{"id":13083,"date":"2019-11-08T13:16:15","date_gmt":"2019-11-08T16:16:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=13083"},"modified":"2023-08-23T00:05:33","modified_gmt":"2023-08-23T03:05:33","slug":"em-busca-do-oleo-invisivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-busca-do-oleo-invisivel\/","title":{"rendered":"Em busca do \u00f3leo &#8220;invis\u00edvel&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Iniciamos hoje uma expedi\u00e7\u00e3o para avaliar os impactos do \u00f3leo que  podem ter se acumulado no fundo do mar<\/strong> e atingido \u00e1reas sens\u00edveis, como os recifes de corais<br><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-expedi\u00e7\u00e3o-veleiro-1024x678.jpg\" alt=\"Equipe da expedi\u00e7\u00e3o reunida em cima do veleiro Iakar\u00e9\" class=\"wp-image-13085\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-expedi\u00e7\u00e3o-veleiro-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-expedi\u00e7\u00e3o-veleiro-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-expedi\u00e7\u00e3o-veleiro-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-expedi\u00e7\u00e3o-veleiro-2048x1357.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-expedi\u00e7\u00e3o-veleiro-510x338.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Equipe da expedi\u00e7\u00e3o no veleiro Iakar\u00e9, um catamar\u00e3 de 44 p\u00e9s com motor e velas, que ir\u00e1 ajudar os pesquisadores a identificar o \u00f3leo no fundo do mar &#8211; Foto: Max Cavalcanti \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Com pouco mais de dois meses que o \u00f3leo come\u00e7ou a chegar nas praias do Nordeste, j\u00e1 foram recolhidos em torno de 4,5 mil toneladas, mas pouco se sabe quanto mais ainda est\u00e1 por vir e, principalmente, quanto desse petr\u00f3leo cru est\u00e1 acumulado no fundo do mar e n\u00e3o foi retirado pelos volunt\u00e1rios. Para ter uma melhor avalia\u00e7\u00e3o desse impacto no mar, <strong>decidimos organizar uma expedi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica que ir\u00e1 mapear algumas \u00e1reas do fundo do mar<\/strong>. Para isso, convidamos pesquisadores do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Projeto Conserva\u00e7\u00e3o Recifal para coletar amostras de sedimentos e \u00e1gua entre os Estados de Pernambuco e Alagoas.&nbsp;<br><\/p>\n\n<p>Partimos nesta sexta-feira (8) de Recife (PE) em um veleiro catamar\u00e3 de 44 p\u00e9s, e vamos navegar em regi\u00f5es que ficam dentro da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Costa dos Corais, a maior unidade de conserva\u00e7\u00e3o federal costeiro-marinha do Brasil. As coletas ser\u00e3o realizadas tanto em \u00e1reas rasas, com mergulhos de superf\u00edcie feitos com snorkel, como tamb\u00e9m em locais com profundidade de at\u00e9 40 metros, com a ajuda de um rob\u00f4, um ROV &#8211; ve\u00edculo operado remotamente.<\/p>\n\n<p>\u201cA ideia da expedi\u00e7\u00e3o \u00e9, para al\u00e9m de identificar locais diretamente afetados pelo \u00f3leo na Costa dos Corais, analisar os impactos nos organismos e ambientes marinhos expostos ao derramamento. Esse \u00e9 um esfor\u00e7o coletivo de uma ampla rede que envolve universidades, ONGs e comunidades impactadas, \u00e0 qual o Greenpeace se soma para expandir e compartilhar conhecimento e, assim, contribuir com a sociedade para lidar com o maior desastre ambiental em extens\u00e3o da nossa hist\u00f3ria\u201d, diz Marcelo Laterman, ge\u00f3grafo da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.<\/p>\n\n<p>Alguns dos lugares por onde vamos passar j\u00e1 foram visitados pelos pesquisadores h\u00e1 pouco mais de uma semana. <strong>Mas desta vez, os mergulhos de coleta ser\u00e3o feitos em \u00e1reas mais profundas para atestar se elas tamb\u00e9m foram afetadas<\/strong>. Segundo Mirella Costa, pesquisadora e professora da UFPE, \u201ca estrat\u00e9gia de coleta consiste em identificar os locais indicados pelas comunidades como os mais impactados e fazer um mapeamento nas regi\u00f5es mais profundas do entorno\u201d.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-prepara\u00e7\u00e3o-1024x678.jpg\" alt=\"O time de ativistas e pesquisadores embarcado repassa as instru\u00e7\u00f5es com o capit\u00e3o do barco\" class=\"wp-image-13087\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-prepara\u00e7\u00e3o-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-prepara\u00e7\u00e3o-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-prepara\u00e7\u00e3o-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-prepara\u00e7\u00e3o-2048x1356.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/11\/equipe-prepara\u00e7\u00e3o-510x338.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O time de ativistas e pesquisadores repassa as instru\u00e7\u00f5es com o capit\u00e3o do barco. Foto: Max Cavalcanti \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Nessa primeira etapa, de 8 a 11 de novembro, vamos passar por Maragogi (AL), Japaratinga (AL) e S\u00e3o Jos\u00e9 da Coroa Grande (PE). A segunda sa\u00edda, que ocorrer\u00e1 entre os dias 14 e 18, a expedi\u00e7\u00e3o segue para o norte, em dire\u00e7\u00e3o a Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.<\/p>\n\n<p>\u201cOs recifes dos corais s\u00e3o ambientes muito fr\u00e1geis e a gente teme que esse \u00f3leo possa tamb\u00e9m ter atingido regi\u00f5es mais profundas. Com coleta de \u00e1gua e sedimentos, queremos entender esses impactos a curto, m\u00e9dio e longo prazo&#8221;, explica Pedro Henrique Pereira, pesquisador da APA Costa dos Corais e coordenador do Projeto Conserva\u00e7\u00e3o Recifal. Mas ele lembra que, al\u00e9m de afetar os ecossistemas, esse \u00e9 tamb\u00e9m um problema social. &#8220;Os pescadores j\u00e1 est\u00e3o h\u00e1 muito tempo relatando que eles n\u00e3o est\u00e3o conseguindo pescar e nem vender o seu pescado. Portanto, \u00e9 importante que a gente esteja atento para toda essa problem\u00e1tica que esse desastre ambiental causou\u201d, afirma.<br><\/p>\n\n<p><strong>Acompanhe nas nossas redes e aqui no nosso site as descobertas desta expedi\u00e7\u00e3o.<\/strong> Se voc\u00ea quer nos ajudar a pressionar mais o governo para que amplie a prote\u00e7\u00e3o ambiental no nosso pa\u00eds, <strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/parem-a-destruicao-ambiental?_ga=2.237976512.1952850348.1572816074-1018853360.1571760266\">assine a nossa peti\u00e7\u00e3o!<\/a><\/strong><\/p>\n\n<p><\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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