{"id":15440,"date":"2020-03-31T10:32:35","date_gmt":"2020-03-31T13:32:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=15440"},"modified":"2021-12-01T09:30:58","modified_gmt":"2021-12-01T12:30:58","slug":"grileiros-madeireiros-e-garimpeiros-nao-fazem-home-office","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/grileiros-madeireiros-e-garimpeiros-nao-fazem-home-office\/","title":{"rendered":"Grileiros, madeireiros e garimpeiros n\u00e3o fazem home office"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Com o prop\u00f3sito de evitar uma cat\u00e1strofe, o Estado brasileiro precisa implementar a\u00e7\u00f5es urgentes de prote\u00e7\u00e3o da floresta e de seus povos, como o esvaziamento dos garimpos<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15442\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/37ec5eb2-gp0sttznh_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Garimpo ilegal dentro da Terra Ind\u00edgena Munduruku, no Par\u00e1, em setembro de 2019<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Vivemos tempos dif\u00edceis que nos imp\u00f5em a ado\u00e7\u00e3o de medidas inimagin\u00e1veis h\u00e1 bem pouco tempo. Uma delas, o isolamento social, \u00e9 um grande desafio para a sociedade brasileira. Por\u00e9m, \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para prevenir a prolifera\u00e7\u00e3o em massa do novocoronav\u00edrus (Covid-19), segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), sejamos n\u00f3s moradores da cidade, do campo ou das florestas.<\/p>\n\n<p>Em que pese o isolamento geogr\u00e1fico, os povos que habitam \u00e1reas de floresta, especialmente na Amaz\u00f4nia, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o a salvo do v\u00edrus, como alguns pensam. As m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es sociais e de mercado estabelecidas entre estes e as cidades da regi\u00e3o, associadas \u00e0s severas limita\u00e7\u00f5es de log\u00edstica e estrutura da Rede de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade, potencializam o risco de epidemia para os povos ind\u00edgenas e as comunidades tradicionais. Diante da amea\u00e7a iminente, estes povos que vivem na e da floresta j\u00e1 adotam medidas de isolamento volunt\u00e1rio, especialmente os ind\u00edgenas, que reconhecem sua hist\u00f3rica vulnerabilidade epidemiol\u00f3gica.<\/p>\n\n<p>No entanto, na contram\u00e3o de grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira, grileiros, madeireiros e garimpeiros n\u00e3o paralisaram suas atividades e seguem a todo vapor cometendo atividades criminosas que destroem a floresta. Estas pessoas precisam, urgentemente, serem impedidas de prosseguir, sob pena de, em nome da gan\u00e2ncia por terra, madeira e min\u00e9rios, se transformarem nos transmissores do coronav\u00edrus para os mais de 400 mil ind\u00edgenas dos 180 povos que h\u00e1 mil\u00eanios vivem na Amaz\u00f4nia. <\/p>\n\n<p>De setembro de 2019 a 12 de mar\u00e7o, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram gerados 16.212 alertas de desmatamento para 3.282,89 Km\u00b2 de floresta, que, provavelmente, ser\u00e3o alvo das queimadas efetuadas por pecuaristas ou grileiros durante a esta\u00e7\u00e3o seca na Amaz\u00f4nia. Um preocupante agravante, ainda mais neste contexto de pandemia, \u00e9 que as queimadas sobrecarregam ainda mais o sistema de sa\u00fade da regi\u00e3o.  <\/p>\n\n<p>Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre maio e junho de 2019, no in\u00edcio da temporada de queimadas, nas \u00e1reas mais afetadas pelo fogo, o n\u00famero de crian\u00e7as internadas com problemas respirat\u00f3rios dobrou. Foram nada menos que 2,5 mil interna\u00e7\u00f5es a mais, por m\u00eas, gerando um custo excedente de R$ 1,5 milh\u00e3o ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). De acordo com dados da Fiocruz, viver em uma cidade pr\u00f3xima \u00e0s queimadas aumenta em 36% o risco de interna\u00e7\u00e3o por problemas respirat\u00f3rios. <\/p>\n\n<p>Na esteira dos impactos econ\u00f4micos e da inseguran\u00e7a gerada nos mercados em meio \u00e0 pandemia global, em apenas tr\u00eas meses o pre\u00e7o do grama de ouro subiu quase R$ 100, passando de R$ 197,54 em dezembro de 2019 para R$ 268,17 no final de mar\u00e7o de 2020. Estamos j\u00e1 testemunhando uma nova corrida ao ouro, que trar\u00e1 consequ\u00eancias inestim\u00e1veis \u00e0 floresta e a seus povos. O compromisso do governo Bolsonaro de atender as demandas do setor mineral, liberando a explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios nas terras ind\u00edgenas e regularizando os milhares de garimpos ilegais, tanto dentro como fora desses territ\u00f3rios, acende uma perigosa luz vermelha. <\/p>\n\n<p>Segundo a Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental (Raisg), em dezembro de 2018, a Pan-Amaz\u00f4nia j\u00e1 vivia uma epidemia de garimpo. S\u00f3 na Amaz\u00f4nia brasileira, seriam pelo menos 18 terras ind\u00edgenas invadidas por garimpeiros, entre elas as dos povos Munduruku e Yanomami. Juntas, elas somam mais de 10 milh\u00f5es de hectares de floresta nativa que, atualmente, est\u00e3o infestadas por milhares de garimpeiros. Infelizmente, esses povos apresentam \u00edndices alarmantes de contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario, com prov\u00e1vel origem nos garimpos da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Preocupada com os impactos que essa nova corrida ao ouro vai causar, a Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab) divulgou um posicionamento&nbsp; oficial no \u00faltimo dia 24 exigindo o esvaziamento dos garimpos e a devida prote\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas do Brasil.<\/p>\n\n<p>Diante do grave risco que a pandemia se espalhe pela Amaz\u00f4nia, podendo causar um outro genoc\u00eddio ind\u00edgena, \u00e9 urgente que o Estado brasileiro ou\u00e7a os alertas dos povos ind\u00edgenas e implemente a\u00e7\u00f5es concretas de prote\u00e7\u00e3o da floresta e de seus povos. \u00c9 inadmiss\u00edvel negligenciar a sa\u00fade daqueles que cuidam da floresta.<\/p>\n\n<p><em>Texto publicado originalmente no <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/ecoa\/colunas\/opiniao\/2020\/03\/31\/grileiros-madeireiros-e-garimpeiros-nao-fazem-home-office.htm\">portal de not\u00edcias UOL<\/a>.<\/em><\/p>\n\n<p><br><\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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