{"id":1453,"date":"2015-03-11T00:00:00","date_gmt":"2015-03-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/uma-licao-de-fukushima\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:27","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:27","slug":"uma-licao-de-fukushima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/uma-licao-de-fukushima\/","title":{"rendered":"Uma li\u00e7\u00e3o de Fukushima"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Ap\u00f3s quatro anos do maior acidente nuclear desde Chernobyl, o Jap\u00e3o e o mundo devem investir em um futuro limpo e seguro sem o uso de energia nuclear<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box small-box left\">\n<div class=\"frame\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/20140910-_MG_2738.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail alignright\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/20140910-_MG_2738.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"212\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"events-content hidden-paragraph\"><strong><span class=\"date\">Quarta-feira, 11 de mar\u00e7o de 2015<\/span><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 quatro anos, um dos mais graves acidentes nucleares do mundo aconteceu. Um tsunami provocado por um terremoto atingiu a costa do Jap\u00e3o e quatro reatores nucleares da usina de Fukushima Daiichi. Ar e \u00e1gua contaminados com radia\u00e7\u00e3o foram liberados para o ambiente. O desastre ainda est\u00e1 presente na vida de muitas pessoas \u2013 hoje, existem mais de 120 mil refugiados \u2013 e os impactos ambientais tamb\u00e9m permanecem mesmo com esfor\u00e7os de descontamina\u00e7\u00e3o por parte do governo japon\u00eas. Toneladas de \u00e1gua extremamente radioativa continuam a ser lan\u00e7adas ao mar todos os dias.<\/p>\n<p>Apesar de todos estes problemas, o governo japon\u00eas quer retomar o uso de energia nuclear. O primeiro ministro Abe tem afirmado que usar energia nuclear \u00e9 necess\u00e1rio para que o pa\u00eds consiga alcan\u00e7ar suas metas de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. No entanto, investir em energia nuclear visando evitar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas significa amea\u00e7ar o futuro do planeta e das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E o qu\u00e3o \u201csegura\u201d e \u201climpa\u201d \u00e9 esta fonte de energia? Se formos acreditar nos defensores da energia nuclear, ela \u00e9 bastante segura. Acidentes catastr\u00f3ficos \u2013 como o de Fukushima \u2013 aconteceriam apenas uma vez a cada 250 anos. N\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios cientistas para dizer que o mundo teve muito mais do que um acidente nos \u00faltimos 70 anos. Fukushima, Chernobyl e o acidente de Three Mile Island e Fermi 1, ambos nos Estados Unidos, provam o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Infelizmente, a ind\u00fastria continua usando o argumento da \u201cseguran\u00e7a\u201d para defender o uso da energia nuclear. Ao mesmo tempo em que enfraquece os padr\u00f5es de seguran\u00e7a para que reatores mais velhos possam continuar em opera\u00e7\u00e3o. O envelhecimento das usinas aumenta os riscos de acidentes \u00e1 que os componentes se degradam com o tempo.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio aceitar esta tecnologia ultrapassada e perigosa para se ter acesso a eletricidade, nem para se alcan\u00e7ar metas de redu\u00e7\u00e3o de carbono. O pr\u00f3prio Jap\u00e3o p\u00f3s-Fukushima est\u00e1 h\u00e1 quase 18 meses com todos seus reatores desligados e n\u00e3o teve nenhum apag\u00e3o como conseq\u00fc\u00eancia dessa decis\u00e3o. Al\u00e9m disso, se tornou o segundo maior mercado para energia solar no mundo e implementou medidas de efici\u00eancia energ\u00e9tica como, por exemplo, a troca de todas as l\u00e2mpadas do pa\u00eds que devem gerar uma economia de 9% de toda a eletricidade consumida.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses, como a Alemanha, tamb\u00e9m aprenderam a li\u00e7\u00e3o. Com um plano de transi\u00e7\u00e3o, a expectativa \u00e9 de que at\u00e9 2022 todas as usinas nucleares alem\u00e3s estejam desligadas. \u201cEnquanto isso, o Brasil segue na contram\u00e3o, indicando que finalizar\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de Angra 3 segundo o mais recente Plano Decenal de Energia\u201d, diz Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>Obra bilion\u00e1ria prevista para 2012 cujo custo mais do que dobrou \u2013 saltou de R$7 bi para R$14,9 bi \u2013 Angra 3 tem previs\u00e3o de entrega para apenas depois de 2018. Com o que foi investido em Angra 1 e Angra 2, US$ 12 bilh\u00f5es, na \u00e9poca, para instalar 2 GW seria poss\u00edvel, hoje, instalar cinco vezes mais de energia e\u00f3lica.<\/p>\n<p>O Brasil precisa seguir o caminho da modernidade e investir em recursos que possui em abund\u00e2ncia como sol e vento. As duas fontes, limpas e renov\u00e1veis, seriam capazes de abastecer todo o pa\u00eds sem a amea\u00e7a de grandes acidentes. \u201c\u00c9 dif\u00edcil de acreditar que um dos pa\u00edses com maior irradia\u00e7\u00e3o solar e potencial e\u00f3lico do mundo siga investindo em energias sujar, caras e, no caso da nuclear, perigosa\u201d, conclui Almeida.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s quatro anos do maior acidente nuclear desde Chernobyl, o Jap\u00e3o e o mundo devem investir em um futuro limpo e seguro sem o uso de energia nuclear.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1455,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[7],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-energia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1453"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3419,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1453\/revisions\/3419"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1453"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}