{"id":1358,"date":"2008-07-23T00:00:00","date_gmt":"2008-07-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/moratoria-da-soja-um-exemplo-de-que-e-possivel-produzir-sem-desmatar\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:40","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:40","slug":"moratoria-da-soja-um-exemplo-de-que-e-possivel-produzir-sem-desmatar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/moratoria-da-soja-um-exemplo-de-que-e-possivel-produzir-sem-desmatar\/","title":{"rendered":"Morat\u00f3ria da soja: um exemplo de que \u00e9 poss\u00edvel produzir sem desmatar"},"content":{"rendered":"<h4><em>No in\u00edcio deste ano, o Grupo de Trabalho da Soja realizou o primeiro monitoramento sobre o progresso da morat\u00f3ria e concluiu que a mais recente safra de soja (2007\/2008) n\u00e3o veio de novos desmatamentos na regi\u00e3o<\/em><\/h4>\n<div id=\"attachment_2098\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2098\" class=\" wp-image-2098\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2008\/07\/area-desmatada-dentro-de-fazen.jpg\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2008\/07\/area-desmatada-dentro-de-fazen.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2008\/07\/area-desmatada-dentro-de-fazen-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2008\/07\/area-desmatada-dentro-de-fazen-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2008\/07\/area-desmatada-dentro-de-fazen-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p id=\"caption-attachment-2098\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1rea desmatada dentro de fazenda de soja monitorada pelo Grupo de Trabalho da Soja.<\/p><\/div>\n<p>A <strong><a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/ind-stria-da-soja-anuncia-mora\/\">morat\u00f3ria da soja<\/a><\/strong> completa dois anos nesta quinta-feira e, na avalia\u00e7\u00e3o dos diversos setores envolvidos, os avan\u00e7os s\u00e3o significativos. Mas h\u00e1 desafios que precisam ser encarados com o rigor que merecem para que seja poss\u00edvel acabar com o desmatamento na <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a ind\u00fastria da soja <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/morat-ria-da-soja-e-estendida\/\">anunciou a extens\u00e3o da morat\u00f3ria<\/a> at\u00e9 julho de 2009. No evento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se comprometeu a apoiar a morat\u00f3ria da soja, priorizando o cadastro rural nos munic\u00edpios produtores de soja.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter colocado diferentes atores da sociedade na mesma mesa de negocia\u00e7\u00e3o para articular formas de produzir sem destruir a floresta, a iniciativa \u00e9 um exemplo do poder que os consumidores t\u00eam de demandar boas pr\u00e1ticas. Afinal, foi atrav\u00e9s da press\u00e3o das ind\u00fastrias de alimentos consumidoras de soja que as traders que operam no Brasil anunciaram a morat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o da morat\u00f3ria foi apoiada pela Alian\u00e7a das Empresas Consumidoras, da qual participam o Macdonald&#8217;s, o Carrefour, a Sadia e o Wal Mart, entre outras. &#8220;N\u00f3s elogiamos o progresso positivo do Grupo de Trabalho da Soja &#8211; respons\u00e1vel pela implementa\u00e7\u00e3o da morat\u00f3ria &#8211; nos \u00faltimos dois anos e reconhecemos que muito j\u00e1 foi alcan\u00e7ado. No entanto, n\u00f3s concordamos que o processo precisa continuar. (&#8230;) Esperamos que a morat\u00f3ria continue em vigor at\u00e9 que todos os compromissos tenham sido alcan\u00e7ados&#8221;, afirma <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/alian-a-das-empresas-consumido\/\">nota das empresas<\/a>.<\/p>\n<p>Para o Greenpeace, os principais desafios da morat\u00f3ria neste pr\u00f3ximo ano s\u00e3o: a realiza\u00e7\u00e3o do cadastro e licenciamento ambiental das propriedades rurais &#8211; responsabilidade a ser partilhada pelo setor da soja e pelos governos estaduais e federal; a amplia\u00e7\u00e3o do sistema de monitoramento para incluir mecanismos de rastreabilidade; e assegurar que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE) disponibilize o mapa do bioma Amaz\u00f4nia na escala 1:100.000, para a defini\u00e7\u00e3o das propriedades rurais que est\u00e3o dentro do bioma.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso dar nome aos bois. O cadastramento das propriedades rurais permite identificar quem \u00e9 o respons\u00e1vel pelo desmatamento e separar estes produtores daqueles que acreditam que \u00e9 poss\u00edvel produzir sem desmatar&#8221;, afirma Tatiana de Carvalho, da Campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, o Grupo de Trabalho da Soja <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/monitoramento-comprova-morat\/\">realizou<\/a> o primeiro monitoramento sobre o progresso da morat\u00f3ria e concluiu que a mais recente safra de soja (2007\/2008) n\u00e3o veio de novos desmatamentos na regi\u00e3o. Mas a verifica\u00e7\u00e3o de campo realizada pelo Greenpeace, de dezembro de 2007 a mar\u00e7o de 2008, constatou que, apesar de ainda n\u00e3o terem sido ocupados pela soja, v\u00e1rios destes desmatamentos ocorreram dentro de fazendas produtoras do gr\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00f3xima safra podem come\u00e7ar a aparecer casos de produtores que plantaram soja em \u00e1reas desmatadas ap\u00f3s julho de 2006. O monitoramento dessas \u00e1reas vai resultar em um desafio para a ind\u00fastria: excluir de sua lista de fornecedores aqueles produtores que n\u00e3o respeitaram a morat\u00f3ria, garantindo assim o direito do consumidor de n\u00e3o comprar produtos que causem a destrui\u00e7\u00e3o da floresta. Esta \u00e9 a l\u00f3gica da morat\u00f3ria &#8220;, conclui Tatiana.<\/p>\n<p>Inspirado nesta inciativa, o governo federal, anunciou em Bel\u00e9m na semana passada, o <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/governo-e-ind-stria-do-para-as\/\">Pacto pela Madeira Legal e Sustent\u00e1vel<\/a>.<\/p>\n<h4>Tour Virtual<\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/greenpeace-comunicacao.org.br\/googleearth\/monitoramento_soja.kmz\">Clique aqui<\/a> para ver fotos georreferenciadas do monitoramento feito pelo Greenpeace. Para visualizar as fotos e imagens de sat\u00e9lite da \u00e1rea \u00e9 preciso ter instalado o aplicativo Google Earth. Se voc\u00ea n\u00e3o possui, <a href=\"http:\/\/earth.google.com\/intl\/pt\/\">clique aqui<\/a> para baixar o programa.<\/p>\n<p>O desmatamento das florestas tropicais \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 20 por cento das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa na atmosfera &#8211; mais do que o total emitido por todos os avi\u00f5es, trens e carros do mundo inteiro. No Brasil, o desmatamento, principalmente na Amaz\u00f4nia, corresponde a 75% das emiss\u00f5es brasileiras, colocando o pa\u00eds na inc\u00f4moda posi\u00e7\u00e3o de quarto maior poluidor do clima do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio deste ano, o Grupo de Trabalho da Soja realizou o primeiro monitoramento sobre o progresso da morat\u00f3ria e concluiu que a mais recente safra de soja (2007\/2008) n\u00e3o veio de novos desmatamentos na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":2098,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1358"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1358\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3471,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1358\/revisions\/3471"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2098"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1358"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}