{"id":11435,"date":"2019-09-19T17:00:04","date_gmt":"2019-09-19T20:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=11435"},"modified":"2025-07-02T04:34:51","modified_gmt":"2025-07-02T07:34:51","slug":"o-papel-da-educacao-na-emergencia-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-papel-da-educacao-na-emergencia-climatica\/","title":{"rendered":"O papel da Educa\u00e7\u00e3o na emerg\u00eancia clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<h4>No \u00e2mbito da Greve Global pelo Clima, encontro de professores e ambientalistas na USP discute maneiras de tornar as implica\u00e7\u00f5es do aquecimento global mais compreens\u00edveis para todos<\/h4>\n<div id=\"attachment_11436\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11436\" class=\"wp-image-11436 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/dd3f8d3a-marcos-buckeridge-encontro-educacao-e-clima-usp-18-09-2019-1024x576.jpg\" alt=\"Encontro Educa\u00e7\u00e3o e Clima, realizado no Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da USP, em S\u00e3o Paulo\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/dd3f8d3a-marcos-buckeridge-encontro-educacao-e-clima-usp-18-09-2019-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/dd3f8d3a-marcos-buckeridge-encontro-educacao-e-clima-usp-18-09-2019-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/dd3f8d3a-marcos-buckeridge-encontro-educacao-e-clima-usp-18-09-2019-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/dd3f8d3a-marcos-buckeridge-encontro-educacao-e-clima-usp-18-09-2019-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/09\/dd3f8d3a-marcos-buckeridge-encontro-educacao-e-clima-usp-18-09-2019-510x287.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-11436\" class=\"wp-caption-text\">O professor do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, Marcos Buckeridge, fala durante o encontro: &#8220;quem vai sofrer os efeitos da emerg\u00eancia clim\u00e1tica primeiro s\u00e3o os pobres&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Se existe uma emerg\u00eancia maior do que a clim\u00e1tica \u00e9 a de fazer todo mundo entender a gravidade do assunto. Quanto mais gente consciente, mais unidos estaremos por um planeta justo para todos. Por isso, educa\u00e7\u00e3o e clima precisam andar de m\u00e3os dadas. \u00c9 com essa preocupa\u00e7\u00e3o que um grupo de cientistas e ambientalistas reuniu-se na \u00faltima quarta-feira (18) no Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Universidade de S\u00e3o Paulo (IEA &#8211; USP), em S\u00e3o Paulo (SP). Foi uma tarde para trocar experi\u00eancias e pensar juntos sobre propostas para disseminar o conhecimento cient\u00edfico da maneira mais clara poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Quem abriu o encontro foi o professor de Ci\u00eancia Ambiental da USP e membro do conselho diretor do Greenpeace Brasil, Pedro Jacobi. \u201cEu espero, multiplicando iniciativas como essa, que a gente reduza o peso das fake news, do ceticismo clim\u00e1tico, e mostremos que a sociedade &#8211; e principalmente os jovens &#8211; est\u00e3o atentos \u00e0 quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Em seguida, o professor Marcos Buckeridge, do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, falou sobre a dificuldade em comunicar o conhecimento cient\u00edfico para quem n\u00e3o est\u00e1 por dentro do assunto: \u201cn\u00f3s, cientistas, precisamos aprender sobre f\u00edsica, qu\u00edmica, biologia, antes de aprender sobre climatologia. Nossas pesquisas s\u00e3o terrivelmente complexas, e por isso, temos dificuldades para comunicar as descobertas para pessoas de culturas e de n\u00edveis educacionais diferentes\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Conhecimento mais acess\u00edvel&#8221;<\/strong><br \/>Denise Bacci, professora do Instituto de Geoci\u00eancias da USP, mostrou que \u00e9 preciso aceitar que os processos de aprendizagem n\u00e3o levam a uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica, ou a um pensamento unificado. \u201cEstamos pensando em como elaborar uma exposi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica abordando essa tem\u00e1tica para que as comunidades compreendam isso, mas sem perder os valores e os conhecimentos particulares de cada comunidade.\u201d<\/p>\n<p>Como exemplo de a\u00e7\u00e3o para tornar o conhecimento cient\u00edfico mais acess\u00edvel, Denise citou a pesquisa que realiza nas cavernas do Parque Nacional Perua\u00e7u, em Minas Gerais. Ela observou que altera\u00e7\u00f5es nos sedimentos nas rochas coincidem com o per\u00edodo da hist\u00f3ria em que o homem passou a ser o principal ator no processo de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com essa prova visual, fica ainda mais dif\u00edcil refutar o fato de que estamos vivendo uma emerg\u00eancia clim\u00e1tica causada pelo ser humano.<\/p>\n<p>A professora congolesa Armelle Cibaka, do ICLEI &#8211; uma rede que integra governos locais comprometidos com projetos sustent\u00e1veis de desenvolvimento urbano -, falou sobre a import\u00e2ncia de a ci\u00eancia estar em contato direto com gestores regionais: \u201co governo precisa entender que \u00e9 necess\u00e1rio que ele se aproxime da universidade, porque ela tem respostas. A academia tamb\u00e9m deve entender que a sua pesquisa pode ser ainda mais interessante quando ela consegue ser aplicada a uma realidade que muda a vida das pessoas.\u201d<\/p>\n<p>Rachel Trajber, educadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), mostrou <a href=\"http:\/\/educacao.cemaden.gov.br\/site\/news\/OTgwMDAwMDAwMTMw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">trabalhos realizados em escolas localizadas em \u00e1reas de risco de trag\u00e9dias ambientais<\/a>, e os resultados positivos na vida dos integrantes das comunidades ligadas ao dia-a-dia daquelas escolas. Em outubro, o Cemaden vai <a href=\"http:\/\/educacao.cemaden.gov.br\/aprenderparaprevenir2019\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">abrir inscri\u00e7\u00f5es para projetos<\/a> de escolas que promovam a\u00e7\u00f5es educativas em tempos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com o objetivo de reduzir o risco de desastres.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m defendeu que o termo \u201cantropoceno\u201d (como alguns historiadores definem a \u00e9poca atual, marcada por modifica\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias causadas pelo ser humano) \u00e9 injusto, porque nem todas as sociedades humanas s\u00e3o respons\u00e1veis pelas altera\u00e7\u00f5es ambientais e clim\u00e1ticas do planeta. \u201cPara mim, o termo correto seria \u2018capitaloceno\u2019 &#8211; s\u00e3o as sociedades mais ricas do mundo que impactam, e n\u00e3o as ind\u00edgenas e pobres\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m estiveram presentes ativistas representantes das organiza\u00e7\u00f5es Engajamundo, Umapaz, Youth Climate Leaders, Liga das Mulheres pelos Oceanos, Fam\u00edlias pelo Clima, Plant for the Planet, entre outras. O encontro terminou com Grazielle Garcia, volunt\u00e1ria do Greenpeace Brasil, convidando todo mundo para a Greve Global Pelo Clima, que acontece nesta sexta-feira (20), em v\u00e1rias cidades do planeta, inclusive em todas as regi\u00f5es do Brasil. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/greve-global-pelo-clima-acontecera-em-todas-as-regioes-do-brasil\/\">Veja onde ser\u00e1 a Greve na sua cidade e participe tamb\u00e9m<\/a>!<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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