{"id":1274,"date":"2017-04-11T20:20:00","date_gmt":"2017-04-11T20:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-doce-aguas-subterraneas-tambem-estao-contaminadas\/"},"modified":"2025-07-02T04:37:30","modified_gmt":"2025-07-02T07:37:30","slug":"rio-doce-aguas-subterraneas-tambem-estao-contaminadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-doce-aguas-subterraneas-tambem-estao-contaminadas\/","title":{"rendered":"Rio Doce: \u00e1guas subterr\u00e2neas tamb\u00e9m est\u00e3o contaminadas"},"content":{"rendered":"<h4><em>Estudo revela que mesmo os po\u00e7os artesianos est\u00e3o com n\u00edveis de metais pesados na \u00e1gua acima do permitido pelo governo brasileiro; pequenos agricultores s\u00e3o os mais prejudicados<\/em><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/BeloOriente_7.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/h4>\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/BeloOriente_7.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"531\" \/><p class=\"wp-caption-text\">A v\u00e1rzea do rio Doce \u00e9 porosa, permitindo o contato da \u00e1gua contaminada com os aqu\u00edferos. A escava\u00e7\u00e3o de po\u00e7os em meio \u00e0 lama tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela \u00e1gua com altos n\u00edveis de ferro e mangan\u00eas no subsolo<\/p><\/div>\n<div class=\"events-content no-title\">\n<p>Ap\u00f3s o desastre criminoso causado pela mineradora Samarco no Rio Doce, agricultores familiares se socorreram em po\u00e7os da regi\u00e3o para irrigar suas planta\u00e7\u00f5es e ter \u00e1gua para beber. O que o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro revela agora \u00e9 que, meses depois, al\u00e9m do rio, a \u00e1gua subterr\u00e2nea tamb\u00e9m est\u00e1 contaminada por altos n\u00edveis de metais pesados, que prejudicam o desenvolvimento das planta\u00e7\u00f5es e entram na cadeia alimentar, oferecendo riscos \u00e0 sa\u00fade no longo prazo.<\/p>\n<p>O estudo &#8220;<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/greenpeace_estudo_agua_riodoce-.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em><strong>Contamina\u00e7\u00e3o por metais pesados na \u00e1gua utilizada por agricultores familiares na Regi\u00e3o do Rio Doce<\/strong><\/em><\/a>&#8220;, coordenado pelo professor Jo\u00e3o Paulo Machado Torres, do Instituto de Biof\u00edsica da UFRJ, \u00e9 fruto da parceria entre o <a href=\"http:\/\/www.riodegente.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>projeto Rio de Gente<\/strong><\/a> e o Greenpeace.<\/p>\n<p>O objetivo foi avaliar se os agricultores ainda t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de plantar com \u00e1gua limpa. As margens de rios em Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo sempre foram usadas para a agricultura, onde os produtores coletam a \u00e1gua diretamente do rio. Em casos de desastres como o do Rio Doce, a procura imediata s\u00e3o pelos po\u00e7os artesianos para manter as planta\u00e7\u00f5es. A pesquisa, portanto, \u00e9 tamb\u00e9m de seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Colatina_1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"531\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Em Colatina, muitas planta\u00e7\u00f5es est\u00e3o ao lado do Rio Doce, e os produtores continuam usando essa \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o, por falta de alternativa.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Um time de pesquisadores analisou a presen\u00e7a de metais pesados na \u00e1gua em tr\u00eas regi\u00f5es diferentes da bacia do Rio Doce. As coletas foram feitas em Belo Oriente (MG), com amostras de po\u00e7os, da \u00e1gua cedida pela prefeitura ou pela Samarco \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, do rio em Cachoeira Escura e nos distritos de Bugre e Naque; em Governador Valadares (MG), foram 16 pontos no distrito de Baguari, al\u00e9m das Ilhas Fortaleza e Pimenta; e Colatina (ES), na parte sul do Rio Doce, a cerca de 427 km de Mariana.<\/p>\n<p>A realidade encontrada foi de agricultores usando \u00e1gua sem saber que est\u00e3o com altos n\u00edveis de ferro e mangan\u00eas. Em geral, a mesma para a irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 usada tamb\u00e9m para beber.<\/p>\n<p>Belo Oriente apresentou 5 pontos de coleta com valores de ferro e mangan\u00eas acima do permitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Em Governador Valadares houve 12 pontos e, em Colatina, 10 pontos com os valores acima do permitido.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a \u00e1gua desses locais n\u00e3o \u00e9 adequada para consumo humano, e em alguns casos, tamb\u00e9m n\u00e3o se recomenda a irriga\u00e7\u00e3o das plantas \u2013 situa\u00e7\u00e3o de alguns pontos de Governador Valadares e Colatina. \u201cOs resultados n\u00e3o s\u00e3o animadores. \u00c9 preocupante a falta de informa\u00e7\u00e3o das autoridades em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es fundamentais para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Fabiana Alves, da Campanha de \u00c1gua do Greenpeace.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl06_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/BeloOriente_6.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"531\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores coletam amostras da \u00e1gua do Rio Doce em Belo Oriente (MG).<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Para sa\u00fade, o risco \u00e9 de acumula\u00e7\u00e3o desses metais no organismo ao longo do tempo, considerando as altas doses a que as pessoas est\u00e3o expostas. O mangan\u00eas pode causar problemas neurol\u00f3gicos, com sintomas da S\u00edndrome de Parkinson.<\/p>\n<p>J\u00e1 o ferro, em quantidades acima das permitidas, est\u00e1 relacionado a problemas enzim\u00e1ticos que danificam rins, f\u00edgado e o sistema digestivo. \u201cAp\u00f3s o desastre, a lama se transformou numa poeira muito fina, que tamb\u00e9m pode ser inalada. A absor\u00e7\u00e3o pulmonar acaba sendo mais eficiente para o mangan\u00eas\u201d, diz o pesquisador Andr\u00e9 Pinheiro de Almeida.<\/p>\n<p>\u201cO quadro dessa trag\u00e9dia deixa uma cicatriz. As quest\u00f5es de \u00e1gua e saneamento precisam ser levadas a s\u00e9rio. Ser\u00e1 que essas pessoas n\u00e3o se envergonham do que fizeram?\u201d, questiona o coordenador do estudo, Jo\u00e3o Paulo Machado Torres.<\/p>\n<h4><strong>Agricultura comprometida<\/strong><\/h4>\n<p>A curto prazo, o grande impacto tem sido na agricultura. Os pesquisadores aplicaram question\u00e1rios com os pequenos produtores rurais dessas localidades para analisar como seus modos de vida foram atingidos pela lama. Segundo o relat\u00f3rio, \u201c88% dos entrevistados afirmaram terem alterado o tipo de cultivo e\/ou cria\u00e7\u00e3o realizada pela fam\u00edlia ap\u00f3s o incidente.\u201d<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o, principalmente de peixes e cabras, foi extremamente afetada pelo desastre, sendo que a cria\u00e7\u00e3o de peixes ou pesca praticamente desapareceram na Bacia. As culturas e produ\u00e7\u00f5es afetadas necessitam de altas concentra\u00e7\u00f5es de \u00e1gua. \u201cO rio foi ferido de morte\u201d, diz Torres.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl08_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GovValadares_4.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"531\" \/><p class=\"wp-caption-text\">A camada de lama destruiu planta\u00e7\u00f5es e hoje, seca, continua afetando a vida e a sa\u00fade dos pequenos produtores.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>O estudo ainda demonstra que antes de romper a barragem, 98% dos entrevistados utilizavam \u00e1gua do Rio Doce para atividade econ\u00f4micas do dia-a-dia. Ap\u00f3s o desastre, apenas 36% continuam utilizando a mesma \u00e1gua. Destes, 87% utilizam a \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o. Quase 60% dos entrevistados considera a \u00e1gua impr\u00f3pria para uso, o que demonstra as incertezas e falta de informa\u00e7\u00e3o que amea\u00e7a o direito das popula\u00e7\u00f5es que vivem \u00e0 beira do rio.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma \u00e1gua de p\u00e9ssima qualidade, com gosto e cheiro ruins, que inviabiliza o plantio de muitas esp\u00e9cies. Elas morrem logo ap\u00f3s as regas ou n\u00e3o se desenvolvem bem\u201d, informa Almeida. Segundo ele, muitos agricultores entrevistados t\u00eam passado dificuldades financeiras, quando n\u00e3o abandonaram suas terras, porque n\u00e3o conseguem mais produzir com o solo e a \u00e1gua que t\u00eam. Os mais afetados s\u00e3o aqueles localizados nas ilhas da regi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl10_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/BeloOriente_4.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"531\" \/><p class=\"wp-caption-text\">A \u00e1gua contaminada na irriga\u00e7\u00e3o prejudica o desenvolvimento das plantas, afetando a sobreviv\u00eancia de muitos produtores.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Fica constatado, portanto, que a empresa Samarco e suas controladoras Vale e BHP necessitam arcar de maneira respons\u00e1vel com os estragos feitos. Ainda que a barragem tenha se rompido em novembro de 2015, os danos continuam afetando a popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje. Deve haver um esfor\u00e7o conjunto entre munic\u00edpios e a empresa respons\u00e1vel para monitorar o n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e a sa\u00fade das pessoas que dependem do Rio Doce.<\/p>\n<p>Afinal, numa trag\u00e9dia desse tamanho, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel imaginar que tudo estar\u00e1 normal em cinco ou dez anos. O metal n\u00e3o vai deixar de ser metal nem sair do rio sozinho. A cada chuva, mais desses contaminantes que est\u00e3o acumulados nas margens v\u00e3o parar nas \u00e1guas.<\/p>\n<p>\u201cA contamina\u00e7\u00e3o por metais pesados pode ter consequ\u00eancias futuras graves para as popula\u00e7\u00f5es do entorno, que necessitam de suporte e apoio p\u00f3s-desastre. Isso deve ser arcado pela empresa e monitorado pelo governo brasileiro\u201d, defende Fabiana Alves, da Campanha de \u00c1gua do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<h4><em>Clique na imagem abaixo para baixar o estudo:<\/em><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/greenpeace_estudo_agua_riodoce-.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/135146_240368.jpg\" alt=\"\" width=\"84\" height=\"121\" \/><\/a><\/p>\n<h4><strong>Enquanto isso, no Congresso brasileiro<\/strong><\/h4>\n<p>Tramitam diversas proposi\u00e7\u00f5es que objetivam enfraquecer as legisla\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ambiental no pa\u00eds. Dentre as mais graves, est\u00e1 a tentativa de flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse n\u00e3o \u00e9 tornar o processo mais efetivo e respons\u00e1vel, apenas mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Caso a lei seja mudada para pior, como querem nossos deputados e senadores e boa parte do governo, todos n\u00f3s estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis e alimentando a possibilidade de ocorr\u00eancia de novos desastres ambientais, como foi o de Mariana (MG), onde a empresa Samarco, formada por Vale e BHP Billiton varreu do mapa cidades e popula\u00e7\u00f5es e destruiu por completo a Bacia do Rio Doce.<\/p>\n<p>O maior desastre socioambiental brasileiro deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperan\u00e7as e a vida de centenas de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Do ponto de vista econ\u00f4mico, o enfraquecimento do licenciamento tamb\u00e9m poder\u00e1 trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o n\u00famero de contesta\u00e7\u00f5es legais contra empreendimentos, diminuindo a seguran\u00e7a jur\u00eddica para investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo revela que mesmo os po\u00e7os artesianos est\u00e3o com n\u00edveis de metais pesados na \u00e1gua acima do permitido pelo governo brasileiro; pequenos agricultores s\u00e3o os mais prejudicados.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1275,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1274"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58801,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274\/revisions\/58801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1274"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}