{"id":11887,"date":"2019-10-07T14:42:53","date_gmt":"2019-10-07T17:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=11887"},"modified":"2019-11-06T05:19:15","modified_gmt":"2019-11-06T08:19:15","slug":"cai-a-floresta-cresce-o-pasto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/cai-a-floresta-cresce-o-pasto\/","title":{"rendered":"Cai a floresta, cresce o pasto"},"content":{"rendered":"<h4>Ap\u00f3s dez anos, cadeia de produ\u00e7\u00e3o de carne na Amaz\u00f4nia ignora acordos e, apoiada nas novas pol\u00edticas, reduz \u201cambi\u00e7\u00e3o\u201d no combate ao desmatamento<\/h4>\n<div id=\"attachment_11889\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11889\" class=\"wp-image-11889 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/b66558aa-gp0stpf5v_web_size_with_credit_line.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/b66558aa-gp0stpf5v_web_size_with_credit_line.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/b66558aa-gp0stpf5v_web_size_with_credit_line-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/b66558aa-gp0stpf5v_web_size_with_credit_line-510x287.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-11889\" class=\"wp-caption-text\">H\u00e1 dez anos os maiores frigor\u00edficos do Brasil se comprometeram com o fim do desmatamento, mas quase nada foi feito.<\/p><\/div>\n<p>N\u00e3o importa onde voc\u00ea esteja: ainda hoje, nenhum supermercado no Brasil pode garantir que 100% de sua carne bovina \u00e9 produzida sem crimes sociais e ambientais.<\/p>\n<p>Principal motor de desmatamento da Amaz\u00f4nia, a cadeia produtiva da pecu\u00e1ria teve uma grande oportunidade de melhorar suas pr\u00e1ticas h\u00e1 exatamente dez anos. Os esfor\u00e7os, por\u00e9m, continuam pouco ambiciosos.<\/p>\n<p>Em 2009, investiga\u00e7\u00f5es feitas pelo Greenpeace e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal escancararam ao mundo o papel do gado na destrui\u00e7\u00e3o da biodiversidade amaz\u00f4nica. Grandes redes de varejo e famosas multinacionais foram expostas mundialmente por comprarem carne e couro produzidos na regi\u00e3o \u00e0s custas da floresta. O constrangimento internacional foi determinante: o setor privado teve que se mexer.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, os tr\u00eas maiores frigor\u00edficos que atuam na Amaz\u00f4nia \u2013 JBS, Marfrig e Minerva \u2013 assinaram junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e aderiram aos<a class=\"icon-link pdf-link\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/criterios-m-nimos-para-opera-2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> \u201cCrit\u00e9rios M\u00ednimos para opera\u00e7\u00f5es com gado e produtos bovinos em escala industrial no bioma Amaz\u00f4nia\u201d <\/a>. Na pr\u00e1tica, eles se comprometeram a desenvolver sistemas de monitoramento para excluir de suas listas de fornecedores as fazendas que continuavam desmatando, que usavam m\u00e3o de obra escrava ou que tivessem invadindo \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>Alguns avan\u00e7os foram not\u00e1veis para uma ind\u00fastria que, at\u00e9 ent\u00e3o, nunca havia se responsabilizado pelos crimes ambientais que ocorriam em sua cadeia produtiva.\u00a0 O percentual de fazendas com desmatamento recente que abasteciam de gado os frigor\u00edficos da JBS na regi\u00e3o, por exemplo, caiu de 36% para 4% depois de seis anos de assinatura do TAC, revelou um estudo do instituto de pesquisas Imazon[1].<\/p>\n<p>Mas uma pecu\u00e1ria livre de desmatamento ainda \u00e9 um sonho muito distante. Os sistemas de monitoramento desenvolvidos pelos frigor\u00edficos ainda trazem falhas graves, conforme apontam auditorias realizadas nos \u00faltimos anos[2] e opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama, como a Carne Fria, de 2017.<\/p>\n<div id=\"attachment_11891\" style=\"width: 3553px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11891\" class=\"size-full wp-image-11891\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res.jpg\" alt=\"\" width=\"3543\" height=\"2362\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res.jpg 3543w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/009221c3-gp0stq5ii_high_res-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 3543px) 100vw, 3543px\" \/><p id=\"caption-attachment-11891\" class=\"wp-caption-text\">Gado em area embargada pelo Ibama no municio de Aripuana MT.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_11775\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p class=\"wp-caption-text\">Gado em area embargada pelo Ibama no municio de Aripuana (MT).<\/p>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, pelo menos metade dos frigor\u00edficos que atuam na Amaz\u00f4nia ainda n\u00e3o assumiu qualquer compromisso de monitorar seus fornecedores. Isso significa que, todos os dias, pelo menos 18 mil cabe\u00e7as de gado s\u00e3o abatidas na regi\u00e3o sem qualquer controle ambiental[3]. Esta carne vai parar nos supermercados de todo o Brasil, tornando os brasileiros c\u00famplices for\u00e7ados de uma produ\u00e7\u00e3o manchada por crimes sociais e ambientais.<\/p>\n<p>Para piorar o cen\u00e1rio, as empresas que assinaram os acordos continuam monitorando apenas seus fornecedores diretos \u2013 ou seja, as fazendas de onde compram o gado. Resguardados pela falta de apetite de governos locais e federal de darem mais transpar\u00eancia ao controle de origem de animais, os frigor\u00edficos ainda se esquivam de controlar seus fornecedores indiretos, como exigem os compromissos firmados. O boi que nasceu em uma fazenda e transita por diversas propriedades at\u00e9 o dia de seu abate deixa um rastro de destrui\u00e7\u00e3o no seu encal\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 detectado pelo rastreio.<\/p>\n<p>A in\u00e9rcia e os sucessivos esc\u00e2ndalos envolvendo a cadeia da pecu\u00e1ria evidenciam a falta de comprometimento do setor com a floresta, com seus povos e com o fortalecimento da democracia. Por esses motivos, em 2017 o Greenpeace decidiu interromper seu envolvimento na implementa\u00e7\u00e3o do Compromisso P\u00fablico da Pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Com tantas lacunas e sem um controle de ponta a ponta da cadeia, a execu\u00e7\u00e3o dos acordos nunca se concretizou plenamente, limitando muito seus efeitos positivos e abrindo brechas para o <i>greenwashing<\/i> das empresas, que se dizem l\u00edderes da produ\u00e7\u00e3o sem desmatamento.<\/p>\n<p>A realidade contradiz o discurso. Os dados de ocupa\u00e7\u00e3o da terra na Amaz\u00f4nia mostram que, mesmo depois de dez anos de acordo, quase 65% das \u00e1reas desmatadas viraram pasto para gado. A atividade responde por cerca de 50% de todas as emiss\u00f5es brasileiras de gases do efeito estufa.<\/p>\n<p>A bomba-rel\u00f3gio se agrava a cada dia com o crescente apetite de destrui\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas pr\u00f3-crime na regi\u00e3o e com a fragiliza\u00e7\u00e3o dos meios de comando e controle promovidas pelo governo Bolsonaro.\u00a0 Basta olhar para a explos\u00e3o de desmatamento e queimadas que a Amaz\u00f4nia vem enfrentando nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>O fogo que transformou floresta em cinzas acabou chamuscando tamb\u00e9m a imagem do Brasil no mercado internacional, que tem sinalizado que n\u00e3o ir\u00e1 tolerar a compra de produtos associados a esses problemas. Isso pode afetar tremendamente a economia do pa\u00eds e a vida dos brasileiros, que j\u00e1 anda dif\u00edcil.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, mais de 150 empresas no mundo se reuniram com governos, povos ind\u00edgenas e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil para assinar a Declara\u00e7\u00e3o de Nova York sobre Florestas (DNYF), prometendo eliminar o desmatamento de commodities como soja, gado e \u00f3leo de palma at\u00e9 2020[4]. Em setembro de 2019, a avalia\u00e7\u00e3o oficial da DNYF concluiu que alcan\u00e7ar esse objetivo agora \u00e9 \u2018provavelmente imposs\u00edvel\u2019 porque \u2018os esfor\u00e7os at\u00e9 o momento foram inadequados para alcan\u00e7ar mudan\u00e7as sist\u00eamicas'[5].<\/p>\n<p>A pergunta que fica \u00e9: at\u00e9 quando a sociedade vai conseguir administrar a irresponsabilidade de decis\u00f5es corporativas e governamentais diante do desafio que estamos enfrentando? Os princ\u00edpios dos acordos do gado ainda s\u00e3o v\u00e1lidos, embora seja preciso reconhecer que n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes frente \u00e0 necessidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 emerg\u00eancia clim\u00e1tica que j\u00e1 est\u00e1 nos afetando.<\/p>\n<p>Se os compromissos tivessem sido realmente levados a s\u00e9rio, o setor inteiro j\u00e1 estaria operando sob crit\u00e9rios m\u00ednimos e controlando TODOS os fornecedores ao longo da cadeia. O governo estaria apoiando com assist\u00eancia t\u00e9cnica e concess\u00e3o de cr\u00e9dito aos que desejam produzir com menos impacto. Os sistemas p\u00fablicos e obrigat\u00f3rios de controle estariam incluindo toda a produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o somente aquela que vai para a Europa. Os consumidores estariam mais educados e dispostos a valorizar nossas riquezas naturais, diversificando sua alimenta\u00e7\u00e3o e consumindo menos produtos de origem animal. Se tudo isso tivesse se concretizado, ter\u00edamos algum motivo para celebrar esses 10 anos de acordos da pecu\u00e1ria.<\/p>\n<div class=\"wp-video\">\n<div id=\"mep_0\" class=\"mejs-container mejs-container-keyboard-inactive wp-video-shortcode mejs-video\" tabindex=\"0\" role=\"application\" aria-label=\"Tocador de v\u00eddeo\">\n<div class=\"mejs-inner\">\n<div class=\"mejs-mediaelement\">\n<div style=\"width: 852px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-11887-1\" width=\"852\" height=\"480\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Video-gad_curto.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Video-gad_curto.mp4\">https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Video-gad_curto.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Infelizmente, n\u00e3o \u00e9 o caso.<\/p>\n<p>Em um planeta que est\u00e1 prestes a entrar em colapso, a escolha por um modelo predat\u00f3rio n\u00e3o se sustenta por muito mais tempo e j\u00e1 est\u00e1 empurrando todos n\u00f3s \u2013 e o pr\u00f3prio setor \u2013 para a beira do abismo.<\/p>\n<p>O tempo acabou. As chances de uma transi\u00e7\u00e3o gradativa foram dadas, mas n\u00e3o abra\u00e7adas. Agora, a mudan\u00e7a ter\u00e1 de ser ainda mais radical e profunda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>[1] Imazon \u2013 \u201cComo melhorar a efic\u00e1cia dos acordos contra o desmatamento associado \u00e0 pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia?\u201d:<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2pnKDrt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> https:\/\/bit.ly\/2pnKDrt <\/a><\/p>\n<p>[2] O Eco \u2013 TAC da Carne no Par\u00e1: irregularidades passam em branco:<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2nYSQlI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> https:\/\/bit.ly\/2nYSQlI <\/a><\/p>\n<p>[3] O Eco \u2013 Origem desconhecida:<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2o0i42X\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> https:\/\/bit.ly\/2o0i42X <\/a><\/p>\n<p>[4] Site da Declara\u00e7\u00e3o de Nova York sobre Florestas<\/p>\n<p>[5] Avalia\u00e7\u00e3o de Parceiros da DNYF (2019) p14<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dez anos, cadeia de produ\u00e7\u00e3o de carne na Amaz\u00f4nia ignora acordos e, apoiada nas novas pol\u00edticas, reduz \u201cambi\u00e7\u00e3o\u201d no combate ao desmatamento N\u00e3o importa onde voc\u00ea esteja: ainda hoje,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":11889,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[18,22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-11887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-agroecologia","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11887"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11893,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11887\/revisions\/11893"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11887"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=11887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}