{"id":1220,"date":"2018-05-30T00:00:00","date_gmt":"2018-05-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/para-especialistas-zerar-o-desmatamento-e-possivel-e-urgente\/"},"modified":"2019-11-06T05:20:36","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:36","slug":"para-especialistas-zerar-o-desmatamento-e-possivel-e-urgente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/para-especialistas-zerar-o-desmatamento-e-possivel-e-urgente\/","title":{"rendered":"Para especialistas, zerar o desmatamento \u00e9 poss\u00edvel. E urgente"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\">\n\tRelat\u00f3rio \u201cDesmatamento zero na Amaz\u00f4nia: como e por que chegar l\u00e1\u201d \u00e9 apresentado pela primeira vez no Brasil durante semin\u00e1rio em S\u00e3o Paulo<br \/>\n<\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n        <a class=\"open-img EnlargeImage\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP018NG.jpg\" title=\"\"><br \/>\n            <img decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP018NG.jpg\" alt=\"\" style=\"border-width:0px;\"><\/p>\n<p>        <\/a>\n    <\/div>\n<div class=\"events-content no-title\">\n        <span class=\"date\"><\/span><br \/>\n        <strong><\/strong><\/p>\n<p>\n            Foto: Daniel Beltra\/Greenpeace\n        <\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Oito organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas \u2013 Greenpeace Brasil, ICV, Imaflora, Imazon, IPAM, Instituto Socioambiental, WWF-Brasil e TNC Brasil \u2013 apresentaram pela primeira vez no Brasil o relat\u00f3rio \u201cDesmatamento zero na Amaz\u00f4nia: como e por que chegar l\u00e1\u201d. O semin\u00e1rio, que aconteceu em S\u00e3o Paulo com a media\u00e7\u00e3o do jornalista Marcelo Tas, teve como objetivo debater as propostas apresentadas pelo grupo no documento para frear o desmatamento. <\/p>\n<p>Atualmente, o desmatamento causa enormes perdas para o Brasil \u2013 desequil\u00edbrio do clima, destrui\u00e7\u00e3o da biodiversidade e preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade humana. E, ao contr\u00e1rio do que muitos acreditam, compromete tamb\u00e9m a competitividade da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. <\/p>\n<p>Paulo Moutinho, pesquisador do IPAM, abriu o semin\u00e1rio com a apresenta\u00e7\u00e3o do material \u201cAgropecu\u00e1ria pode prosperar sem desmatar\u201d, destacando que &#8220;dentre os ganhos com o fim do desmatamento est\u00e1 a preserva\u00e7\u00e3o dos direitos dos povos da floresta&#8221;. Tamb\u00e9m falando em benef\u00edcios, o cientista Paulo Artaxo, da Universidade de S\u00e3o Paulo, explicou que n\u00e3o h\u00e1 nada mais barato do que reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes de desmatamento &#8211; respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de 11% dos gases no mundo. \u201cEsse n\u00famero j\u00e1 foi 18%, e caiu em 15 anos sem provocar recess\u00e3o. (O desmatamento zero) \u00c9 poss\u00edvel? A resposta clara e \u00f3bvia \u00e9: sim, com gigantescos ganhos ambientais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Entre as causas do desmatamento, o relat\u00f3rio destaca a pecu\u00e1ria como principal respons\u00e1vel: do total desmatado, 65% s\u00e3o usados para pastagens de baixa efici\u00eancia, com menos de um boi por hectare. \u201cDos 75 milh\u00f5es de hectares de corte raso de floresta que existem na Amaz\u00f4nia, pelo menos 27 milh\u00f5es est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o muito ruim: s\u00e3o \u00e1reas em regenera\u00e7\u00e3o, pastos degradados e pastos improdutivos. Ora, vou desmatar para qu\u00ea, se posso usar pol\u00edticas de recupera\u00e7\u00e3o desses pastos para produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola?\u201d, questiona o pesquisador Eduardo Assad, da Embrapa, que participou do evento. \u201cQuando o ganho tecnol\u00f3gico \u00e9 grande, voc\u00ea n\u00e3o precisa desmatar. S\u00e3o 27 milh\u00f5es de hectares na Amaz\u00f4nia que, se recuperados, entram no sistema econ\u00f4mico.\u201d<\/p>\n<p>A trilha para o desmatamento zero, de acordo com o relat\u00f3rio, envolve a\u00e7\u00f5es de governos, setor privado e sociedade e passa, necessariamente, por quatro eixos de atua\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais efetivas e perenes;<\/li>\n<li>apoio a usos sustent\u00e1veis da floresta e melhores pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias;<\/li>\n<li>restri\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do mercado para produtos associados a novos desmatamentos;<\/li>\n<li>engajamento de eleitores, consumidores e investidores nos esfor\u00e7os de zerar o desmatamento.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Veja <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/desmatamento-zero-como-e-porque-chegar-la.pdf\">aqui<\/a> a vers\u00e3o completa do relat\u00f3rio<\/em><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca tamb\u00e9m que o setor privado deve ampliar esfor\u00e7os no monitoramento completo das cadeias produtivas e bloqueio de produtores que desmatam. Ao falar sobre o papel das empresas no fim do desmatamento no bioma, Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour, afirmou que desde 2010 grupo assume o compromisso pelo desmatamento zero nos 34 pa\u00edses em que atua, trabalhando com mecanismos excludentes: se h\u00e1 um alerta na cadeia, a compra \u00e9 suspensa. \u201cMas a gente sabe que, aquilo que \u00e9 recusado pelo Carrefour ou por outra empresa com pol\u00edtica semelhante, ser\u00e1 vendido de alguma maneira\u201d, disse, defendendo uma legisla\u00e7\u00e3o menos permissiva e mudan\u00e7as urgentes em pol\u00edticas p\u00fablicas. <\/p>\n<p>Ao falar sobre prioridades, Cristiane Mazzetti, da campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace e integrante do grupo ressaltou que \u201co tempo para que o desmatamento seja zerado depende muito das sinaliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de governos e empresas. Entretanto, no caso de governos, n\u00e3o podemos esperar muito no momento, j\u00e1 que as propostas em discuss\u00e3o no Congresso Nacional, especialmente as lideradas pela bancada ruralista, seguem o caminho contr\u00e1rio\u201d. Cristiane tamb\u00e9m salientou que a participa\u00e7\u00e3o da sociedade para mudar essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. \u201cDesde 2012 a popula\u00e7\u00e3o vem se mobilizando pelo desmatamento zero atrav\u00e9s de uma proposta de lei popular que obteve o apoio de mais de 1,4 milh\u00e3o de brasileiros\u201d, comenta. <br \/>\u00a0<br \/>O fim do desmatamento na Amaz\u00f4nia coloca o Brasil na frente de uma crescente demanda do mercado, que \u00e9 entregar aos seus consumidores produtos livres de convers\u00e3o de ecossistemas nativos: al\u00e9m de abrir e manter mercados, o desmatamento zero \u00e9 um est\u00edmulo ao desenvolvimento de outras alternativas econ\u00f4micas em harmonia com a floresta e seus povos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio \u201cDesmatamento zero na Amaz\u00f4nia: como e por que chegar l\u00e1\u201d \u00e9 apresentado pela primeira vez no Brasil durante semin\u00e1rio em S\u00e3o Paulo Foto: Daniel Beltra\/Greenpeace Oito organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas \u2013&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1222,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1220","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1221,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1220\/revisions\/1221"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1220"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}