{"id":12624,"date":"2009-03-01T14:39:03","date_gmt":"2009-03-01T17:39:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=12624"},"modified":"2025-11-21T14:29:56","modified_gmt":"2025-11-21T17:29:56","slug":"em-protesto-em-alto-mar-greenpeace-alerta-lula-abra-os-olhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-protesto-em-alto-mar-greenpeace-alerta-lula-abra-os-olhos\/","title":{"rendered":"Em protesto em alto-mar, Greenpeace alerta: \u201cLula: ABRA os OLHOS\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Em plena crise clim\u00e1tica, Abrolhos, regi\u00e3o mais rica em biodiversidade marinha e recifes de corais do Atl\u00e2ntico Sul, continua vulner\u00e1vel \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo<\/p>\n<div id=\"attachment_12625\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12625\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f0840a68-gp01pc9_medium_res-1024x686.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"686\" class=\"size-large wp-image-12625\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f0840a68-gp01pc9_medium_res-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f0840a68-gp01pc9_medium_res-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f0840a68-gp01pc9_medium_res-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f0840a68-gp01pc9_medium_res-508x340.jpg 508w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f0840a68-gp01pc9_medium_res.jpg 1181w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-12625\" class=\"wp-caption-text\">Na regi\u00e3o de Abrolhos, a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e a carcinicultura amea\u00e7am uma grande \u00e1rea de algas calc\u00e1reas, que funcionam como dep\u00f3sitos de carbono.<\/p><\/div>\n<p>Ativistas do Greenpeace utilizaram hoje uma placa flutuante para sinalizar, no meio do oceano, a amea\u00e7a clim\u00e1tica representada pela explora\u00e7\u00e3o das reservas de \u00f3leo e g\u00e1s localizadas no entorno do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. A explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo \u00e9 uma amea\u00e7a direta \u00e0 biodiversidade marinha da regi\u00e3o e uma das principais causas do aquecimento global. Com a mensagem &#8220;Lula: ABRa os OLHOS. Salve o Clima&#8221;, o Greenpeace exigiu do Presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva a cria\u00e7\u00e3o, via decreto, de uma Zona de Amortecimento (ZA) com 95 mil quil\u00f4metros quadrados para proteger o Parque Marinho e ajudar a manter a capacidade dos oceanos de atuarem como reguladores clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o tem a maior biodiversidade do Atl\u00e2ntico Sul, com um mosaico de ambientes marinhos e costeiros margeados por remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica, incluindo recifes de coral, fundos de algas, manguezais, praias e restingas. L\u00e1 podem ser encontradas v\u00e1rias esp\u00e9cies end\u00eamicas (que s\u00f3 existem na regi\u00e3o), incluindo o coral-c\u00e9rebro, crust\u00e1ceos e moluscos, al\u00e9m de tartarugas e mam\u00edferos marinhos amea\u00e7ados, como as baleias jubarte.<\/p>\n<p>A Zona de Amortecimento, quando criada, impedir\u00e1 atividades econ\u00f4micas como a instala\u00e7\u00e3o de plataformas de petr\u00f3leo e fazendas de camar\u00e3o na regi\u00e3o. Em 2003, a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) chegou a ofertar 243 blocos de explora\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s no entorno do Parque de Abrolhos em rodada de licita\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, a sociedade civil se mobilizou, dando in\u00edcio \u00e0 <strong>Coaliz\u00e3o Abrolhos*<\/strong>. A ANP retrocedeu e o Ibama editou a portaria 39 criando a ZA, mas a medida foi suspensa pela justi\u00e7a em 2007.<\/p>\n<p>&#8220;Em plena crise clim\u00e1tica, Abrolhos, regi\u00e3o mais rica em biodiversidade marinha e recifes de corais do Atl\u00e2ntico Sul, continua vulner\u00e1vel \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo&#8221;, disse Leandra Gon\u00e7alves, da campanha de oceanos do Greenpeace.  &#8220;Ou seja, a regi\u00e3o est\u00e1 duplamente amea\u00e7ada &#8211; pelos vetores e pelos impactos do aquecimento global&#8221;.<\/p>\n<p>Entre os impactos do aquecimento global que afetam os oceanos est\u00e3o a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, o branqueamento dos corais, a acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e a perda da biodiversidade. Na regi\u00e3o de Abrolhos, especificamente, a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e a carcinicultura amea\u00e7am uma grande \u00e1rea de algas calc\u00e1reas, que funcionam como dep\u00f3sitos de carbono. S\u00e3o organismos como estes que tornam os oceanos os maiores sumidouros de carbono do planeta. &#8220;Os mares retiram cerca de 90% do CO2 lan\u00e7ado na atmosfera. No entanto, as \u00e1guas cada vez mais \u00e1cidas por conta do aumento da temperatura e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental fazem com que os oceanos percam gradativamente sua fun\u00e7\u00e3o de reguladores clim\u00e1ticos do planeta&#8221;, afirma Leandra.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s em Abrolhos est\u00e1 ligada ao aumento da participa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis na matriz energ\u00e9tica brasileira. Em dezembro de 2008, o governo brasileiro lan\u00e7ou o Plano Decenal de Energia El\u00e9trica (PDEE), atualmente em consulta p\u00fablica. Na contram\u00e3o dos esfor\u00e7os globais de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o plano prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de 68 novas usinas termel\u00e9tricas f\u00f3sseis no pa\u00eds, das quais 41 utilizar\u00e3o \u00f3leo combust\u00edvel, um derivado do petr\u00f3leo. A conseq\u00fc\u00eancia ser\u00e1 um crescimento de 172% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa do setor el\u00e9trico. As emiss\u00f5es do setor, que hoje somam 14,4 milh\u00f5es de toneladas, saltar\u00e3o para 39,3 milh\u00f5es de toneladas em 2017.<\/p>\n<p>O Greenpeace defende que uma das formas de o Brasil combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 aumentar a participa\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica dos atuais 2% para 20%, at\u00e9 2020, conforme consta de sua cr\u00edtica ao PDEE apresentada em audi\u00eancia p\u00fablica realizada em Bras\u00edlia em fevereiro. &#8220;As fontes limpas e renov\u00e1veis de energia, como o vento, a biomassa e o sol, podem atender a demanda el\u00e9trica do pa\u00eds e gerar emprego e renda, al\u00e9m de desenvolvimento tecnol\u00f3gico. O que falta \u00e9 uma lei nacional de incentivo \u00e0s renov\u00e1veis para que este mercado se desenvolva no Brasil com a mesma for\u00e7a com que vem crescendo em n\u00edvel mundial, de cerca de 30% ao ano&#8221;, disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o na Bahia faz parte da expedi\u00e7\u00e3o do navio do Greenpeace, Arctic Sunrise &#8220;Salvar o Planeta. \u00c9 agora ou agora&#8221;, que desde o in\u00edcio de janeiro est\u00e1 pressionando o governo brasileiro a assumir a lideran\u00e7a nas negocia\u00e7\u00f5es da ONU sobre clima, marcada para dezembro em Copenhagen, na Dinamarca. A COP 15, que reunir\u00e1 mais de 200 pa\u00edses, dever\u00e1 chegar a um compromisso internacional para a redu\u00e7\u00e3o efetiva de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa.<\/p>\n<p>Para cumprir seu papel na COP 15, o governo brasileiro deve se comprometer com o desmatamento zero da Amaz\u00f4nia, o apoio \u00e0s energias renov\u00e1veis e a prote\u00e7\u00e3o dos oceanos. &#8220;Criar a Zona de Amortecimento em Abrolhos seria uma forte demonstra\u00e7\u00e3o de compromisso com o clima do planeta&#8221;, conclui Rebeca Lerer.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s Abrolhos, o navio Arctic Sunrise, que j\u00e1 esteve em Manaus, Bel\u00e9m, Fortaleza e Recife, segue para Salvador, Rio de Janeiro e Santos.<\/p>\n<p>Abrolhos &#8211; Por sua biodiversidade \u00edmpar, a regi\u00e3o de Abrolhos recebeu, em 1983, o primeiro parque nacional marinho da Am\u00e9rica do Sul. S\u00e3o mais de 56 mil quil\u00f4metros quadrados na costa sul da Bahia compostos pelas ilhas: Siriba, Redonda, Guarita, Sueste e Santa B\u00e1rbara, que pertence \u00e0 Marinha. Al\u00e9m do arquip\u00e9lago, o Parque inclui dois grandes blocos de recifes de corais: o Parcel dos Abrolhos e o Recife das Timbebas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/53a46f44-cronologia-sobre-a-zona-de-amo.pdf\">Conhe\u00e7a aqui<\/a> a cronologia do estabelecimento da zona de amortecimento do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2009\/03\/00e034a7-briefing-sobre-areas-marinhas.pdf\">Clique aqui<\/a> e saiba mais sobre a import\u00e2ncia das \u00e1reas marinhas protegidas para os oceanos e o clima no planeta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2009\/03\/153e9e62-cr-tica-do-greenpeace-ao-pde-2.pdf\">Leia aqui<\/a> nossas cr\u00edticas ao Plano de Expans\u00e3o de Energia do governo brasileiro.<\/p>\n<p>*<strong>A Coaliz\u00e3o SOS Abrolhos<\/strong> \u00e9 uma rede de organiza\u00e7\u00f5es do Terceiro Setor mobilizadas para proteger a regi\u00e3o com a maior biodiversidade marinha registrada no Atl\u00e2ntico Sul. A Coaliz\u00e3o SOS Abrolhos surgiu em 2003, ano em que conquistou uma vit\u00f3ria in\u00e9dita para a conserva\u00e7\u00e3o, ao impedir a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural naquela \u00e1rea. Atualmente a Coaliz\u00e3o est\u00e1 \u00e0 frente da Campanha &#8220;SOS Abrolhos: Pescadores e Manguezais Amea\u00e7ados&#8221;. A Coaliz\u00e3o \u00e9 formada pela Rede de ONGs da Mata Atl\u00e2ntica; Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica; Conserva\u00e7\u00e3o Internacional (CI-Brasil); Instituto Terramar; Grupo Ambientalista da Bahia &#8211; Gamb\u00e1; Instituto Baleia Jubarte; Environmental Justice Foundation &#8211; EJF; Patrulha Ecol\u00f3gica; Associa\u00e7\u00e3o de Estudos Costeiros e Marinhos de Abrolhos &#8211; ECOMAR; N\u00facleo de Estudos em Manguezais da UERJ; Movimento Cultural Arte Manha; Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Teixeira de Freitas; Mangrove Action Project &#8211; MAP; Coaliz\u00e3o Internacional da Vida Silvestre &#8211; IWC\/BRASIL; Aquasis &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Pesquisa e Preserva\u00e7\u00e3o de Ecossistemas Aqu\u00e1ticos; Ag\u00eancia Brasileira de Gerenciamento Costeiro; Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia &#8211; CEPEDES; PANGEA &#8211; Centro de Estudos S\u00f3cio Ambientais, Instituto BiomaBrasil, Associa\u00e7\u00e3o Flora Brasil e Greenpeace.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em plena crise clim\u00e1tica, Abrolhos, regi\u00e3o mais rica em biodiversidade marinha e recifes de corais do Atl\u00e2ntico Sul, continua vulner\u00e1vel \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":12625,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64,3],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-12624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","category-proteja-a-natureza","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12624"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61237,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12624\/revisions\/61237"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12624"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=12624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}