{"id":1206,"date":"2014-04-30T19:57:00","date_gmt":"2014-04-30T19:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/indios-alvo-certeiro-da-violencia-fundiaria\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:30","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:30","slug":"indios-alvo-certeiro-da-violencia-fundiaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/indios-alvo-certeiro-da-violencia-fundiaria\/","title":{"rendered":"\u00cdndios: alvo certeiro da viol\u00eancia fundi\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<h4 class=\"frame\"><em>Das 1.266 ocorr\u00eancias relacionadas ao conjunto dos conflitos no campo no Brasil, 205 est\u00e3o relacionadas a ind\u00edgenas.<\/em><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Deputados-gauchos-Luis-Carlos-Heinze-PP-e-Alceu-Moreira-PMDB-2.gif\"><br \/>\n<\/a><\/h4>\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Deputados-gauchos-Luis-Carlos-Heinze-PP-e-Alceu-Moreira-PMDB-2.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Deputados-gauchos-Luis-Carlos-Heinze-PP-e-Alceu-Moreira-PMDB-2.gif\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"509\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Charge produzida pelo cartunista e ativista pol\u00edtico Carlos Latuff, na \u00e9poca da divulga\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo em que deputados federais incitam \u00f3dio, preconceito e viol\u00eancia contra ind\u00edgenas<\/p><\/div>\n<p>Que a investida anti-ind\u00edgena no Brasil dos dias de hoje n\u00e3o encontra paralelo desde os tempos da ditadura militar, a gente j\u00e1 sabia. Mas essa constata\u00e7\u00e3o refletida na crueza dos n\u00fameros \u00e9 um tanto quanto assustadora. O relat\u00f3rio Conflitos no Campo 2013, divulgado pela CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra) na \u00faltima segunda-feira (28), demonstra que os ind\u00edgenas v\u00eam incontestavelmente protagonizando as estat\u00edsticas de viol\u00eancia e assassinatos relacionados \u00e0 disputa por terras no pa\u00eds, especialmente nos estados do Mato Grosso do Sul e Bahia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Das 1.266 ocorr\u00eancias relacionadas ao conjunto dos conflitos no campo no Brasil, 205 est\u00e3o relacionadas a ind\u00edgenas. Dessas, 154 referem-se a conflitos por terra ou retomada de territ\u00f3rios e 11 a conflitos pela \u00e1gua.\u00a0No quadro de viol\u00eancias, das 829 v\u00edtimas de assassinatos, amea\u00e7as de morte, pris\u00f5es, intimida\u00e7\u00f5es, tentativas de assassinato e outros, 238 s\u00e3o ind\u00edgenas. Das 34 mortes por assassinato, 15 s\u00e3o de ind\u00edgenas. S\u00e3o tamb\u00e9m \u00edndios 10 das 15 v\u00edtimas de tentativas de assassinato, e 33 das 241 pessoas amea\u00e7adas de morte.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/cptnacional.org.br\/index.php\/component\/jdownloads\/viewdownload\/43-conflitos-no-campo-brasil-publicacao\/344-conflitos-no-campo-brasil-2013?Itemid=23\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Acesse aqui o relat\u00f3rio completo<\/strong><\/a><\/h4>\n<p>Somente no Mato Grosso do Sul, 15 \u00edndios foram amea\u00e7ados de morte, 7 sofreram tentativa de assassinato e 3 foram assassinados. Roraima tamb\u00e9m apresenta incid\u00eancia ind\u00edgena em 100% dos casos de assassinatos. Na Bahia, dos 6 assassinatos, 4 s\u00e3o de ind\u00edgenas; e das 3 tentativas de assassinato, 1 \u00e9 contra ind\u00edgena, al\u00e9m de 3 ocorr\u00eancias de amea\u00e7a de morte. \u201cN\u00e3o se tem registro de situa\u00e7\u00e3o semelhante em outro momento dos 29 anos que a CPT publica o relat\u00f3rio Conflitos no Campo Brasil\u201d, diz a nota da entidade.<\/p>\n<p>A maior parte dos \u00f3bitos de \u00edndios (5) ocorreu em Roraima, com o povo Yanomami. Em seguida vem a Bahia (4), onde uma disputa antiga entre fazendeiros e \u00edndios Tupinamb\u00e1 no sul do estado obrigou o governo federal a enviar a For\u00e7a Nacional para conter a viol\u00eancia. Mato Grosso do Sul registrou tr\u00eas mortes de \u00edndios Guarani. Amazonas, Par\u00e1 e Paran\u00e1 registraram uma morte de ind\u00edgena cada. As demais v\u00edtimas, um total de 19, s\u00e3o posseiros, sem-terras, trabalhadores rurais, pescadores e assentados.<\/p>\n<p>Apesar de o n\u00famero geral de conflitos no campo em 2013 ter sofrido um pequeno recuo com rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2012 \u2013 foram registrados 1266 conflitos contra 1364 no ano anterior \u2013 a Amaz\u00f4nia continua sendo o principal palco dessas disputas. Nela se concentram 20 dos 34 assassinatos constatados (59%) e 174 das 241 pessoas amea\u00e7adas de morte (72%). Das popula\u00e7\u00f5es tradicionais que foram v\u00edtimas de algum tipo de viol\u00eancia em 2013, 55% tamb\u00e9m se localizam na regi\u00e3o. Os conflitos, segundo o relat\u00f3rio, ocorrem principamente com madeireiros, mineradores, grileiros, al\u00e9m do pr\u00f3prio governo federal, com a instala\u00e7\u00e3o de grandes obras de infraestrutura.<\/p>\n<h4><strong>Sob a guarda do Estado<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo o <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2014\/04\/disputas-por-posse-de-terra-no-brasil-mataram-15-indios-em-2013-diz-cpt.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">portal G1 apurou<\/a>, a Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica informou que 99 ind\u00edgenas amea\u00e7ados de morte foram inclu\u00eddos no Programa de Prote\u00e7\u00e3o a Defensores de Direitos Humanos, que fornece prote\u00e7\u00e3o especial e no qual est\u00e1 inclu\u00eddo o <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Blog\/violao-de-direitos-humanos-luz-do-dia\/blog\/49041\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">cacique Babau Tupinamb\u00e1, recentemente liberado da pris\u00e3o por uma acusa\u00e7\u00e3o infundada de assassinato contra um agricultor<\/a>.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o de Babau ilustra a situa\u00e7\u00e3o de um dos conflitos mais acirrados em andamento acontece no Sul da Bahia, onde seu povo reivindica a demarca\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de 480 km\u00b2, localizada nos munic\u00edpios de Ilh\u00e9us, Una e Buerarema, originalmente ocupada por eles. O problema aparece quando os donos das 600 propriedades rurais se op\u00f5em \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea aos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>De acordo com a Funai, atualmente h\u00e1 426 terras ind\u00edgenas regularizadas, que representam 12,2% do territ\u00f3rio nacional. Mas a maioria delas (98,75%) se encontra na Amaz\u00f4nia Legal, enquanto que 554.081 dos 896.917 \u00edndios existentes no Brasil, segundo o Censo do IBGE de 2010, est\u00e3o nas outras regi\u00f5es, que concentram 1,25% da extens\u00e3o de terras ind\u00edgenas demarcadas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que a investida anti-ind\u00edgena no Brasil dos dias de hoje n\u00e3o encontra paralelo desde os tempos da ditadura militar, a gente j\u00e1 sabia. 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