{"id":1540,"date":"2017-07-13T00:00:00","date_gmt":"2017-07-13T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-ativistas\/"},"modified":"2019-11-06T05:20:57","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:57","slug":"brasil-e-o-pais-que-mais-mata-ativistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-ativistas\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais mata ativistas"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Em 2016, 49 brasileiros que defendiam o meio ambiente e a terra foram assassinados. Em todo o mundo, pelo menos 200 pessoas foram mortas, um ter\u00e7o a mais do que em 2015<\/em><\/h4>\n<div>\n<p>Em todo o mundo, pelo menos, 200 ativistas foram assassinadas em 2016 enquanto protegiam suas terras, florestas e rios de empresas de minera\u00e7\u00e3o, de madeira e de produtos agr\u00edcolas, segundo relat\u00f3rio da Global Witness. Em n\u00fameros absolutos, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais funesto, com 49 assassinatos. O levantamento da organiza\u00e7\u00e3o corrobora o quadro de escalada de viol\u00eancia brasileiro: de acordo com a CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra), os cinco primeiros meses de 2017 registraram o triste recorde de 37 mortes no campo.<\/p>\n<div class=\"events-box middle-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div id=\"attachment_3142\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3142\" class=\"wp-image-3142 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2017\/07\/GP04MR_Medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Pessoas seguram cartazes em protesto contra a soja.\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2017\/07\/GP04MR_Medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2017\/07\/GP04MR_Medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2017\/07\/GP04MR_Medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2017\/07\/GP04MR_Medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2017\/07\/GP04MR_Medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3142\" class=\"wp-caption-text\">Protesto contra as planta\u00e7\u00f5es de soja na Amaz\u00f4nia.<\/p><\/div>\n<p>Em 2015, 185 ativistas foram assassinados. Mas o aumento n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na quantidade de mortes, mas tamb\u00e9m de locais: os assassinatos foram registrados em 24 pa\u00edses, em compara\u00e7\u00e3o com 16 em 2015. A Am\u00e9rica Latina continua sendo a regi\u00e3o mais afetada, respondendo por 60% dos assassinatos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo a <strong>Global Witness<\/strong>, as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre os assassinatos s\u00e3o limitadas, mas h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que o n\u00famero total global seja muito mais elevado. Os assassinatos s\u00e3o a pior forma de uma s\u00e9rie de t\u00e1ticas usadas para silenciar as defensoras e defensores, incluindo amea\u00e7as de morte, deten\u00e7\u00f5es, agress\u00e3o sexual, sequestros e ataques legais agressivos.<\/p>\n<p><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/RS5302_Killings-of-Land-and-Enviroment-Defenders-by-Country-2016-scr.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail alignleft\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/RS5302_Killings-of-Land-and-Enviroment-Defenders-by-Country-2016-scr.jpg\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"299\" \/><\/a>\u201cEstas constata\u00e7\u00f5es contam uma hist\u00f3ria muito sombria. A batalha para proteger o planeta est\u00e1 se intensificando rapidamente e o seu custo pode ser medido em vidas humanas. Para mais pessoas, em mais pa\u00edses, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que resta \u00e9 tomar posi\u00e7\u00e3o contra a usurpa\u00e7\u00e3o de suas terras e contra a destrui\u00e7\u00e3o do seu meio ambiente. Com muita frequ\u00eancia, eles s\u00e3o brutalmente silenciados pelas elites pol\u00edtica e empresarial, enquanto os investidores que as financiam n\u00e3o fazem nada\u201d, comenta o assessor de campanhas da Global Witness, Ben Leather.<\/p>\n<div class=\"events-box middle-box left\">\n<div class=\"frame reset-padding\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Quase 40% daqueles que foram assassinados eram ind\u00edgenas, ao passo que as terras que eles habitam por gera\u00e7\u00f5es s\u00e3o usurpadas por companhias, propriet\u00e1rios de terra e agentes estatais. Os projetos s\u00e3o normalmente impostos \u00e0s comunidades sem o seu consentimento livre, pr\u00e9vio e informado, com o aux\u00edlio da for\u00e7a p\u00fablica: a pol\u00edcia e o ex\u00e9rcito s\u00e3o os autores suspeitos de, pelo menos, 43 assassinatos. Os protestos s\u00e3o, geralmente, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que resta \u00e0s comunidades de exercerem o seu direito de pronunciar-se sobre o uso das suas terras e dos seus recursos naturais, colocando-os na rota de colis\u00e3o com aqueles que buscam o lucro a qualquer custo.<\/p>\n<h4>Outras importantes conclus\u00f5es do relat\u00f3rio:<\/h4>\n<ul>\n<li>A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 o neg\u00f3cio mais sangrento, com, pelo menos, 33 assassinatos ligados a este setor. O n\u00famero de assassinatos ligados a companhias de madeira subiu de 15 para 23 em um ano, enquanto houve 23 assassinatos conectados ao agroneg\u00f3cio.<\/li>\n<li>A Nicar\u00e1gua (11) foi o pior lugar per capita no ano passado. Honduras mant\u00e9m o seu status de lugar mais perigoso per capita da \u00faltima d\u00e9cada (127 desde 2007).<\/li>\n<li>Os assassinatos registrados na Col\u00f4mbia (37) atingiram um valor sem precedentes, \u00e0 medida que \u00e1reas previamente controladas pela guerrilha est\u00e3o na mira de companhias extrativas e de paramilitares. Comunidades que retornaram ao seu local de origem s\u00e3o atacadas por reivindicar as terras usurpadas durante o longo conflito do pa\u00eds.<\/li>\n<li>Os assassinatos triplicaram na \u00cdndia, ao passo que a brutalidade policial e a repress\u00e3o de protestos pac\u00edficos se agravaram. 2016 testemunhou 16 assassinatos, principalmente associados a projetos mineiros.<\/li>\n<li>Proteger parques nacionais nunca foi t\u00e3o arriscado: muitos guarda-parques foram assassinados na \u00c1frica. Registraram-se 9 assassinatos comprovados de guarda-parques na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo em 2016.<\/li>\n<li>Uma atividade mineradora voraz faz com que as Filipinas se sobressaia em n\u00famero de assassinatos na \u00c1sia, com 28 assassinatos registrados.<\/li>\n<li>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m assinala o aumento da criminaliza\u00e7\u00e3o dessas defensoras e desses defensores ao redor do mundo, inclusive nos Estados Unidos. Eles s\u00e3o frequentemente considerados criminosos, enfrentando acusa\u00e7\u00f5es falsas e processos civis agressivos apresentados por governos e companhias com o objetivo de silenci\u00e1-los.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cOs Estados est\u00e3o infringindo suas pr\u00f3prias leis e falhando com os seus cidad\u00e3os da pior maneira poss\u00edvel. Ativistas corajosos s\u00e3o assassinados, atacados e criminalizados pelas mesmas pessoas que deveriam proteg\u00ea-los. Os governos, as companhias e os investidores t\u00eam o dever de garantir que as comunidades sejam consultadas sobre os projetos que as afetam, que os ativistas sejam protegidos da viol\u00eancia e que os agressores sejam levados \u00e0 justi\u00e7a\u201d, declara Ben Leather.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Confira o relat\u00f3rio completo da Global Witness <a href=\"https:\/\/www.globalwitness.org\/en\/campaigns\/environmental-activists\/defenders-earth\/\">aqui<\/a> (em ingl\u00eas).<\/h4>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2016, 49 brasileiros que defendiam o meio ambiente e a terra foram assassinados. 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