{"id":14945,"date":"2020-02-27T17:12:36","date_gmt":"2020-02-27T20:12:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=14945"},"modified":"2024-04-01T12:52:45","modified_gmt":"2024-04-01T15:52:45","slug":"otimas-noticias-para-o-clima-pessimas-para-a-industria-do-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/otimas-noticias-para-o-clima-pessimas-para-a-industria-do-petroleo\/","title":{"rendered":"\u00d3timas not\u00edcias para o Clima! P\u00e9ssimas para a ind\u00fastria do petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Tr\u00eas petroleiras s\u00e3o for\u00e7adas a recuar em planos de explora\u00e7\u00e3o. E o que \u00e9 ruim para uma empresa de petr\u00f3leo \u00e9 bom para o Clima e para o futuro da vida no planeta.<br><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/83443fcd-gp0stttri-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14951\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/83443fcd-gp0stttri-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/83443fcd-gp0stttri-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/83443fcd-gp0stttri-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/83443fcd-gp0stttri-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/83443fcd-gp0stttri.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> Ativistas com cartazes do lado de fora do escrit\u00f3rio da empresa petrol\u00edfera austr\u00edaca OMV, em Wellington, Nova Zel\u00e2ndia, em 2019. \u00a9 Marty Melville \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A seguir, os tr\u00eas fatos que encaramos como vit\u00f3rias para o Clima.<\/p>\n\n<p><strong>1. OMV falha em encontrar petr\u00f3leo na Nova Zel\u00e2ndia<\/strong><\/p>\n\n<p>Na semana passada, a petroleira austr\u00edaca OMV anunciou que n\u00e3o encontrou reservas comercializ\u00e1veis de petr\u00f3leo na Nova Zel\u00e2ndia; um golpe maci\u00e7o \u2013 e bem-vindo \u2013 que eliminou o futuro da ind\u00fastria de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em 2018, a Nova Zel\u00e2ndia havia proibido todas as novas licen\u00e7as de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo <em>offshore<\/em> (no mar), o que n\u00e3o impediu a OMV de prosseguir com seu plano de explora\u00e7\u00e3o na <em>Great South Basin <\/em>(Grande Bacia do Sul), uma regi\u00e3o de alta sensibilidade e import\u00e2ncia para a biodiversidade marinha.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Depois que as empresas Shell, Equinor e Chevron abandonaram suas licen\u00e7as de perfura\u00e7\u00e3o na Nova Zel\u00e2ndia, a OMV era a \u00faltima grande petroleira com planos para a \u00e1rea.<\/p>\n\n<p>O Greenpeace vinha trabalhando por isso, inclusive com a\u00e7\u00f5es pac\u00edficas contra a empresa.  Em agosto de ano 2019, em uma das a\u00e7\u00f5es, os ativistas do Greenpeace na Nova Zel\u00e2ndia escalaram a sede da OMV, onde ficaram por 10 horas e fizeram um chamado aos neozelandeses para participarem de uma mobiliza\u00e7\u00e3o em massa no mesmo local. A chamada foi respondida por mais de 100 pessoas que, juntas, entregaram uma peti\u00e7\u00e3o \u00e0 petrol\u00edfera. <\/p>\n\n<p>A descoberta de um po\u00e7o seco que, consequentemente, demoliu as esperan\u00e7as da OMV de perfurar mais petr\u00f3leo \u00e9 uma comemora\u00e7\u00e3o conjunta com aliados como povos ind\u00edgenas, movimentos pelo clima e centenas de milhares de pessoas que continuam se opondo \u00e0 perfura\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto-mar. <\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/003e47db-gp0sttyq9-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14952\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/003e47db-gp0sttyq9-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/003e47db-gp0sttyq9-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/003e47db-gp0sttyq9-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/003e47db-gp0sttyq9-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/003e47db-gp0sttyq9.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> Mina de areias betuminosas pr\u00f3xima a Fort McMurray, Alberta, no Canad\u00e1.  <br>\u00a9 Ian Willms \/ Greenpeace <\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>2. A Teck, empresa canadense de combust\u00edveis f\u00f3sseis, tamb\u00e9m recua<\/strong><\/p>\n\n<p>Nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, a Teck Resources, uma empresa canadense de energia e minera\u00e7\u00e3o, retirou seu pedido para construir o que poderia ter sido a maior mina de areias betuminosas de todos os tempos. Essas areias s\u00e3o como uma esp\u00e9cie de petr\u00f3leo em estado semiss\u00f3lido e a explora\u00e7\u00e3o do material \u00e9 respons\u00e1vel por emiss\u00f5es significativas de gases que intensificam o aquecimento global, al\u00e9m de causar destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n\n<p>Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma grande vit\u00f3ria para o Clima e para as comunidades ind\u00edgenas cujos <strong>direitos culturais, de ca\u00e7a e outros estariam amea\u00e7ados pelo impacto ambiental da mina<\/strong>. A vit\u00f3ria vem como resultado de uma campanha feita principalmente por&nbsp;l\u00edderes locais da luta em defesa das terras ind\u00edgenas. <br><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/4b070949-gp0stqv1s-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14953\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/4b070949-gp0stqv1s-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/4b070949-gp0stqv1s-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/4b070949-gp0stqv1s-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/4b070949-gp0stqv1s-510x286.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/02\/4b070949-gp0stqv1s.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> <br> 85% da vida marinha na Great Bight Australian n\u00e3o \u00e9 encontrada em nenhum outro lugar do mundo. \u00a9 Jaimen Hudson \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>3. O <em>Great Australian Bight<\/em><\/strong><strong> (\u201cGrande Ba\u00eda Australiana\u201d), agora est\u00e1 livre da petroleira norueguesa Equinor<\/strong><\/p>\n\n<p>A gigante norueguesa Equinor interrompeu seus planos de perfurar quase 2 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo na Grande Ba\u00eda Australiana, dizendo que &#8220;n\u00e3o era mais competitiva comercialmente&#8221;. A regi\u00e3o, que fica ao largo da costa sul da Austr\u00e1lia, \u00e9 um tesouro marinho, lar de esp\u00e9cies raras e um dos santu\u00e1rios de baleias mais importantes da Terra. &nbsp;<\/p>\n\n<p>A Chevron e a BP se afastaram de l\u00e1 e ap\u00f3s anos de campanhas incans\u00e1veis \u200b\u200bfeitas por comunidades costeiras, ind\u00edgenas, ONGs, surfistas, ind\u00fastria de frutos do mar, operadores de turismo e outras empresas locais, a Equinor tamb\u00e9m se foi.<strong> Isso significa o equivalente a mais de 800.000.000 toneladas de carbono que n\u00e3o ser\u00e3o emitidas.<\/strong><\/p>\n\n<p>Seja com nossos navios, trabalhando ao lado de comunidades, cientistas, fazendo atividades pac\u00edficas ou expondo segredos da ind\u00fastria, os ativistas do Greenpeace ao redor do mundo tamb\u00e9m deram sua contribui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n<p>E lembrando que enquanto o Nordeste brasileiro ainda tenta entender e lidar com o maior <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/manchas-de-petroleo-no-nordeste-mostram-o-despreparo-do-governo-na-questao-ambiental\/\">derramamento de petr\u00f3leo<\/a> em termos de extens\u00e3o na hist\u00f3ria, o governo segue<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/organizacoes-mandam-carta-ao-governo-contra-venda-de-blocos-de-petroleo-em-areas-sensiveis\/\"> oferecendo blocos de petr\u00f3leo<\/a> por toda a costa brasileira e tamb\u00e9m no cora\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica.<br><\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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