{"id":1429,"date":"2017-04-19T16:30:00","date_gmt":"2017-04-19T16:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-doce-impactos-da-lama-no-corpo-e-na-alma-do-povo-krenak\/"},"modified":"2025-07-02T04:37:29","modified_gmt":"2025-07-02T07:37:29","slug":"rio-doce-impactos-da-lama-no-corpo-e-na-alma-do-povo-krenak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-doce-impactos-da-lama-no-corpo-e-na-alma-do-povo-krenak\/","title":{"rendered":"Rio Doce: impactos da lama no corpo e na alma do povo Krenak"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<div>\n<h4><em><span id=\"docs-internal-guid-489dbfc6-7cc3-fde0-5e5c-c78a6bf1e7f0\">Estudo realizado pela UFMG mapeia viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos e impactos no modo de vida sofridos pela comunidade ind\u00edgena em fun\u00e7\u00e3o do rompimento da barragem da Samarco; o caso ser\u00e1 denunciado \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos<\/span><\/em><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/krenak-rio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/krenak-rio.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Vivendo pr\u00f3ximo \u00e0s margens do Rio Doce, os \u00edndios Krenak est\u00e3o entre os mais prejudicados pela trag\u00e9dia.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Se agricultores, pescadores e mesmo a popula\u00e7\u00e3o urbana ainda sofrem com a destrui\u00e7\u00e3o da Bacia do Rio Doce, causada pela mineradora Samarco, quais os danos humanos e para o modo de vida de comunidades que possu\u00edam uma rela\u00e7\u00e3o at\u00e9 espiritual com o rio?<\/p>\n<p>Foi o que os pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) procuraram investigar junto ao povo Krenak, que vive \u00e0s margens do Rio Doce. Embora o estudo n\u00e3o pretenda quantificar as perdas sofridas pela popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade de se mensurar alguns tipos de danos, como valores \u00e9tnicos e culturais, os pesquisadores mapearam ao menos 14 viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos.<\/p>\n<p>No estudo &#8220;<a href=\"http:\/\/act.gp\/2oi4PFG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><em>Direito das popula\u00e7\u00f5es afetadas pela barragem de Fund\u00e3o: povo Krenak<\/em><\/strong><\/a>&#8220;, realizado pela Cl\u00ednica de Direitos Humanos da Divis\u00e3o de Assist\u00eancia Judici\u00e1ria da Universidade Federal de Minas Gerais, os pesquisadores apontam tanto viola\u00e7\u00f5es a direitos relacionados aos impactos socioambientais e econ\u00f4micos at\u00e9 ao direito \u00e0 propriedade ancestral dos povos ind\u00edgenas e o direito \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o do sentimento religioso e o pr\u00f3prio direito ao acesso \u00e0 justi\u00e7a, que vem sendo negligenciado.<\/p>\n<p>Diante disso, a situa\u00e7\u00e3o dos Krenak ser\u00e1 levada \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos. Em audi\u00eancia j\u00e1 aceita, a ser realizada entre 22 e 26 de maio, em Buenos Aires, na Argentina, o Estado brasileiro ser\u00e1 denunciado por sua responsabilidade nessas viola\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_1437\" style=\"width: 348px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1437\" class=\"wp-image-1437 \" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-21JPG.jpg\" alt=\"Pesquisadores conversam com o povo Krenak.\" width=\"338\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-21JPG.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-21JPG-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-21JPG-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-21JPG-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><p id=\"caption-attachment-1437\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores da UFMG realizaram tr\u00eas visitas para escutar a comunidade e coletar dados.<\/p><\/div>\n<p>O desastre proferido pela empresa Samarco, que \u00e9 controlada pela Vale e a australiana BHP Billiton, inviabilizou o uso do Rio Doce pelos Krenak. Conhecidos tamb\u00e9m por Aimor\u00e9s, s\u00e3o os \u00faltimos Botocudos do Leste, denomina\u00e7\u00e3o dada pelos portugueses no final do s\u00e9culo XVIII aos grupos que usavam botoques auriculares e labiais. Vivem hoje numa reserva de quatro mil hectares, nas margens do Rio Doce entre as cidades de Resplendor e Conselheiro Pena, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>A comunidade ind\u00edgena tinha no rio sua principal fonte de \u00e1gua para consumo humano e animal, pesca e, principalmente, seu elemento sagrado. \u201cO Uat\u00fa, como \u00e9 chamado na l\u00edngua Krenak, \u00e9 elemento essencial da identidade coletiva do povo, uma forma de elo entre o passado, o presente e o futuro\u201d, aponta o estudo, que \u00e9 fruto da parceria entre o <a href=\"http:\/\/www.riodegente.org.br\/\">projeto Rio de Gente<\/a> e o Greenpeace.<\/p>\n<p>\u201cPara muita gente era s\u00f3 uma \u00e1gua que corria ali, mas para o meu povo era um borum, era um Krenak, um irm\u00e3o que tomava conta da nossa sa\u00fade, da nossa religi\u00e3o, da nossa cultura. E essa empresa maldita que \u00e9 a Vale acabou o matando. O que mais me deixa triste \u00e9 que meu povo, ao longo de muitos anos, vinha alertando a sociedade sobre as maldades que estavam sendo cometidas em nosso rio, o Uat\u00fa, mas ningu\u00e9m nos ouviu\u201d, desabafa Shirley Krenak, uma das lideran\u00e7as da comunidade.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/familia-krenak.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl06_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/familia-krenak.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A fam\u00edlia de Dalva Luisa Viana, do povo ind\u00edgena Krenak, que perdeu a \u00fanica fonte de \u00e1gua que tinham dispon\u00edvel e um rio sagrado para sua cultura.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Na realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa, foram feitas tr\u00eas visitas \u00e0 comunidade com objetivo de abrir di\u00e1logo, coletar dados e avaliar os danos para al\u00e9m da esfera socioambiental e econ\u00f4mica, \u00a0considerando, sobretudo, os preju\u00edzos culturais e espirituais, para que, a partir dos resultados, se busque formas de repara\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o. \u201cOs danos espirituais s\u00e3o irrepar\u00e1veis, por\u00e9m temos tentado construir e consolidar a mem\u00f3ria coletiva em rela\u00e7\u00e3o ao rio para que essa espiritualidade possa ser reconstru\u00edda a cada dia. O rio est\u00e1 morto, mas os Krenak n\u00e3o aceitam que falem que a cultura ou a l\u00edngua deles morreram, pois s\u00e3o um povo de resist\u00eancia, de luta\u201d, diz a coordenadora do estudo, Let\u00edcia Soares Peixoto Aleixo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Clique na imagem para baixar o estudo:<\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/act.gp\/2oi4PFG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/135222_240564.jpg\" alt=\"\" width=\"105\" height=\"150\" \/><\/a><\/p>\n<h4><strong>Influ\u00eancia danosa<\/strong><\/h4>\n<div id=\"attachment_1439\" style=\"width: 328px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1439\" class=\"wp-image-1439 \" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-128JPG.jpg\" alt=\"Garrafas de pl\u00e1stico distribu\u00eddas pela Samarco.\" width=\"318\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-128JPG.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-128JPG-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-128JPG-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Krenak-CdH-fev2016-128JPG-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><p id=\"caption-attachment-1439\" class=\"wp-caption-text\">As garrafas pl\u00e1sticas de \u00e1gua distribu\u00eddas pela Samarco t\u00eam sido um problema para a aldeia, que n\u00e3o tem coleta de lixo.<\/p><\/div>\n<p>O estudo aponta ainda que at\u00e9 mesmo o acordo emergencial celebrado entre a comunidade Krenak e a Vale para o abastecimento da comunidade com \u00e1gua pot\u00e1vel e n\u00e3o pot\u00e1vel tem produzido efeitos danosos ao modo de vida coletivo deles, a ponto de a presen\u00e7a cotidiana da empresa no territ\u00f3rio ind\u00edgena se tornar uma amea\u00e7a \u00e0 coes\u00e3o social da comunidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da (des)informa\u00e7\u00e3o levada pela empresa aos atingidos, observa-se uma expans\u00e3o vertiginosa de cercas na terra ind\u00edgena. \u201cAlguns membros das comunidades relataram que esse aumento se deveu especialmente \u00e0s brigas entre vizinhos em raz\u00e3o do ac\u00famulo de lixo e garrafas PET de \u00e1gua mineral vazias. Narraram que na aldeia n\u00e3o passa caminh\u00e3o [de lixo] e antes n\u00e3o tinha tanto [lixo]. Alguns lamentaram o aumento das cercas, dizendo que antes \u201cn\u00e3o tinha o meu e o seu, tudo era de todo mundo\u201d, escreveram os pesquisadores.<\/p>\n<p><strong>Um longa luta distante do fim<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Let\u00edcia, passado um ano da trag\u00e9dia, as empresas Samarco e suas controladoras Vale e a australiana BHP Billiton n\u00e3o se movimentaram muito, e a justi\u00e7a \u00e9 lenta. Por isso, a Cl\u00ednica de Direitos Humanos tamb\u00e9m est\u00e1 prestando assist\u00eancia judici\u00e1ria e buscando sensibilizar operadores do Direito \u00e0 causa dessa etnia. \u201cEstamos tentando outras alternativas, como mesas de negocia\u00e7\u00e3o, acordos paralelos, interven\u00e7\u00f5es em projetos de lei, produ\u00e7\u00e3o de notas t\u00e9cnicas e at\u00e9 o acionamento de inst\u00e2ncias internacionais, como foi o caso da Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos\u201d, conta Let\u00edcia.<\/p>\n<p>Na Comiss\u00e3o, ser\u00e1 entregue uma \u201cPeti\u00e7\u00e3o Inicial\u201d produzida a partir do estudo, que re\u00fane todas as viola\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de direitos sofridas pelo povo Krenak. Os problemas da comunidade com a minera\u00e7\u00e3o remontam \u00e0 luta dessa popula\u00e7\u00e3o pela demarca\u00e7\u00e3o de suas terras, pois a Vale possui uma linha f\u00e9rrea que cruza as terras ind\u00edgenas e as separam \u2013 a Ferrovia Vit\u00f3ria-Minas.<\/p>\n<p>Foi uma luta para que os Krenaks tivessem seu territ\u00f3rio demarcado, ap\u00f3s sofrerem genoc\u00eddio do colonizador e, posteriormente, agress\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas na ditadura militar brasileira, passando pela constru\u00e7\u00e3o da usina hidrel\u00e9trica de Aimor\u00e9s at\u00e9 o rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em 2015.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 responsabilizar o estado brasileiro por essas viola\u00e7\u00f5es para que ele, enfim, pressione a Samarco e Vale a repararem o crime que cometeram na Bacia do Rio Doce.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/ferrovia-krenak.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl10_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/ferrovia-krenak.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A ferrovia Vit\u00f3ria-Minas, da Vale, cruza o territ\u00f3rio dos Krenaks<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cAprendi a nadar com o meu pai, no Rio Doce. Hoje, resta aos meus filhos nadar numa caixa d\u2019\u00e1gua. Mas essa empresa n\u00e3o vai acabar com meu povo n\u00e3o. Conforme o tempo passa, nos tornamos mais resistentes\u201d, diz Shirley Krenak.<\/p>\n<p>De acordo com a coordenadora da Campanha de \u00c1gua do Greenpeace, Fabiana Alves, \u201co estado de Minas Gerais est\u00e1 t\u00e3o dependente de mineradoras e omisso nessa situa\u00e7\u00e3o, que a alternativa \u00e9 pression\u00e1-lo para n\u00e3o permitir que a gan\u00e2ncia pelo lucro continue violando os direitos de povos ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Enquanto isso, no Congresso brasileiro<\/strong><\/h4>\n<p>Tramitam diversas proposi\u00e7\u00f5es que objetivam enfraquecer as legisla\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ambiental no pa\u00eds. Dentre as mais graves, est\u00e1 a tentativa de flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse n\u00e3o \u00e9 tornar o processo mais efetivo e respons\u00e1vel, apenas mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Caso a lei seja mudada para pior, como querem nossos deputados e senadores e boa parte do governo, todos n\u00f3s estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, como os Krenak, e alimentando a possibilidade de ocorr\u00eancia de novos desastres ambientais, como foi o da Bacia do Rio Doce. O maior desastre socioambiental brasileiro deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperan\u00e7as e a vida de centenas de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Do ponto de vista econ\u00f4mico, o enfraquecimento do licenciamento tamb\u00e9m poder\u00e1 trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o n\u00famero de contesta\u00e7\u00f5es legais contra empreendimentos, diminuindo a seguran\u00e7a jur\u00eddica para investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado pela UFMG mapeia viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos e impactos no modo de vida sofridos pela comunidade ind\u00edgena em fun\u00e7\u00e3o do rompimento da barragem da Samarco; o caso ser\u00e1 denunciado \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1430,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1429","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1429"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58800,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1429\/revisions\/58800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1429"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}