebus Miltoni.<\/p><\/div>\n<p>\u201cO ICMBio estar\u00e1 promovendo um workshop para a reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das esp\u00e9cies de primatas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. O evento acontecer\u00e1 no per\u00edodo de 23 a 27 de setembro em Jo\u00e3o Pessoa. Estas esp\u00e9cies ser\u00e3o reavaliadas. Elas j\u00e1 est\u00e3o na categoria mais severa em termos de conserva\u00e7\u00e3o (Criticamente Amea\u00e7adas). Depois da avalia\u00e7\u00e3o, certamente ir\u00e3o integrar a lista vip das mais amea\u00e7adas\u201d, conta o pesquisador Jos\u00e9 Silva Jr.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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