{"id":12628,"date":"2019-10-30T16:08:13","date_gmt":"2019-10-30T19:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=12628"},"modified":"2019-11-06T05:19:08","modified_gmt":"2019-11-06T08:19:08","slug":"os-resistentes-jovens-do-pae-lago-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/os-resistentes-jovens-do-pae-lago-grande\/","title":{"rendered":"Os resistentes jovens do PAE Lago Grande"},"content":{"rendered":"<h4>Em Santar\u00e9m, eles participam de oficinas em que se apropriam de conceitos e t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o como ferramentas para a luta em defesa da floresta e da vida em comunidade<\/h4>\n<div id=\"attachment_12634\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12634\" class=\"size-large wp-image-12634\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/7ca25dc0-panela-1024x576.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/7ca25dc0-panela-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/7ca25dc0-panela-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/7ca25dc0-panela-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/7ca25dc0-panela-510x287.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/7ca25dc0-panela.jpeg 1032w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-12634\" class=\"wp-caption-text\">Em defesa do seu territ\u00f3rio e do seu modo de vida comunit\u00e1rio, jovens do PAE Lago Grande utilizam a comunica\u00e7\u00e3o como ferramenta de luta<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se a Su\u00e9cia tem a Greta, a famosa menina de 16 anos que lidera um movimento mundial cr\u00edtico \u00e0 omiss\u00e3o da sociedade diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o Brasil tem a Greicy, o Irleson, a Jociellen, o Darlon, a Jana\u00edn, o Rainner, e dezenas de outros jovens que, <strong>de dentro da floresta Amaz\u00f4nica, se organizam<\/strong> para defender seu territ\u00f3rio e o modo de vida que seus ancestrais t\u00eam praticado h\u00e1 d\u00e9cadas ou, at\u00e9 mesmo, s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Eles vivem nas 144 comunidades extrativistas, ribeirinhas e ind\u00edgenas espalhadas pelos 252 mil hectares do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, na regi\u00e3o de Santar\u00e9m (PA). Classificado como \u201cambientalmente diferenciado\u201d, este PAE tem o privil\u00e9gio de ser banhado pelos rios Amazonas (o maior do mundo), o esverdeado Tapaj\u00f3s e o Arapiuns (o menor e mais l\u00edmpido dos tr\u00eas).<\/p>\n<p>Na maioria das pacatas comunidades do PAE, a vida tem outro ritmo e o tempo n\u00e3o \u00e9 \u201co do rel\u00f3gio\u201d. As esta\u00e7\u00f5es, o sol, a lua, as chuvas e, consequentemente, as \u00e9pocas de cheia e vazante \u00e9 que determinam a cad\u00eancia das atividades di\u00e1rias dos comunit\u00e1rios. Mas a vida dos jovens do PAE tem sido bastante din\u00e2mica nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Preocupado com diversas amea\u00e7as, cada vez mais pr\u00f3ximas, como o desmatamento, a minera\u00e7\u00e3o, os agrot\u00f3xicos, a pesca ilegal, a ca\u00e7a predat\u00f3ria e apropria\u00e7\u00e3o ilegal do seu territ\u00f3rio, este grupo de jovens vem se organizando para defender o seu territ\u00f3rio, apesar de todos os desafios, como a pr\u00f3pria extens\u00e3o territorial do PAE e as enormes dificuldades de transporte.<\/p>\n<p>Neste processo de forma\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o, eles botam, literalmente, o p\u00e9 na estrada, atravessam rios, conhecem novas comunidades e encontram colegas que, at\u00e9 ent\u00e3o, s\u00f3 conheciam de ouvir falar ou de alguma mensagem no zap \u2013 isso quando t\u00eam acesso \u00e0 internet e celular, o que n\u00e3o \u00e9 trivial para a maioria deles.<\/p>\n<p>E, assim, cercados de seringueiras e cacauzeiros, \u00e0 sombra das tradicionais cabanas, <strong>estudam conceitos e t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o, seu car\u00e1ter pol\u00edtico \u2013 comunica\u00e7\u00e3o como direito e como ferramenta de luta para garantir seus direitos, por exemplo \u2013 e acessam aparelhos e tecnologia<\/strong> em oficinas que v\u00eam sendo realizadas no \u00e2mbito do projeto <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/coloque-voce-tambem-os-olhos-na-amazonia\/\">Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/a>. No PAE Lago Grande, as organiza\u00e7\u00f5es que atuam neste projeto s\u00e3o: Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da Gleba Lago Grande (Feagle), Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santar\u00e9m (STTR-STM), Fase-Amaz\u00f4nia, Artigo 19, Witness e Greenpeace.<\/p>\n<p>\u201cEstas oficinas j\u00e1 est\u00e3o contribuindo para a luta que fazemos em defesa do PAE. \u00c9 bastante claro para n\u00f3s que as pessoas que moram na cidade t\u00eam muito o que aprender com o nosso modo de sobreviv\u00eancia, com a nossa medicina da floresta, com o respeito que temos \u00e0 natureza e \u00e0s nossas ra\u00edzes. Cada comunidade tem sua cultura, seu jeito de vida e muito conhecimento. A gente mesmo faz nossas casas, ca\u00e7a e conseguimos manter nossa floresta, sem destrui\u00e7\u00e3o. <strong>Por tudo isso, n\u00f3s somos o futuro!<\/strong>. E as pessoas precisam perceber isso\u201d, afirma, assertiva, Greicy Nardines Branches Gomes, de 24 anos, da comunidade Araci.<\/p>\n<h3>Mem\u00f3ria, identidade e resist\u00eancia<\/h3>\n<div id=\"attachment_12637\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12637\" class=\"size-large wp-image-12637\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f76c6bf3-ii-oficina_patricia-bonilha-1024x768.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f76c6bf3-ii-oficina_patricia-bonilha-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f76c6bf3-ii-oficina_patricia-bonilha-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f76c6bf3-ii-oficina_patricia-bonilha-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f76c6bf3-ii-oficina_patricia-bonilha-453x340.jpeg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/f76c6bf3-ii-oficina_patricia-bonilha.jpeg 1158w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-12637\" class=\"wp-caption-text\">Eles tamb\u00e9m debatem quest\u00f5es como a valoriza\u00e7\u00e3o da identidade e da ancestralidade, mem\u00f3ria da resist\u00eancia, territorialidade e impactos da minera\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das propostas destas oficinas \u00e9 que <strong>os jovens assumam o protagonismo de uma comunica\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, soberana<\/strong>. Quer dizer, que n\u00e3o sejam apenas receptores, consumidores ou expectadores da comunica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m produtores e disseminadores de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, a partir da linguagem, narrativa e representa\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o mais apropriadas. Isso tanto para os ve\u00edculos mais comuns, como r\u00e1dio, redes sociais, impresso e tev\u00ea, como para os ve\u00edculos t\u00e3o peculiares em suas comunidades, como bilhetinhos, cartas, r\u00e1dios-poste, cartazes e carros auto-falantes.<\/p>\n<p>\u201cA comunica\u00e7\u00e3o pode ser usada de modo popular como um instrumento de resist\u00eancia, para trazer a mem\u00f3ria da nossa hist\u00f3ria, para repassar nosso legado de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o, o que sempre foi feito de modo oral. Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 estrat\u00e9gica nisso. <strong>Queremos ter a autonomia de mostrar quem somos, quem \u00e9ramos e o que queremos ser.<\/strong> Saber que podemos dispor da c\u00e2mera de um celular para registrar viola\u00e7\u00f5es \u00e9 um grande passo. E hoje isso \u00e9 acess\u00edvel. Podemos nos apropriar dessas ferramentas. Mostrar que a gente existe e resistir\u00e1!\u201d, explica Ian Sousa Tavares, de 19 anos, do povo Arapy\u00fan da Aldeia Camar\u00e1, na Terra Ind\u00edgena (TI) Sarambi\u00e1.<\/p>\n<p>A oportunidade de pensar a comunica\u00e7\u00e3o com mais profundidade e de saber como funcionam equipamentos, como o celular, com uma perspectiva maior chamou aten\u00e7\u00e3o de Rainner Castro Barbosa, de 14 anos, morador da Aldeia Jaraki, na comunidade Lago da Praia. \u201cEste aprendizado vai proporcionar um fomento a mais em rela\u00e7\u00e3o aos encontros que a gente j\u00e1 realizava. Vamos conseguir abranger mais pessoas e mostrar que nas florestas t\u00eam gente, hist\u00f3ria e cultura. E, o mais importante, mostrar que <strong>n\u00e3o queremos que grandes empreendimentos se apossem dos nossos territ\u00f3rios<\/strong>\u201d, garante ele.<\/p>\n<p>Estas oficinas de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o inseridas em um processo mais amplo. Desde o m\u00eas de maio, a Feagle, a Fase-Amaz\u00f4nia, a Pastoral da Juventude (PJ), o Grupo M\u00e3e Terra e o STTR-STM t\u00eam realizado oficinas, com estes mesmos jovens, focadas em quest\u00f5es como <strong>a valoriza\u00e7\u00e3o da identidade e da ancestralidade, mem\u00f3ria da resist\u00eancia, territorialidade e impactos da minera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<h3>Romaria \u2013 um outro modo de resistir<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-12644 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/a855569a-arte-romaria-bem-viver-1024x664.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"664\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/a855569a-arte-romaria-bem-viver-1024x664.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/a855569a-arte-romaria-bem-viver-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/a855569a-arte-romaria-bem-viver-768x498.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/a855569a-arte-romaria-bem-viver-510x331.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/10\/a855569a-arte-romaria-bem-viver.jpg 1691w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong>O \u00e1pice deste movimento de organiza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia dos jovens em defesa do seu territ\u00f3rio culminar\u00e1 na <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/pt\/informe-se\/noticias\/i-romaria-do-bem-viver-um-estimulo-a-organizacao-da-luta-em-defesa-do-territorio\/\">I Romaria do Bem Viver<\/a><\/strong>, nos dias 16 e 17 de novembro, que discutir\u00e1 temas como direitos humanos, identidade, juventude, pol\u00edticas p\u00fablicas, agroecologia e minera\u00e7\u00e3o. Em um percurso de 35 km, entre as comunidades de Cuipiranga e Murui, os jovens tamb\u00e9m poder\u00e3o exercitar os aprendizados nas oficinas, realizando toda a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o e a cobertura do evento, atrav\u00e9s do registro em foto, v\u00eddeo, texto e da publica\u00e7\u00e3o em diversos canais, especialmente as redes sociais.<\/p>\n<h3>Recado dado!<\/h3>\n<p>Os jovens do PAE est\u00e3o <strong>fazendo a sua parte na luta pela prote\u00e7\u00e3o das florestas e de seus povos no Brasil<\/strong>. Desse modo, eles tamb\u00e9m contribuem com a luta mais global, esta que a sueca Greta vem protagonizando, porque, de acordo com os cientistas, a prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia \u00e9 a melhor solu\u00e7\u00e3o para evitar o agravamento da emerg\u00eancia clim\u00e1tica e, assim, garantir a continuidade da pr\u00f3pria humanidade neste planeta.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi \u00e0 toa que o cantor e compositor Gonzaguinha h\u00e1 tempos poetisou: \u201c<strong>Eu acredito \u00e9 na rapaziada, que segue em frente e segura o roj\u00e3o<\/strong>\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Santar\u00e9m, eles participam de oficinas em que se apropriam de conceitos e t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o como ferramentas para a luta em defesa da floresta e da vida em comunidade<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":12634,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[22,23],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-12628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-florestas","tag-mobilizacao","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12628"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12628\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12668,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12628\/revisions\/12668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12628"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=12628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}