{"id":14071,"date":"2019-12-16T11:45:00","date_gmt":"2019-12-16T14:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=14071"},"modified":"2023-08-23T00:05:04","modified_gmt":"2023-08-23T03:05:04","slug":"o-que-meus-olhos-e-meu-coracao-viram-sobre-o-oleo-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-meus-olhos-e-meu-coracao-viram-sobre-o-oleo-no-nordeste\/","title":{"rendered":"O que meus olhos e meu cora\u00e7\u00e3o viram sobre o \u00f3leo no Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O relato de nossa ativista que foi a Pernambuco&nbsp; limpar o \u00f3leo das mentes e dos cora\u00e7\u00f5es das pessoas. <\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14088\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/12\/b7598b99-em-busca-das-histo\u0301rias-dos-mais-impactados-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Em nossa expedi\u00e7\u00e3o, conhecemos her\u00f3is que atuaram como volunt\u00e1rios e sujaram suas m\u00e3os para limpar o para\u00edso em que moram. Foto: \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O despertador toca e pulo da cama com uma lista mental de coisas que preciso levar para a expedi\u00e7\u00e3o que faremos em Pernambuco. \u00c9 hora de arrumar a mala, pegar os equipamentos e partir para conhecer a realidade deixada pelo maior desastre ambiental em extens\u00e3o do Brasil:&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/diante-da-inacao-do-governo-populacao-limpa-praias-do-nordeste\/\">o derramamento de \u00f3leo que atingiu nossa costa<\/a>.<\/p>\n\n<p>O Greenpeace montou uma expedi\u00e7\u00e3o por v\u00e1rias cidades de Pernambuco e Bahia e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/oleo-no-nordeste-chega-ao-fim-a-primeira-etapa-da-expedicao-na-costa-dos-corais\/\">em mar, para fazer alguns mergulhos explorat\u00f3rios<\/a> e conhecer os impactos que o \u00f3leo deixou nos recifes. Fomos conhecer a opini\u00e3o de pesquisadores, e, principalmente, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/vergonha-nao-e-vender-o-marisco-aqui-vergonha-e-o-que-aconteceu\/\">para ouvir as necessidades do povo nordestino<\/a>, que sempre tem a oferecer um abra\u00e7o caloroso e um sorriso largo.<\/p>\n\n<p>Chego ao aeroporto de Recife e pegamos\u2026 estrada! Sim, estrada. Esta \u00e9 uma palavra-chave para n\u00f3s que trabalhamos com a busca de informa\u00e7\u00f5es qualitativas e da verdade. \u00c9 necess\u00e1rio caminhar estado adentro para encontrar as hist\u00f3rias, ver a vida das pessoas em vulnerabilidade social, que s\u00e3o, obviamente, as mais impactadas e as menos ouvidas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Visitamos a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/pescadores-estao-desistindo-de-pescar-pela-falta-de-compradores\/\">Col\u00f4nia de Pescadores Z09 de S\u00e3o Jos\u00e9 da Coroa Grande<\/a>;&nbsp; o bairro de Abreu do Una; a Col\u00f4nia de Pesca Z07, no Rio Formoso; fizemos um mergulho explorat\u00f3rio com os profissionais do Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha no Nordeste (CEPENE), no munic\u00edpio de Tamandar\u00e9, o quilombo de Engenho Siqueira, no Rio Formoso, entre diversos outros lugares.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Ouvimos muita coisa. Hist\u00f3rias de uma popula\u00e7\u00e3o que sofreu por n\u00e3o conseguir trabalhar, j\u00e1 que a maioria s\u00e3o pescadores e marisqueiras, e que &#8211; devido a falta de informa\u00e7\u00e3o sobre a contamina\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o dos peixes &#8211; perderam quase 90% de seus clientes.<\/p>\n\n<p>Conhecemos her\u00f3is que atuaram como <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/mulheres-limpam-sozinhas-os-mangues-do-qual-dependem-para-sobreviver\/\">volunt\u00e1rios e sujaram suas m\u00e3os para limpar o para\u00edso em que moram.<\/a> Nenhum deles pensou se corria algum risco na hora. A ordem era limpar tudo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para evitar mais males. Vimos as panelas vazias, os freezers cheios de peixe que n\u00e3o conseguiam ser vendidos e toda problem\u00e1tica que esta regi\u00e3o vivenciou.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Muitas vezes, sinto que falar de quest\u00f5es ambientais parece um papo cabe\u00e7a. Apenas para letrados preocupados com o nosso amanh\u00e3. Definitivamente, se voc\u00ea pensa assim, lhe digo: n\u00e3o \u00e9. O meio ambiente fala sobre quem somos hoje. Sobre nossa atual qualidade de vida, que envolve aspectos b\u00e1sicos sobre alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. E, obviamente, sobre a possibilidade de vida das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Voltei para casa com a certeza que precisamos falar sobre o que \u00e9 ser ativista no Brasil. Porque essas pessoas n\u00e3o s\u00e3o ecoterroristas ou baderneiras, como muitos pensam. N\u00f3s lutamos por voc\u00ea. Mas, n\u00e3o com armas em punho. Nossas armas s\u00e3o nossos talentos, habilidades, estrat\u00e9gia de trabalho e amor enorme ao meio ambiente e ao ser humano.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Ao chegar em casa, sou abra\u00e7ada pelo meu filho que pergunta: \u201cSalvou as baleias, mam\u00e3eeee?\u201d. N\u00e3o, filho. Desta vez, fui ajudar a limpar o \u00f3leo das mentes e dos cora\u00e7\u00f5es das pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>O que o Greenpeace fez para ajudar a resolver a situa\u00e7\u00e3o do derramamento de \u00f3leo?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Centenas de <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/voluntarios-do-greenpeace-visitam-praias-impactadas-pelas-manchas-de-oleo\/\">volunt\u00e1rios trabalharam localmente<\/a> em diversas regi\u00f5es do Pa\u00eds, principalmente, no Nordeste;&nbsp;<\/li><li>Duas expedi\u00e7\u00e3o de campo, uma em Pernambuco e outra na Bahia, para documentar os impactos do petr\u00f3leo nas praias e manguezais e conversar com as popula\u00e7\u00f5es locais que foram afetadas;<\/li><li>Fornecemos materiais que respondiam perguntas sobre petr\u00f3leo, seus impactos, como agir se voc\u00ea encontrasse petr\u00f3leo ou animais contaminados, entre outras quest\u00f5es;<\/li><li>Montamos duas bases de opera\u00e7\u00f5es, uma no estado da Bahia, outra no estado de Pernambuco com nossos volunt\u00e1rios e funcion\u00e1rios;<\/li><li><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/greenpeace-realiza-sobrevoo-em-abrolhos\/\">Fizemos um sobrevoo <\/a>no Parque Nacional Marinho de Abrolhos para monitorar poss\u00edveis manchas de \u00f3leo;<\/li><li>Denunciamos a contamina\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios que combateram o petr\u00f3leo;<\/li><li>Fizemos um ato pac\u00edfico <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/das-queimadas-ao-oleo-protestamos-contra-a-destruicao-ambiental-do-governo-bolsonaro\/\">em frente ao gabinete do presidente<\/a> para solicitar que o Governo tomasse atitudes urgentes para resolver a quest\u00e3o;<\/li><li>Compramos centenas de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, tais como luvas, botas, entre outros, para que os volunt\u00e1rios pudessem fazer seu trabalho de limpeza nas praias com seguran\u00e7a;<\/li><li>Tivemos 15 mergulhos de monitoramento, com 340 km de navega\u00e7\u00e3o;<\/li><li>Coletamos amostragem de \u00e1gua, sedimentos e \u00f3leo que foram levados para an\u00e1lise;<\/li><li>Produzimos dezenas de mat\u00e9rias que foram usados para esclarecer d\u00favidas da popula\u00e7\u00e3o e divulgar o assunto de forma nacional e internacional.<\/li><\/ul>\n\n<p><strong>Escrito por Vanusa Costa&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p><em>Vanusa \u00e9 uma jornalista apaixonada por escrever hist\u00f3rias de pessoas reais. Seu objetivo \u00e9 fazer com que as pessoas entendam como a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente afeta a vida da popula\u00e7\u00e3o podendo, at\u00e9 mesmo, inviabilizar futuras gera\u00e7\u00f5es. <br><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O relato de nossa ativista que foi a Pernambuco\u00a0 limpar o \u00f3leo das mentes e dos cora\u00e7\u00f5es das pessoas. 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