{"id":13804,"date":"2019-12-06T11:00:00","date_gmt":"2019-12-06T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=13804"},"modified":"2021-09-22T15:43:45","modified_gmt":"2021-09-22T18:43:45","slug":"o-dia-que-tive-medo-de-morrer-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-dia-que-tive-medo-de-morrer-no-cerrado\/","title":{"rendered":"O dia que tive medo de morrer no Cerrado"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quando sa\u00ed da cama naquela manh\u00e3 espec\u00edfica, nunca pensei que terminaria o dia sob a mira de um fuzil, em um quarto repleto de mulheres rezando por suas vidas<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/5f74531e-gp0sttdoc_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13805\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/5f74531e-gp0sttdoc_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/5f74531e-gp0sttdoc_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/5f74531e-gp0sttdoc_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/5f74531e-gp0sttdoc_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>\u00c1rea de plantio no Condom\u00ednio Cachoeira do Estrondo. A fazenda \u00e9 um claro exemplo de desmatamento feito para plantio de commodity. Mais de 118 mil hectares foram desmatados desde 2000. ( <a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/C.aspx?VP3=DirectSearch&amp;AID=KWF6MY3EV6E\">\u00a9 Victor Moriyama \/ Greenpeace<\/a> )<\/figcaption><\/figure>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"> <\/h4>\n\n<p>H\u00e1 pouco mais de seis meses estive no oeste da Bahia para uma s\u00e9rie de visitas \u00e0 comunidades geraizeiras da regi\u00e3o. Mas quando sa\u00ed da cama naquela manh\u00e3 espec\u00edfica, nunca pensei que<em> <\/em>terminaria o dia sob a mira de um fuzil, em um quarto repleto de mulheres rezando por suas vidas.\u00a0<br><\/p>\n\n<p>Mas \u00e9 assim que as coisas acontecem por l\u00e1. Especialmente nos dias de hoje: se voc\u00ea mora em uma comunidade de pequenos agricultores no interior do Brasil, no meio de desertos de soja e milho, voc\u00ea precisa estar preparado para nunca voltar para casa.<br><\/p>\n\n<p>O objetivo da viagem era levar a imprensa para conhecer as hist\u00f3rias de comunidades que vem sofrendo enorme press\u00e3o e viol\u00eancia para que saiam das terras em que nasceram, ocupadas por seus ancestrais h\u00e1 mais de 200 anos, para que grandes latifundi\u00e1rios  possam passar suas m\u00e1quinas sobre o que resta de Cerrado na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/31295626-gp0sttdob_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13806\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/31295626-gp0sttdob_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/31295626-gp0sttdob_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/31295626-gp0sttdob_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/31295626-gp0sttdob_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/31295626-gp0sttdob_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Soja sendo colhida em \u00e1rea embargada dentro do Condom\u00ednio Cachoeira do Estrondo. (<a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/C.aspx?VP3=DirectSearch&amp;AID=KWF6MY3EV6E\">\u00a9 Victor Moriyama \/ Greenpeace<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>\nInfelizmente para os moradores das comunidades, no final dos anos 70 um grande empreendimento agr\u00edcola se instalou por l\u00e1, desmatando uma \u00e1rea quase 4 vezes o tamanho da cidade de Nova York. E depois de desmatar grandes \u00e1reas de Cerrado, nos anos 2000, esse empreendimento decidiu que o local habitado por essas pessoas , que \u00e9 muito bem preservado, deveria ser seu. E do dia para a noite a vida para eles se tornou um inferno.&nbsp;<br><\/p>\n\n<p>Naquele dia, lev\u00e1vamos uma equipe de TV alem\u00e3 para&nbsp; ver de perto essa hist\u00f3ria e o rastro de destrui\u00e7\u00e3o deixado pela empresa no Cerrado. A primeira parada foi em uma guarita de seguran\u00e7a, instalada dentro da \u00e1rea assegurada pela Justi\u00e7a \u00e0 comunidade. No in\u00edcio do ano um juiz confirmou uma liminar que garante a posse da \u00e1rea aos comunit\u00e1rios, embora, na pr\u00e1tica, a fazenda ignore a decis\u00e3o, continuando a ocup\u00e1-la.<br><\/p>\n\n<p>Para evitar que os moradores acessem a terra, al\u00e9m da guarita que fica sempre com homens armados, a empresa construiu uma cerca e uma vala. Mas n\u00e3o uma vala qualquer, \u00e9 um buraco com tr\u00eas metros de profundidade que segue em linha por quil\u00f4metros, at\u00e9 se perder de vista. Por l\u00e1 n\u00e3o passam mais nem os moradores da comunidade, os verdadeiros donos da terra,&nbsp; tampouco os bichos do Cerrado. Alguns animais chegam a morrer tentando.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/1e3c10e5-gp0sttejp_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13807\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/1e3c10e5-gp0sttejp_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/1e3c10e5-gp0sttejp_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/1e3c10e5-gp0sttejp_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/1e3c10e5-gp0sttejp_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption> Moradora observa trincheiras constru\u00eddas pelo Agroneg\u00f3cio Condom\u00ednio Estrondo para impedir o acesso de moradores da comunidade Cachoeira, localizada no oeste da Bahia. A \u00e1rea est\u00e1 em disputa judicial, e sua posse \u00e9 atualmente garantida pela justi\u00e7a \u00e0 comunidade. (<a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/C.aspx?VP3=DirectSearch&amp;AID=KWF6MY6DCW6\">\u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>As coisas come\u00e7aram a dar errado quando retornamos para a comunidade e uma picape branca desconhecida chegou ao local. Dela sa\u00edram quatro homens vestidos de bege, com fuzis em punho, por\u00e9m sem qualquer outra identifica\u00e7\u00e3o. \u201cEles est\u00e3o armados! Meninas, v\u00e3o para minha casa\u201d, disse desesperada a moradora local que nos recebia. N\u00e3o era a primeira vez que ela passava por isso.<br><\/p>\n\n<p>Nos esquivamos entre a planta\u00e7\u00e3o de mandioca e nos reunimos em um dos quartos de sua casa, torcendo para que fosse um engano, mas sem saber ao certo do que se tratava. Enquanto algumas de n\u00f3s choravam e outras rezavam, pensei que seria uma pena se eu morresse ali. Gostaria de ter feito algumas liga\u00e7\u00f5es antes, ter dito \u201cobrigada\u201d aos meus pais. Dessas coisas que voc\u00ea pensa na imin\u00eancia do perigo.&nbsp;<br><\/p>\n\n<p>Foi quando ouvimos os murros na porta, \u201csaiam com as m\u00e3os para cima, aqui \u00e9 a polic\u00eda\u201d. Abrimos e a casa foi invadida, fomos obrigadas a levantar as camisas, para mostrar que n\u00e3o est\u00e1vamos armadas.<br><\/p>\n\n<p>Do lado de fora os homens j\u00e1 estavam reunidos e come\u00e7ara a sess\u00e3o de intimida\u00e7\u00e3o. \u201cA gente veio aqui porque recebemos uma den\u00fancia e precisamos entrar na sua casa para averiguar\u201d.<br><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/78512619-gp0sttjfw_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13808\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/78512619-gp0sttjfw_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/78512619-gp0sttjfw_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/78512619-gp0sttjfw_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/78512619-gp0sttjfw_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Homens armados e sem identifica\u00e7\u00e3o chegando \u00e0 comunidade, em maio de 2019 (<a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/C.aspx?VP3=DirectSearch&amp;AID=\">\u00a9 ARD WELTSPIEGEL<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Muitas coisas n\u00e3o faziam sentido: n\u00e3o havia mandado judicial para entrar na casa, os policiais n\u00e3o estavam uniformizados, nem usavam a identifica\u00e7\u00e3o em seu colete \u00e0 prova de balas. Os armamentos, entretanto, eram bem reais. Fuzis t\u00e3o grandes quanto os usados em ambientes de guerra.&nbsp;<br><\/p>\n\n<p>Os homens permaneceram l\u00e1 por cerca de duas horas, sempre com as armas em punho e pressionando os moradores para entrar nas resid\u00eancias sem mandado judicial.<\/p>\n\n<p>Quando o sol estava perto de se esconder no horizonte, e vendo que a imprensa havia registrado toda a a\u00e7\u00e3o, eles decidiram ir embora, n\u00e3o sem antes dizer que aquilo n\u00e3o acabaria assim. Eles voltariam.<br><\/p>\n\n<p>Est\u00e1vamos todos apavorados, n\u00e3o apenas por n\u00f3s, mas por aquelas pessoas que ficariam ali. Quando ser\u00e1 o \u201cdepois\u201d? Ser\u00e1 que eles voltariam durante a noite? O que teria acontecido se n\u00e3o estivessemos al\u00ed? Eu estava em estado de choque, mas imagine o que aquelas pessoas estavam sentindo.&nbsp; \u00c9 dif\u00edcil conceber que pessoas s\u00e3o submetidas a isso, aquilo n\u00e3o era normal. Mas esse \u00e9 o novo \u201cnormal\u201d para essas comunidades e essa \u00e9 uma realidade dura que temos que lidar.&nbsp;<br><\/p>\n\n<p>\u201cN\u00e3o se preocupem, isso j\u00e1 vem acontecendo h\u00e1 muito tempo, j\u00e1 passamos por isso muitas vezes. Mas agora pelo menos voc\u00eas est\u00e3o aqui para contar a nossa hist\u00f3ria\u201d. E nessa hora todo mundo \u201cmorreu\u201d um pouco por dentro. \u00c9 isso? O m\u00e1ximo que podemos fazer contra esse \u201csistema\u201d \u00e9 contar essa hist\u00f3ria?<br><\/p>\n\n<p>O respeito aos direitos humanos e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental est\u00e3o profundamente conectados. Os povos ind\u00edgenas, as comunidades tradicionais e os que est\u00e3o na linha de frente dessa \u201cexpans\u00e3o a qualquer custo\u201d s\u00e3o os mais afetados pela gan\u00e2ncia das empresas, muitas vezes sendo torturados e at\u00e9 assassinados. A soja produzida pela Estrondo, \u00e0s custas da liberdade e dos meios de subsist\u00eancia das comunidade geraizeiras, \u00e9 vendida a comerciantes como Cargill e Bunge e depois enviada para todo o mundo, para se tornar ra\u00e7\u00e3o para vacas, galinhas e porcos. Empresas de fast food como McDonald&#8217;s, KFC e Burger King compram soja desses comerciantes.<br><\/p>\n\n<p>N\u00e3o podemos permitir que essas empresas continuem fechando os olhos&nbsp; e ganhando milh\u00f5es, enquanto comunidades inteiras est\u00e3o sendo impactadas, sob constante amea\u00e7a e tendo seus direitos violados. O mundo precisa saber que existem pessoas que arriscam suas pr\u00f3prias vidas para proteger a terra, um rio, o planeta. \u00c9 preciso mudar agora, antes que seja tarde demais para eles e para todos n\u00f3s.&nbsp;<\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><em>*O autor do texto presenciou o epis\u00f3dio de intimida\u00e7\u00e3o descrito, ocorrido em maio de 2019, em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia. A narra\u00e7\u00e3o corresponde a sua experi\u00eancia pessoal sobre o ocorrido. Mantivemos o artigo an\u00f4nimo para preservar a seguran\u00e7a do autor.&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando sa\u00ed da cama naquela manh\u00e3 espec\u00edfica, nunca pensei que terminaria o dia sob a mira de um fuzil, em um quarto repleto de mulheres rezando por suas vidas<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":13808,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-13804","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13804"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13804\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33961,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13804\/revisions\/33961"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13804"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=13804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}