{"id":1539,"date":"2011-03-18T11:59:00","date_gmt":"2011-03-18T11:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/vitimas-de-chernobyl\/"},"modified":"2021-12-01T09:33:42","modified_gmt":"2021-12-01T12:33:42","slug":"vitimas-de-chernobyl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/vitimas-de-chernobyl\/","title":{"rendered":"V\u00edtimas de Chernobyl"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_9237\" style=\"width: 1209px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9237\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/06\/f813583d-gp016yj-1.jpg\" alt=\"Ru\u00ednas de um parque de divers\u00f5es em Pripyat, cidade abandonada ap\u00f3s o desastre nuclear de Chernobyl. \u00a9 Greenpeace \/ Steve Morgan\" width=\"1199\" height=\"798\" class=\"size-full wp-image-9237\" \/><p id=\"caption-attachment-9237\" class=\"wp-caption-text\">Ru\u00ednas de um parque de divers\u00f5es em Pripyat, cidade abandonada ap\u00f3s o desastre nuclear de Chernobyl. <br \/>\u00a9 Greenpeace \/ Steve Morgan<\/p><\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<div>\n<h4><em>A explos\u00e3o do reator de Chernobyl, 25 anos atr\u00e1s, ficou marcada na hist\u00f3ria como o maior acidente nuclear da civiliza\u00e7\u00e3o. Suas conseq\u00fc\u00eancias foram sentidas ao redor do globo e persistem at\u00e9 hoje<\/em><\/h4>\n<p>Em 26 de abril de 1986, um grande acidente ocorreu no reator n\u00famero quatro da central nuclear de Chernobyl, na Ucr\u00e2nia, que, na \u00e9poca, pertencia \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Os funcion\u00e1rios da esta\u00e7\u00e3o realizariam um teste a fim de verificar se as turbinas poderiam gerar energia suficiente para manter as bombas de resfriamento funcionando (no caso de uma queda de energia) at\u00e9 que o gerador de emerg\u00eancia movido a diesel come\u00e7asse a funcionar. As press\u00f5es pol\u00edticas para que o reator continuasse funcionando durante todo o dia, para alcan\u00e7ar as metas de gera\u00e7\u00e3o, fizeram com que o teste fosse prorrogado. A equipe especialmente treinada para esse teste deixou o local e o reator j\u00e1 n\u00e3o estava funcionando em suas condi\u00e7\u00f5es normais quando o teste finalmente come\u00e7ou, durante a noite. Somado a isso, a fim de prevenir interrup\u00e7\u00f5es que afetassem o reator, sistemas de seguran\u00e7a foram deliberadamente desligados. Mais tarde, ap\u00f3s o in\u00edcio do experimento, o reator ficou fora de controle.<\/p>\n<p>Elementos combust\u00edveis do reator se romperam. Houve uma violenta explos\u00e3o que destruiu o revestimento da usina que pesava 1000 toneladas.Varetas de combust\u00edvel derreteram a uma temperatura superior a 2000\u00baC. O grafite que revestia o reator pegou fogo e queimou por nove dias, liberando cem vezes mais radia\u00e7\u00e3o na atmosfera do que as bombas at\u00f4micas lan\u00e7adas em Hiroshima e Nagasaki.<\/p>\n<p>A maior parte da radia\u00e7\u00e3o foi liberada nos primeiros dez dias, contaminando vastas \u00e1reas e afetando milh\u00f5es de pessoas. A instabilidade do clima nos dias seguintes ao acidente levou a contamina\u00e7\u00e3o para grandes territ\u00f3rios da Escandin\u00e1via, Gr\u00e9cia, centro e leste europeu, sul da Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e norte da Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>Entre 125.000 e 146.000 quil\u00f4metros quadrados do territ\u00f3rio de Belarus, R\u00fassia e Ucr\u00e2nia foram contaminados em n\u00edveis que exigiam a evacua\u00e7\u00e3o total, ou a imposi\u00e7\u00e3o de grandes restri\u00e7\u00f5es (a \u00e1rea afetada por terra \u00e9 equivalente \u00e0 \u00e1rea da Gr\u00e9cia ou de Bangladesh, ou de quase cinco vezes o tamanho da Holanda).<\/p>\n<p>No momento do acidente, sete milh\u00f5es de pessoas (incluindo tr\u00eas milh\u00f5es de crian\u00e7as) moravam em \u00e1reas pr\u00f3ximas. Por volta de 350.000 foram expulsas ou deixaram a \u00e1rea afetada.\u00a0Em uma perspectiva a longo prazo, a forma mais impactante de contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 por meio do c\u00e9sio-137. Dada a sua meia-vida de 30 anos, levar\u00e1 mais de um s\u00e9culo para que a contamina\u00e7\u00e3o seja reduzida significativamente.<\/p>\n<p>N\u00edveis de c\u00e9sio radioativo altos o suficiente para exigir a interven\u00e7\u00e3o do Estado podem ser encontrados de Chernobyl at\u00e9 a Esc\u00f3cia e Gr\u00e9cia.\u00a0Assim como a cont\u00ednua contamina\u00e7\u00e3o radioativa, os impactos na sa\u00fade das v\u00edtimas persistir\u00e3o por v\u00e1rias d\u00e9cadas.\u00a0Um estudo encomendado pelo Greenpeace, realizado em 2006 para coincidir com o 20\u00ba. Anivers\u00e1rio de Chernobyl, estima que o n\u00famero de mortes em longo prazo no mundo provocadas pelo acidente de Chernobyl pode chegar a 100.00 pessoas. A cat\u00e1strofe de Chernobyl ocorreu h\u00e1 25 anos, mas continua a fazer v\u00edtimas.<\/p>\n<p><object data=\"http:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=71649\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"400\" height=\"300\"><param name=\"flashvars\" value=\"offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fgreenpeacebrasil%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fgreenpeacebrasil%2F&amp;user_id=33002606@N03&amp;jump_to=\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=71649\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><\/object><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Leia mais: <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/o-legado-de-chernobyl\/\">O Legado de Chenobyl<\/a><\/b><\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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