{"id":1536,"date":"2015-04-26T00:00:00","date_gmt":"2015-04-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desastre-nuclear-de-chernobyl-completa-29-anos\/"},"modified":"2021-12-01T09:33:40","modified_gmt":"2021-12-01T12:33:40","slug":"desastre-nuclear-de-chernobyl-completa-29-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desastre-nuclear-de-chernobyl-completa-29-anos\/","title":{"rendered":"Desastre nuclear de Chernobyl completa 29 anos"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Pior acidente nuclear da hist\u00f3ria completa quase tr\u00eas d\u00e9cadas. Usina nuclear de Chernobyl, na Ucr\u00e2nia, exp\u00f4s ao mundo os problemas relacionados \u00e0 energia nuclear<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box small-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div id=\"attachment_3406\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3406\" class=\"wp-image-3406 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/04\/GP031D1_Medium_res-1024x700.jpg\" alt=\"Protesto em Berlin, no 20\u00ba anivers\u00e1rio do acidente nuclear de Chernobyl.\" width=\"1024\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/04\/GP031D1_Medium_res-1024x700.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/04\/GP031D1_Medium_res-300x205.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/04\/GP031D1_Medium_res-768x525.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/04\/GP031D1_Medium_res-497x340.jpg 497w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2015\/04\/GP031D1_Medium_res.jpg 1199w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3406\" class=\"wp-caption-text\">Protesto em Berlin, no 20\u00ba anivers\u00e1rio do acidente nuclear de Chernobyl.<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 29 anos um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucr\u00e2nia, explodiu e matou dois trabalhadores. Material radioativo foi liberado no ambiente e grandes \u00e1reas da R\u00fassia, Ucr\u00e2nia e Bielorr\u00fassia foram contaminadas. Nos quatro meses seguintes, 28 trabalhadores da usina, de um total de 600, morreram em decorr\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o recebida, e outros 106 foram contaminados. Mesmo quase tr\u00eas d\u00e9cadas depois deste emblem\u00e1tico acidente &#8211; e de outros desastres nucleares como o de Fukushima &#8211; o Brasil d\u00e1 sinais de que quer voltar a investir em energia nuclear.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A explos\u00e3o que ocorreu por uma combina\u00e7\u00e3o de falha no projeto &#8211; mais especificamente no desenho t\u00e9cnico &#8211; erros operacionais e seguran\u00e7a inadequada, causou um desastre de dimens\u00f5es enormes. Para se ter uma ideia, uma \u00e1rea de 30 quil\u00f4metros ao redor da usina teve acesso proibido e mais de 330 mil pessoas tiveram que ser evacuadas de suas casas, sem nunca poder voltar. At\u00e9 hoje, j\u00e1 foram detectados cerca de 6 mil casos de c\u00e2ncer de tireoide relacionados ao acidente, e o n\u00famero segue aumentando.<\/p>\n<p>Os trabalhos de conten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram herc\u00faleos. Cerca de 600 mil trabalhadores e bilh\u00f5es de d\u00f3lares foram colocados nos trabalhos de limpeza. Na \u00e9poca, um edif\u00edcio de conten\u00e7\u00e3o, conhecido como \u201csarc\u00f3fago\u201d, foi constru\u00eddo ao redor da usina para limitar o escape de radia\u00e7\u00e3o. Mas esse \u201csarc\u00f3fago\u201d j\u00e1 passou do seu prazo de validade e um novo est\u00e1 sendo constru\u00eddo, a um custo de US$ 3 bilh\u00f5es, e s\u00f3 deve ficar pronto em 2017 ap\u00f3s sucessivos atrasos.<\/p>\n<p>O pior desastre nuclear da hist\u00f3ria coloca em xeque os argumentos de que energia nuclear \u00e9 segura e limpa. Seus defensores dizem que \u00e9 bastante segura e que um acidente como o de Fukushima acontece somente uma vez a cada 250 anos. No entanto, nos \u00faltimos 70 anos, Fukushima, Chernobyl e os acidentes de Three Mile Island e Fermi 1, ambos nos Estados Unidos, provam o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para piorar, um recente estudo publicado pela revista de tecnologia MIT Tech Review afirma que existe 50% de probabilidade que outro evento como Chernobyl aconte\u00e7a nos pr\u00f3ximos 27 anos, um evento como o de Fukushima aconte\u00e7a nos pr\u00f3ximos 50 e um como o de Three Mile Island, nos pr\u00f3ximos 10 anos. Ainda h\u00e1 o agravante de que n\u00e3o existe solu\u00e7\u00e3o permanente para todo o lixo at\u00f4mico produzido.<\/p>\n<p>Apesar de todos os problemas, custos e riscos da energia nuclear, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, declarou na \u00faltima semana que o Brasil ter\u00e1 mais quatro usinas nucleares at\u00e9 2030 e outras oito at\u00e9 2050. \u201cBraga afirmou que precisamos da energia nuclear para garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds, no entanto, isso n\u00e3o \u00e9 verdade. A seguran\u00e7a brasileira pode ser alcan\u00e7ada com mais investimentos em energias renov\u00e1veis, como solar e e\u00f3lica\u201d, diz Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>A energia e\u00f3lica j\u00e1 \u00e9 hoje a segunda mais barata no pa\u00eds e a perspectiva \u00e9 de que a energia solar se torne a mais barata em um horizonte de cinco anos. J\u00e1 o custo de uma usina nuclear \u00e9 sempre crescente e nele n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00eddo o custo de descomissionamento, em torno de US$ 1 bilh\u00e3o por usina.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de constru\u00e7\u00e3o, o de usinas e\u00f3licas e fotovoltaicas \u00e9 igual ou inferior a dois anos, enquanto um reator nuclear tem levado mais de dez anos para ser constru\u00eddo de acordo com m\u00e9dias globais. Vale lembrar que Angra 2 demorou quase 20 anos para entrar em opera\u00e7\u00e3o e Angra 3, cujas obras come\u00e7aram em 1984 e foram retomadas em 2010, foi prometida para 2012 a um custo de R$ 7 bilh\u00f5es. No ano passado, o custo foi revisto para R$ 14,9 bilh\u00f5es e sua entrega ficou para 2018 \u2013 por enquanto.<\/p>\n<p>Sobre a confiabilidade de e\u00f3lica e solar, a experi\u00eancia internacional recente mostra que as redes de transmiss\u00e3o se adequam facilmente a fontes din\u00e2micas enquanto a energia nuclear segue como op\u00e7\u00e3o de resposta lenta para o despacho do sistema. Angra 1 segue com seu apelido de \u201cvagalume\u201c devido \u00e0 intermit\u00eancia do fornecimento de energia.<\/p>\n<p>\u201cEnergia nuclear n\u00e3o \u00e9 100% segura, al\u00e9m de ser muito mais cara do que se divulga. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a fonte do futuro, basta olhar dados de 2014 mostrando que foram instalados em todo o mundo 95 GW de energias renov\u00e1veis, contra 5 GW de nuclear\u201d, continua Almeida. \u201cJ\u00e1 passou da hora dos governantes abandonarem essa energia perigosa e investirem nas energias do s\u00e9culo XXI. Solar e e\u00f3lica s\u00e3o a melhor solu\u00e7\u00e3o para uma matriz energ\u00e9tica mais limpa e segura.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Leia mais: <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/o-legado-de-chernobyl\/\">O Legado de Chenobyl<\/a><\/b><\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. Check the block&#8217;s settings or remove it.<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pior acidente nuclear da hist\u00f3ria completa quase tr\u00eas d\u00e9cadas. 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