{"id":12480,"date":"2019-10-25T19:51:13","date_gmt":"2019-10-25T22:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=12480"},"modified":"2023-08-23T00:05:45","modified_gmt":"2023-08-23T03:05:45","slug":"oleo-sem-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/oleo-sem-fim\/","title":{"rendered":"\u00d3leo sem fim?"},"content":{"rendered":"<h4>Na busca por ouvir e mostrar a realidade dos atingidos, temos encontrado pessoas que j\u00e1 veem suas vidas transformadas pelo \u00f3leo, mas n\u00e3o esmorecem com as manchas que insistem em chegar<\/h4>\n<div id=\"attachment_12482\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12482\" class=\"wp-image-12482 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.-Davi-Martins_ALE3694-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.-Davi-Martins_ALE3694-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.-Davi-Martins_ALE3694-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.-Davi-Martins_ALE3694-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.-Davi-Martins_ALE3694-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.-Davi-Martins_ALE3694-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-12482\" class=\"wp-caption-text\">Funcion\u00e1rios de uma empresa foram liberados a tarde para atuarem como volunt\u00e1rios na praia do Pau Amarelo, em Recife (PE)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estar no Nordeste, em algumas das praias mais bonitas do Brasil, tem sido uma experi\u00eancia amarga e inquieta pela continuidade das manchas de petr\u00f3leo cru que ainda avan\u00e7am pelo mar, praticamente escondidas, at\u00e9 se revelarem na costa. E em Pernambuco todo dia chega um pouco mais de \u00f3leo em algum ponto. E todo dia dezenas de grupos de Whatsapp amanhecem com mensagens avisando onde ele apareceu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo do dia, as praias s\u00e3o tomadas n\u00e3o por banhistas, mas por volunt\u00e1rios que recolhem o \u00f3leo da areia ou do mar. As grandes quantidades saem em p\u00e1s, j\u00e1 as pequenas precisam ser coletadas em peneiras e material de jardinagem. \u00c9 um trabalho \u00e1rduo, delicado e com riscos para a sa\u00fade, mas do qual as pessoas n\u00e3o est\u00e3o abrindo m\u00e3o, pois para muitas delas a praia limpa \u00e9 sua sobreviv\u00eancia. Resolver o problema por conta pr\u00f3pria se tornou mais urgente do que esperar medidas do governo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os nordestinos, de fato, n\u00e3o t\u00eam tempo a perder. \u201cNossas vidas mudaram para sempre nos \u00faltimos dias\u201d, me conta Giselda Sales, do Centro de Assist\u00eancia e Desenvolvimento Integral em Gaibu, litoral sul de\u00a0 Pernambuco. Conversamos com ela e outros nove representantes de organiza\u00e7\u00f5es sociais na noite do dia 24 de outubro. A reuni\u00e3o formalizou a cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Popular de Monitoramento Ambiental, um grupo que est\u00e1 atuando voluntariamente\u00a0 e ativamente para combater o petr\u00f3leo e \u2013 principalmente \u2013 cobrar do governo medidas para atenuar os preju\u00edzos sociais e econ\u00f4micos para a popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12485\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12485\" class=\"wp-image-12485 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.Davi-Martins-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.Davi-Martins-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.Davi-Martins-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.Davi-Martins-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.Davi-Martins-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Praia-do-Pau-Amarelo.24.10.Davi-Martins-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-12485\" class=\"wp-caption-text\">A popula\u00e7\u00e3o tem sido a protagonista nesta luta contra o \u00f3leo<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPor enquanto, ainda n\u00e3o temos como mensurar o impacto na vida de quem vive do mar, do peixe. E aqui s\u00e3o muitas pessoas\u201d, disse o Padre Ivaldo, da Igreja Anglicana de Gaibu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As pessoas t\u00eam sido os principais atores neste cen\u00e1rio de crise. Gerson Dantas, por exemplo, vive h\u00e1 30 anos na praia do Janga (PE) e tem um bar simples na beira da praia. No dia 23 de outubro, pela manh\u00e3, da frente de seu estabelecimento, avistou uma mancha grande chegando na praia. \u201cEu comecei a ligar para todas as emissoras, mas s\u00f3 dava ocupado ou caixa postal. A\u00ed passei pros grupos de Whatsapp at\u00e9 algu\u00e9m do CPRH [<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ag\u00eancia Estadual de Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos]<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ficar sabendo e me ligar pra confirmar. Duas horas e meia depois, chegou aqui a prefeitura, e depois os volunt\u00e1rios. A gente usou at\u00e9 t\u00e1bua de madeira para tentar evitar que o \u00f3leo atingisse as pedras daqui, mas era pesado demais, n\u00e3o deu\u201d, contou.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12481\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12481\" class=\"wp-image-12481 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Gerson-Dantas.-Praia-do-Janga.-Davi-Martins--1024x575.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Gerson-Dantas.-Praia-do-Janga.-Davi-Martins--1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Gerson-Dantas.-Praia-do-Janga.-Davi-Martins--300x168.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Gerson-Dantas.-Praia-do-Janga.-Davi-Martins--768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Gerson-Dantas.-Praia-do-Janga.-Davi-Martins--2048x1150.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/Gerson-Dantas.-Praia-do-Janga.-Davi-Martins--510x286.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-12481\" class=\"wp-caption-text\">Seu Gerson Dantas conta a afli\u00e7\u00e3o de ver as manchas de \u00f3leo chegarem<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dia depois, a praia ainda estava cheia de \u00f3leo e um grupo de 50 volunt\u00e1rios trabalhavam com a equipe da prefeitura. \u201cFoi bonito ver como o pessoal chegou aqui. No come\u00e7o veio gente sem luva, sem preparo, mas a vontade de impedir o desastre era grande demais. Porque voc\u00ea sabe, fica ruim pro peixe, pro pescador, pra quem vem pra praia. Depois chegaram os equipamentos. Vamos torcer pra gente ficar livre disso de uma vez por todas, n\u00e9?\u201d, diz Gerson, esperan\u00e7oso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No final do dia, fomos at\u00e9 a praia do Pau Amarelo, onde cerca de 200 pessoas trocaram o escrit\u00f3rio da firma pela praia. A empresa dispensou os funcion\u00e1rios ao meio-dia e os levou para fazer limpeza, onde o \u00f3leo ainda estava mais concentrado na \u00e1gua. Com equipamentos, eles estavam em bem maior n\u00famero do que os militares.\u00a0 \u201cSe a gente quer vir aqui no fim de semana curtir, a gente tem que cuidar tamb\u00e9m, n\u00e9\u201d, diz uma das volunt\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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